segunda-feira, 21 de julho de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Programa de Índio
Esta semana descobri de onde vem a expressão “programa de índio”! Foi assim, ó: Minha amiga Andrea contratou um guia índio para uma expedição pela Serra do mar -onde vivem os guaranis desde as priscas eras– e tudo que perguntamos à ele obtivemos respostas assertivas.
Parecia até que ele tinha acabado de sair de um desses cursos positivistas do tipo "você pode tudo". (risos!) Perguntamos: Dá para ir de São Paulo à Itanhaem em um dia e meio? O índio: Dá. Tem água potável no caminho? Tem, retrucou meio sem entender... A trilha é boa ? Sim! (na verdade ela só existe na cabeça dele) e assim por diante.
Bem, depois de demorar três dias e percorrer uns 40 km excruciantes, com mochilas de 15 Kg na mata atlântica (sem ver trilha alguma) e outros “perrengues” como encarar um declive de 302 metros em apenas 2,7 Km, descobri com a ajuda da Andrea, que os índios, apesar de aculturados e vestidos como garotos do subúrbio de Los Angeles (incluindo camisa e bonés dos Lakers), ainda conservam muito de sua cultura como a incrível destreza na mata que é o seu habitat e uma singular compreensão da realidade em relação a nós.
Perguntei a ele se trabalhava e ele me disse que sim (somente às terças feiras). Quando eu quis saber se estava perto de um ponto para acampar, porque estava exausto, ele disse que sim e nós ainda caminhamos 6,7 Km na mata fechada.
Aquilo que levamos três dias para percorrer, quase exaustos, eles gastam um dia apenas e chegam inteiros. Acho que deve ser de alguma experiência assim que alguém tirou a expressão “programa de índio” porque eles são foda demais!
A certa altura eu queria estrangular o cara quando eu perguntava uma coisa e a resposta dele não "fechava" como: Falta muito para o ponto de descanso? Ele respondia: Pouquinho, só! Para então caminhar mais uma légua e meia rs,rs,rs... e, -pasme- atravessar descalço um rio gelado de noite com as botas nos ombros e mochilas na cabeça.
Enfim foi uma trilha bem puxada, mas finalmente pudemos realizar o desejo de atravessar o que ainda resta da mata atlântica e desfrutar desse bioma maravilhoso. Eu conhecia o cerrado (onde nasci) e seus constituintes como matas, capoeiras, capões, covais, chapadões etc., e a caatinga de outras andanças, mas a floresta atlântica, eu nunca tinha visto a não ser, pela janela do carro na rodovia dos imigrantes, e e ela mais parece um Jardim! Muitas plantas exóticas e uma enormidade de regatos cristalinos por toda parte, palmitos, árvores centenárias, cipós, samambaias gigantes e tudo muito perfumado!
Para ver algumas fotos e um esquema que mostra o trajeto feito, clique aqui.
Enquanto caminhava ja mancando perto do fim, lembrei dos bandeirantes, jesuítas, etc. que faziam esses caminhos corriqueiramente. E até de D. Pedro que atravessava a serra, só para ver sua amante, heim? (amor pra lá de 40 km... rs,) Afff.
Resumindo; umas bolhas nos pés e algum cansaço não são nada se comparados com o prazer que foi estar ali dentro daquele jardim com o Mané, Andrea, Rui, Theo, Juliana, Eunice e o Biguái (guia). Graças ao arquiteto dessa floresta, lá não funciona celular. Por isso, ainda é possível sentir um gostinho do “perigo” da selva e a curiosa sensação de sermos bichos (estranhos) também, a apenas alguns kilômetros da 4ª maior cidade do mundo. Para ver fotos da Juliana postadas no Orkut, clique aqui.
Para quem quiser fazer esse passeio eu sugiro planejar e preparar bem a uma mochila para esse trajeto com no máximo 8 kilos, deixar a pressa trancada na gaveta, e não esqueçer de levar bússola, barraca, comida e demais itens necessários para uma trilha media pra difícil e sempre acrescentar 70% nas respostas do guia índio, para evitar perrengues e desfrutar de relaxamento/comunhão com o ambiente no tempo próprio dalí.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Suspeito de assaltar Gilmar Mendes tem habeas negado
Enviado por Ralph
Ricardo,Olha só que suprema ironia: O ladrão de galinhas que tentou roubar o cordão de ouro do presidente do supremo Gilmar Mendes, teve habeas negado enquanto que o banqueiro que tentou subornar um delegado federal com meio milhão de dólares já foi libertado duas vezes pelo próprio Gilmar ! Dá para acreditar? Será jurisprudência dos tais dois pesos e duas medidas?
"SÃO PAULO - Depois de esperar 16 dias na prisão, o suspeito de assaltar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, teve pedido de liberdade provisória indeferido. O advogado de Jefferson Hermínio Moreira, 18 anos, entrou com pedido de liberdade provisória para libertá-lo. O processo foi indeferido na tarde dessa terça-feira na 11ª Vara Criminal do Ceará.
- Não concedi a liberdade provisória ao rapaz porque os fatos merecem uma apuração melhor - argumentou o juiz de primeira instância Eduardo Castro Neto, que responde interinamente pela 11ª Vara.
- Mantê-lo livre seria um risco para sociedade - concluiu o juiz, que marcou um interrogatório para o próximo dia 24.
Moreira foi preso por roubar um cordão de ouro do pescoço do ministro Gilmar Mendes no calçadão da avenida Beira Mar, em Fortaleza, no último dia 29. Ele está detido da Casa de Custódia de Caucaia, região metropolitana de Fortaleza. O inquérito, elaborado pela Delegacia de Apoio ao Turista, aponta o rapaz como autor de roubo qualificado, porque teria praticado o delito com ajuda de um comparsa, ainda não identificado.
Mendes foi criticado após determinar a liberdade do banqueiro Daniel Dantas duas vezes. Dantas foi preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha"
Comentário: e precisa ?
Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/07/16/e160716260.html
quarta-feira, 16 de julho de 2008
O Elogio à Preguiça - Parte III
Que legal, esse tópico tá rendendo bem. Estamos no capítulo três, sinal de que o tema chacoalha as mentes de alguma maneira... Por coincidência cheguei ontem de uma estada no mato com amigos e falamos muito a respeito.
Enviada por Veruska
A Psicanalista e economista Corinne Maier autora do livro Bom Dia, Preguiça, Casanova ou A Lei do Desejo e O Divã Se Diverte, foi demitida por justa causa. Trabalhava no setor de treinamento de pessoas da EDF, companhia de eletricidade da França. Para essa expoente da preguiça, a obediência cega e obrigatória, faz mal, para a saúde. E os ideais abandonados, os bons sentimentos desprezados como moeda falsa, adiar para amanhã o que nós temos realmente vontade de fazer, renunciar sem ao menos ter tentado, é o que nos mata, um pouco a cada dia. Para ela a preguiça é um ato político num mundo sem esperança, onde a estupidez e a brutalidade levam a melhor.Para ler a entrevista completa com a autora clique aqui
Enviada por Veruska
A Psicanalista e economista Corinne Maier autora do livro Bom Dia, Preguiça, Casanova ou A Lei do Desejo e O Divã Se Diverte, foi demitida por justa causa. Trabalhava no setor de treinamento de pessoas da EDF, companhia de eletricidade da França. Para essa expoente da preguiça, a obediência cega e obrigatória, faz mal, para a saúde. E os ideais abandonados, os bons sentimentos desprezados como moeda falsa, adiar para amanhã o que nós temos realmente vontade de fazer, renunciar sem ao menos ter tentado, é o que nos mata, um pouco a cada dia. Para ela a preguiça é um ato político num mundo sem esperança, onde a estupidez e a brutalidade levam a melhor.Para ler a entrevista completa com a autora clique aqui
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Preciso andar.
Aff ! Preciso de umas férias. Preciso andar. Vou espairecer um pouco na serra do mar e volto semana que vem.
Preciso andar - Cartola
Rush - Limelight
Preciso andar - Cartola
Rush - Limelight
Supremo Tribunal.
Do blog do Azenha Vi o mundo
TENTE COMPRAR UM DELEGADO. O STF GARANTE
Atualizado em 10 de julho de 2008 às 12:27 | Publicado em 10 de julho de 2008 às 11:49
Deixa eu ver se entendi direito. Por favor, me corrijam se eu estiver enganado.
Um banqueiro tenta subornar um delegado federal. Com dinheiro vivo. É pego com a boca na botija.
A Justiça decreta a prisão do banqueiro. E de todos os que considera integrantes de uma quadrilha acusada de um golpe bilionário.
Porém, ninguém menos que o chefe da Justiça vai à televisão criticar os métodos da polícia e algumas horas depois manda soltar o banqueiro que tentara subornar o delegado alegando, o juiz supremo, que o banqueiro não oferece risco às investigações que ele, acusado, tentou desvirtuar através da oferta de suborno.
Enquanto isso, no Senado da República, senadores se reúnem para criticar... as algemas.
E numa emissora de televisão uma jornalista renomada, que não leu o conteúdo da denúncia, diz que as provas são "inconsistentes".
É isso mesmo, com essa cara de pau, ou estou enganado?
Busco refúgio no livro Poisoned Wells, do jornalista britânico Nicholas Shaxson, página 89, em que ele descreve a investigação da juíza-instrutora francesa Eva Joly sobre o desvio de dinheiro do petróleo do Gabão, na África, que lubrificou partidos políticos franceses. A elite eventualmente se organizou para abafar o caso e, no processo, tentou moer Eva, que nasceu na Dinamarca mas por méritos pessoais ascendeu ao mais alto escalão da Justiça francesa.
Lentamente, organizações da mídia e partes do público da França começaram a se voltar contra ela. 'Parte da imprensa virou. Ou foi virada. Afinal, Joly e seus colegas estavam acusando pessoas que tinham influência no mais alto escalão', relembra o escritor birtânico Tim King. 'A imprensa começou a atacar a aparência dela. As fotografias escolhidas para publicação agora mostravam uma mulher de meia-idade resmunguenta, cansada depois de 18 horas de trabalho. Ela passou a ser a ex-babá, a viking e a protestante. Um banqueiro investigado por ela zoou o sotaque e se negou a responder perguntas a não ser que fossem em francês adequado'. Ela estava imaginando tudo, alguns escreveram. Estava assistindo muitos filmes de Holywood. Estava bêbada pelo poder ou destratava autoridades. Ela foi acusada de ser trotskista e de ser agente da CIA tentando destruir os interesses da França no setor do petróleo. Foi definida como mulher manipuladora que queria se vingar de humilhações que sofrera no passado. Ou estava em busca de vingança contra o mundo dos negócios. Jornalistas obtinham informações sobre a investigação e os vazamentos eram atribuídos a ela.
Diante do que foi descrito acima, fico imaginando: qual o futuro dos delegados da PF que decidiram peitar os banqueiros?
TENTE COMPRAR UM DELEGADO. O STF GARANTE
Atualizado em 10 de julho de 2008 às 12:27 | Publicado em 10 de julho de 2008 às 11:49
Deixa eu ver se entendi direito. Por favor, me corrijam se eu estiver enganado.
Um banqueiro tenta subornar um delegado federal. Com dinheiro vivo. É pego com a boca na botija.
A Justiça decreta a prisão do banqueiro. E de todos os que considera integrantes de uma quadrilha acusada de um golpe bilionário.
Porém, ninguém menos que o chefe da Justiça vai à televisão criticar os métodos da polícia e algumas horas depois manda soltar o banqueiro que tentara subornar o delegado alegando, o juiz supremo, que o banqueiro não oferece risco às investigações que ele, acusado, tentou desvirtuar através da oferta de suborno.
Enquanto isso, no Senado da República, senadores se reúnem para criticar... as algemas.
E numa emissora de televisão uma jornalista renomada, que não leu o conteúdo da denúncia, diz que as provas são "inconsistentes".
É isso mesmo, com essa cara de pau, ou estou enganado?
Busco refúgio no livro Poisoned Wells, do jornalista britânico Nicholas Shaxson, página 89, em que ele descreve a investigação da juíza-instrutora francesa Eva Joly sobre o desvio de dinheiro do petróleo do Gabão, na África, que lubrificou partidos políticos franceses. A elite eventualmente se organizou para abafar o caso e, no processo, tentou moer Eva, que nasceu na Dinamarca mas por méritos pessoais ascendeu ao mais alto escalão da Justiça francesa.
Lentamente, organizações da mídia e partes do público da França começaram a se voltar contra ela. 'Parte da imprensa virou. Ou foi virada. Afinal, Joly e seus colegas estavam acusando pessoas que tinham influência no mais alto escalão', relembra o escritor birtânico Tim King. 'A imprensa começou a atacar a aparência dela. As fotografias escolhidas para publicação agora mostravam uma mulher de meia-idade resmunguenta, cansada depois de 18 horas de trabalho. Ela passou a ser a ex-babá, a viking e a protestante. Um banqueiro investigado por ela zoou o sotaque e se negou a responder perguntas a não ser que fossem em francês adequado'. Ela estava imaginando tudo, alguns escreveram. Estava assistindo muitos filmes de Holywood. Estava bêbada pelo poder ou destratava autoridades. Ela foi acusada de ser trotskista e de ser agente da CIA tentando destruir os interesses da França no setor do petróleo. Foi definida como mulher manipuladora que queria se vingar de humilhações que sofrera no passado. Ou estava em busca de vingança contra o mundo dos negócios. Jornalistas obtinham informações sobre a investigação e os vazamentos eram atribuídos a ela.
Diante do que foi descrito acima, fico imaginando: qual o futuro dos delegados da PF que decidiram peitar os banqueiros?
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Triste país
Às vezes eu fico estressado com o Brasil e suas idiossincrasias, injustiças e, hipocrisias; nessas últimas horas, pelo menos três episódios lamentáveis e revoltantes aconteceram:
1- A ligeireza do STF em julgar o habeas corpus para libertar bilionário acusado contumaz de dezenas de crimes financeiros, formação de quadrilha etc, quando milhares de cidadãos esperam anos e anos na longeva fila da justiça. E enquanto isso nos meios de comunicação, tome conversa mole sobre se a PF dá espetáculo ou não usando algema nos ricos... Só rindo mesmo! Ainda mais que diariamente pessoas comuns não só são algemadas, como espancadas e executadas sem que a mídia ou nenhuma "otoridade" manifeste tamanho incômodo sobre. Somos mesmo o país dos dois pesos e duas medidas.
2- Na esquina da Washington Luiz com Av. Cásper líbero havia nesta manhã um corpo de uma mulher moradora de rua aparentando 25 anos, estendido na rua. Morta -possivelmente-, a pauladas não pude saber o que de fato aconteceu pois ninguém sabe, ninguém viu. É como se nada tivesse acontecido.
3- A CCJC rejeitou o Projeto de Lei de 1991, que tratava da descriminalização do aborto. Rejeição essa, eivada de clivagens da hipocrisia típica de religiosos e/ou ignorantes com opinião formada sobre tudo (que não compreendem). Tanta ignorância, me faz ter vergonha de ser brasileiro. Ninguém está querendo promover o aborto. Apenas tratá-lo como problema de saúde publica como de fato o é. Sabe-se que para cada três nascimentos ocorre um aborto no Brasil. São 1,4 milhão por ano. E prender /processar/julgar/condenar e encarcerar um milhão e meio de mulheres todos os anos em situação abortiva, soa patético para dizer o mínimo. Porque não mudar se afinal, é para o hospital que elas irão no final das contas? E as milhares de mortes decorrentes do medo de procurar o hospital, que se poderia evitar? Quem liga para essas mulheres pobres que não podem pagar uma boa clínica ou dar uma chegadinha em Miami? Depois de 17 anos discutindo quantos anjos cabem na cabeça de um alfinete, acharam por bem, deixar tudo como está. Por covardia ou tacanhez, saíram vitoriosos os religiosos e hipócritas. Derrota do país e do corajoso Ministro da Saúde. Embora o país seja laico..., ahã !? É a religião que ainda dita política de saúde pública entre outras.
1- A ligeireza do STF em julgar o habeas corpus para libertar bilionário acusado contumaz de dezenas de crimes financeiros, formação de quadrilha etc, quando milhares de cidadãos esperam anos e anos na longeva fila da justiça. E enquanto isso nos meios de comunicação, tome conversa mole sobre se a PF dá espetáculo ou não usando algema nos ricos... Só rindo mesmo! Ainda mais que diariamente pessoas comuns não só são algemadas, como espancadas e executadas sem que a mídia ou nenhuma "otoridade" manifeste tamanho incômodo sobre. Somos mesmo o país dos dois pesos e duas medidas.
2- Na esquina da Washington Luiz com Av. Cásper líbero havia nesta manhã um corpo de uma mulher moradora de rua aparentando 25 anos, estendido na rua. Morta -possivelmente-, a pauladas não pude saber o que de fato aconteceu pois ninguém sabe, ninguém viu. É como se nada tivesse acontecido.
3- A CCJC rejeitou o Projeto de Lei de 1991, que tratava da descriminalização do aborto. Rejeição essa, eivada de clivagens da hipocrisia típica de religiosos e/ou ignorantes com opinião formada sobre tudo (que não compreendem). Tanta ignorância, me faz ter vergonha de ser brasileiro. Ninguém está querendo promover o aborto. Apenas tratá-lo como problema de saúde publica como de fato o é. Sabe-se que para cada três nascimentos ocorre um aborto no Brasil. São 1,4 milhão por ano. E prender /processar/julgar/condenar e encarcerar um milhão e meio de mulheres todos os anos em situação abortiva, soa patético para dizer o mínimo. Porque não mudar se afinal, é para o hospital que elas irão no final das contas? E as milhares de mortes decorrentes do medo de procurar o hospital, que se poderia evitar? Quem liga para essas mulheres pobres que não podem pagar uma boa clínica ou dar uma chegadinha em Miami? Depois de 17 anos discutindo quantos anjos cabem na cabeça de um alfinete, acharam por bem, deixar tudo como está. Por covardia ou tacanhez, saíram vitoriosos os religiosos e hipócritas. Derrota do país e do corajoso Ministro da Saúde. Embora o país seja laico..., ahã !? É a religião que ainda dita política de saúde pública entre outras.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Moradores de rua
Uma coisa que me impressiona sempre aqui no centro, é a quantidade de pessoas vivendo na Rua. É uma coisa absurda. Durante a noite no centro histórico eles aparecem às centenas para dormir. Parece um filme daqueles futuristas-catástróficos pós 3º guerra mundial...
Sempre que os vejo, fico pensativo sobre esse fenômeno. Noto que aconteceu um aumento brutal de uns 15 anos para cá. Quem serão essas pessoas e porque estão nessa condição?
Em Parceria com a UNESCO, o Ministério do Desenvolvimento Social realizou uma pesquisa em 23 capitais brasileiras e 48 cidades com mais de 300 mil habitantes. O resultado revela que a maioria dos moradores de rua tem algum parente na cidade em que vive, e que aproximadamente 30 mil deles são menores de Idade. As razões que levaram essas pessoas às ruas segundo elas mesmas foram o vício do álcool (droga legalizada) o desemprego, drogas e conflitos familiares. Do universo pesquisado, 72% afirmam trabalhar com coleta de materiais recicláveis e 16% pedem esmola. 90% não recebem nenhum atendimento do governo, 52% possuem algum parente na cidade onde vivem e 82% são homens. Se quiser saber mais sobre o que está sendo feito e mais números dessa pequisa, clique aqui.
Sempre que os vejo, fico pensativo sobre esse fenômeno. Noto que aconteceu um aumento brutal de uns 15 anos para cá. Quem serão essas pessoas e porque estão nessa condição?
Em Parceria com a UNESCO, o Ministério do Desenvolvimento Social realizou uma pesquisa em 23 capitais brasileiras e 48 cidades com mais de 300 mil habitantes. O resultado revela que a maioria dos moradores de rua tem algum parente na cidade em que vive, e que aproximadamente 30 mil deles são menores de Idade. As razões que levaram essas pessoas às ruas segundo elas mesmas foram o vício do álcool (droga legalizada) o desemprego, drogas e conflitos familiares. Do universo pesquisado, 72% afirmam trabalhar com coleta de materiais recicláveis e 16% pedem esmola. 90% não recebem nenhum atendimento do governo, 52% possuem algum parente na cidade onde vivem e 82% são homens. Se quiser saber mais sobre o que está sendo feito e mais números dessa pequisa, clique aqui.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Documentos bizarros e o design repolho
Precisei usar minha identidade, não achei. Depois encontrei duas (Detalhe, cada uma com um número diferente) numa pasta de documentos: Uma parecia um repolho assim desfolhando, ela já estava desfazendo então deve ter sido por essa razão, que havia outra que também já está meio caminho de ficar feiosa e repolhuda. Mas porque nenhuma estava na carteira ? Simplesmente essa identidade não cabe na carteira, a não ser que você use uma do tamanho de um tijolo. Foi aí que caiu a ficha, e eu me perguntei: Porque diabos nossos documentos ainda são feitos de papel? Então me lembrei de um amigo tailandês que morria de rir da minha identidade com aquela impressão digital uma foto gigante e seu formato bizarro. Como é que pode? E a carteira de motorista, que é outra piada. Feita de papel daquele tamanhão e dentro de um envelope de plástico ? Quem lucra com a manutenção desse estado de coisas ? Porque até hoje nossos documentos não são cartões como em todo o planeta (tipo aqueles cartões bancários de crédito etc...) com chip, tarja magnética, dispositivos de segurança e que não se desfazem, amassam, molham, evaporam nem derretem se você toma um chuva ou cai na piscina. Difícil compreender que a cada renovação a gente tenha que tocar piano, freqüentar filas e mais filas para pegar aqueles pedaços de papel, ridículos que ainda por cima não cabem na carteira... Porque a CNH e a identidade não são unificadas sob o mesmo número? Alguém tem alguma idéia ? São sintomas da mesma doença que acomete a burocracia estatal, cartórios, fóruns...? Será a mesma doença que faz uma simples ação de rito sumário, tramitar “ad infinirum” nos escaninhos do judiciário ? Alguém tem um palpite ?
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Finadas…
Aqui em frente o meu prédio tinham três arvorezinhas que para mim eram o símbolo da resistência da natureza contra a urbanidade na maltratada São Paulo tão carente de verde. Sem cuidados e com as folhas cobertas de fuligem cinzenta teimavam em não morrer... Até que hoje a administração do edifício as decepou e atirou no meio da rua, na ilha. Fui procurar saber porque e fui informado de que decidiram assassinar as arvorezinhas para dar uma “mudada” e que estavam “atrapalhando” (não se sabe a quem). Indignado, ainda não sei que providência cabe nesse caso porque como morador acho que devia ter sido consultado, pois provavelmente, paguei por elas através do condomínio. Mas enfim, isso me fez lembrar recente artigo na Folha de São Paulo que constatou que a grande maioria dos paulistanos são a favor de preservar o meio ambiente, observar os sinais, respeitar a lei seca, não jogar lixo na rua, etc., mas..., “para os outros.” quando a chega a nossa vez de preservar o verde, respeitar os sinais e não dirigir embriagado, aí são outros quinhentos. É isso aí! Aqui estão 3 fotos das minhas amigas finadas arvorezinhas (estendidas no meio da rua) emblemas da falta de sensibilidade, e de como apreciamos que o meio ambiente seja preservado -"pelos outros"-, bem entendido. .
8º Panorama SESI de Dança
Está acontecendo o 8º Panorama SESI de Dança na Av. Paulista 1313, no centro cultural FIESP que vai até o dia 13. Os ingressos gratuitos devem ser retirados a partir do meio dia na bilheteria. Acabei de assistir o solo “na dobra do tempo” com a Lavinia Bizzotto que é uma uma bailarina Goiana, radicada no Rio e “3 tempos num quarto sem lembrança” (Juliana Moraes). Bom espetáculo, num lugar bacana, de fácil acesso e ainda com muitos ingressos gratuitos. Recomendo.
domingo, 6 de julho de 2008
Lei Seca (de racionalidade)
Essa lei chegou em boa hora. O que é muito chato é o escarcéu que os meios de comunicação fazem em torno dela. Já ouvi dizer que o índice permitido é de 0,6 gramas por litro de sangue e que isso equivale à ingestão de um simples bombom licorado, uma taça de vinho, um bife flambado ou um bochecho com listerine... É tanta coisa que dizem que, pode levar a pessoa para trás das grades, (com direito a “close” na TV), tanto sensacionalismo e terrorismo desnecessário, que até confunde. Por isso Investir em campanhas educacionais não seria má idéia.
Não sei por que reinventar a roda. Já existem nos países ditos desenvolvidos leis que funcionam bem e que poderiam ser pesquisadas e até imitadas. Por exemplo, nos EUA a coisa funciona mais ou menos assim: Se o motorista está dirigindo com os faróis apagados, em ziguezague, alta velocidade ou ainda qualquer outra irregularidade, ele é parado (com motivo, ao contrário daqui onde existem as desrespeitosas blitz com ou sem Tv’s... ) que vai multar ou advertir por aquela infração e é nesse momento, que o policial –treinado- vai detectar a necessidade de revistar o carro, verificar documentos, e usar o bafômetro. Caso a quantidade de álcool e/ou outros sintomas suscitar dúvidas quanto à capacidade de dirigir com segurança, o oficial pede ao motorista que olhe para a ponta do nariz, e depois que caminhe sobre uma risca de giz pisando com os dois pés sobre a mesma e repita determinadas frases ou perguntas. A partir disso o policial enquadra o caso e toma as providências que a lei determina. Não é apenas o bafômetro porque mesmo abaixo do índice de álcool permitido, o motorista pode ficar incapacitado. Técnicamente mais apurado e mais justo, utilizar critérios auxiliares. Já aqui, onde até vinte dias atrás dirigir bêbado e matar era considerado uma simples fatalidade, foi uma promulgada a chamada lei seca onde segundo as TV’s, duas tulipas de chope, podem levar a pessoa para a prisão, perda de Habilitação por 12 meses e multa de R$955,00, independente de estar embriagado ou não. E tome terrorismo nos telejornais, porque ser parado em blitz policiais é por si só uma experiência não raro, aterradora.
Eu mesmo fui parado recentemente por uma Blitz onde um brutamonte da policia militar ficou berrando a alguns metros de distância empunhando uma pistola parecida com a do exterminador do futuro e eu morrendo de medo “daquele agente da lei,” não conseguí achar os documentos do carro que não era meu. Daí que aos berros ele mandou seguir para a delegacia escoltado -por ele e sua pistola-canhão-, e prendeu o carro. Eu ainda tentei explicar que falta de documento não é motivo para apreensão do carro (sabia disso porque estava estudando a legislação para um concurso) e fui ignorado além de receber aquele olhar do tipo: “...porque você não disse isso lá naquela rua escura?" Na ocasião eu voltava de um jantar onde tinha bebido umas quatro taças de vinho e embora não estivesse embriagado, esse poderia ser o motivo para ele me multar, mas nem percebeu e o fez pela razão errada e ainda me abordou grosseiramente, com uma arma em punho o que devia ser o fim do mundo, mas não é. Assim, com policiais brucutus e ignorantes da legislação e agora fazendo blitz pela tal lei seca sob as câmeras de TV, caminhamos para mais uma palhaçada com o patrocínio da estupidificante televisão. Uma pena, pois já passou da hora de punir quem dirige bêbado e mata, mas essa espetacularização da aplicação da lei nessas blitz por agentes truculentos e sem nenhum outro critério além do bafômetro, é demais. O melhor mesmo é ficar em casa até passar a onda. O que vai de fato desestimular pessoas dirigirem embriagadas é o fim da impunidade para os que causam dano ao volante e não as blitz-espetáculos. Para ler lúcida análise sobre o assunto clique aqui
Não sei por que reinventar a roda. Já existem nos países ditos desenvolvidos leis que funcionam bem e que poderiam ser pesquisadas e até imitadas. Por exemplo, nos EUA a coisa funciona mais ou menos assim: Se o motorista está dirigindo com os faróis apagados, em ziguezague, alta velocidade ou ainda qualquer outra irregularidade, ele é parado (com motivo, ao contrário daqui onde existem as desrespeitosas blitz com ou sem Tv’s... ) que vai multar ou advertir por aquela infração e é nesse momento, que o policial –treinado- vai detectar a necessidade de revistar o carro, verificar documentos, e usar o bafômetro. Caso a quantidade de álcool e/ou outros sintomas suscitar dúvidas quanto à capacidade de dirigir com segurança, o oficial pede ao motorista que olhe para a ponta do nariz, e depois que caminhe sobre uma risca de giz pisando com os dois pés sobre a mesma e repita determinadas frases ou perguntas. A partir disso o policial enquadra o caso e toma as providências que a lei determina. Não é apenas o bafômetro porque mesmo abaixo do índice de álcool permitido, o motorista pode ficar incapacitado. Técnicamente mais apurado e mais justo, utilizar critérios auxiliares. Já aqui, onde até vinte dias atrás dirigir bêbado e matar era considerado uma simples fatalidade, foi uma promulgada a chamada lei seca onde segundo as TV’s, duas tulipas de chope, podem levar a pessoa para a prisão, perda de Habilitação por 12 meses e multa de R$955,00, independente de estar embriagado ou não. E tome terrorismo nos telejornais, porque ser parado em blitz policiais é por si só uma experiência não raro, aterradora.
Eu mesmo fui parado recentemente por uma Blitz onde um brutamonte da policia militar ficou berrando a alguns metros de distância empunhando uma pistola parecida com a do exterminador do futuro e eu morrendo de medo “daquele agente da lei,” não conseguí achar os documentos do carro que não era meu. Daí que aos berros ele mandou seguir para a delegacia escoltado -por ele e sua pistola-canhão-, e prendeu o carro. Eu ainda tentei explicar que falta de documento não é motivo para apreensão do carro (sabia disso porque estava estudando a legislação para um concurso) e fui ignorado além de receber aquele olhar do tipo: “...porque você não disse isso lá naquela rua escura?" Na ocasião eu voltava de um jantar onde tinha bebido umas quatro taças de vinho e embora não estivesse embriagado, esse poderia ser o motivo para ele me multar, mas nem percebeu e o fez pela razão errada e ainda me abordou grosseiramente, com uma arma em punho o que devia ser o fim do mundo, mas não é. Assim, com policiais brucutus e ignorantes da legislação e agora fazendo blitz pela tal lei seca sob as câmeras de TV, caminhamos para mais uma palhaçada com o patrocínio da estupidificante televisão. Uma pena, pois já passou da hora de punir quem dirige bêbado e mata, mas essa espetacularização da aplicação da lei nessas blitz por agentes truculentos e sem nenhum outro critério além do bafômetro, é demais. O melhor mesmo é ficar em casa até passar a onda. O que vai de fato desestimular pessoas dirigirem embriagadas é o fim da impunidade para os que causam dano ao volante e não as blitz-espetáculos. Para ler lúcida análise sobre o assunto clique aqui
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Telefônica
Cá estou de volta. Depois da pane de 26 horas, os bits voltaram a fluir na complexa teia da cidade de São Paulo. Estranha pane essa. Aliás, inacreditável porque atingiu todo o estado, paralisando centenas de empresas, orgãos publicos e atividades domésticas. Antes nós tínhamos o monopólio, da estatal Telesp onde tudo funcionava, mas quase ninguém tinha telefone. Agora o monopólio é da companhia privada espanhola Telefônica (líder de reclamações no Procom) e todos tem telefone, mas ninguém pode falar muito e a conexão é de veneta. Se trovejar..., precisa da ajuda do altíssimo. Em caso de defeito, pane, colapso, etc e você ligar para reclamar eles já vão logo dizendo que o problema é seu e que "lá" está tudo certo. Pensei: Faz sentido, é meu mesmo, meu telefone é que está mudo e meu computador parado, pô! (risos) Olha, é uma piada essa Telefônica e os atendentes deviam ser comediantes. É rir pra não chorar. Para ter uma ideia do tamanho do estrago, clique aqui
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Só da Brasil pungente, lá. Já aquí...
Como diria o Jorge Benjor, “Deu no New York Times...” de hoje, que aqui no Brasil está faltando mão de obra qualificada, como engenheiros e técnicos, o que pode impactar no crescimento econômico e citam além das empresas do ramo petrolífero o caso da Embraer, que forma seus próprios engenheiros e técnicos para suprir a falta. Ainda segundo o New York Times, a Embraer já é uma das maiores fabricantes de aeronaves atualmente, fabricando jatos executivos e comerciais para 6 a 122 passageiros. Empresa essa que dobrou de tamanho desde o início da década e atualmente conta com encomendas que ultrapassam US$ 20 bilhões. Ela irá entregar próximo de 200 aeronaves para clientes neste ano. Já o sisudo Financial Times, diz que o Brasil, China e India são um dos poucos países com perspectivas de crescimento consistente, e tome noticia boa sobre as commodities brasileiras, e que causamos até uma aumento de 5% no preço do açúcar no mercado mundial... bla,bla,bla. Já a Newsweek fala que a Petrobrás caminha para ser a maior empresa da terra. Apesar de toda falação eu fico aqui vendo todas as noites, hordas que se alimentam do lixo bem aqui embaixo da minha janela e converso com eles e constato que não são loucos. Apenas miseráveis. Como não estão qualificados para ocupar as centenas de vagas na Petrobras, Embraer etc..., sobram-lhes a alternativa de se alimentar do lixo e praticar pequenos furtos, até as coisas melhorarem para arranjar um “cano” e assaltar os bacanas. Como se vê, cada qual com seu plano de carreira. Como eu também não estou qualificado para ocupar as tais vagas que “sobram” no mercado, eu os fotografo e troco idéias (quando amistosos) enquanto aguardo a próxima sessão da HBO do labirinto do fauno na longa madrugada que se aproxima.
Zimbábue
Angeli
Robert Mugabe, 84 anos, o ditador do Zimbábue, prestou juramento como presidente pela sexta vez, horas depois de ter sido declarado o vencedor absoluto de um segundo turno marcado por violenta repressão à oposição. O líder do opositor MDC (Movimento pela Mudança Democrática) abandonou a disputa, após contabilizar ao menos 86 afiliados e simpatizantes mortos. Assim caminha a humanidade!
terça-feira, 1 de julho de 2008
JT
Clique sobre a foto para ampliar
Finalmente consegui colher um-só um, heim?-, fruto da minha obsessiva campanha contra o lixo no entorno da estação da luz. Depois de dias tentando chamar atenção para esse absurdo, eis que entre todos os jornais da cidade para os quais encaminhei o assunto, o Jornal da Tarde publicou minha queixa e uma foto ilustrativa a respeito, e agradeço a editoria de "Cidades" pela divulgação. Esse pequeno fato poderá ser o start de algo maior nessa guerra ao lixo. Vou agora ampliar e se possível emoldurar, um recorte desse e pendurar na arvorezinha moribunda que teima em não morrer sufocada pelo lixo. Para se indignar também clique aqui. Se você trabalha ou vive na região, e concordar que isso é um problema que pode ser solucionado a partir da comunidade, entre em contato comigo umsimplesmane@hotmail.com e vamos organizar uma reação.
domingo, 29 de junho de 2008
Ilustre Marginal
Carlos Lessa, um "ilustre marginal" como ele mesmo se autodenomina, deu entrevista à Istoé onde critica a falta de ousadia dos governantes e derrama sua ironia sem sutilezas, sob os rumos da economia e seus timoneiros. Para quem não se lembra, o economista Carlos Lessa chegou a integrar o primeiro governo Lula, mas não não sobreviveu por muito tempo. Foi defenestrado pelo "mercado" por ser nacionalista demais. Pincei alguns trechos da fala necessária do corajoso economista -que está logo abaixo-, e a entrevista completa pode ser vista aqui.
...é inexorável uma inflação mundial. E o Brasil não vai escapar a ela. Por quê? O petróleo é o formador de custos de todos os alimentos e de todas as commodities no mundo. Tudo que é produzido tem um componente pesado de transportes, principalmente as commodities e as matérias- primas. Então, todos os preços mundiais não vão parar de subir.
...O dinheiro entra. E a taxa de câmbio vai para baixo. Meirelles segura a inflação com a taxa de câmbio. Mas a custa de quê? De pagar uma taxa de juros proibitiva, que impede o governo de fazer política de saúde, política de educação, política de transportes e tudo mais.
... o especulador internacional adora receber os juros que o Meirelles paga. Aliás, isso também vale para o especulador brasileiro, que vai para o Caribe e volta como internacional. Agora, há um medo, que é o de o balanço de pagamentos do País começar a ratear. Se a conta comercial ficar fraca, o especulador internacional vai recuar.
... Qualquer um que não for o nome querido do mercado de capitais e do sistema de bancos vai tomar pancada de todos os lados. A Dilma está apanhando de maneira injusta. Acho que o Palocci é a figura de eleição do mercado. Se não podem fazer o Meirelles candidato a presidente, então que seja o Palocci.
... Por que os americanos estão no Oriente Médio? Por uma razão muito simples: os Estados Unidos não produzem nem 40% do petróleo que consomem. Imagine o Brasil dizer que tem um pré-sal colossal, que pode cobrir a brecha americana? Vamos virar de novo o quintal dos Estados Unidos. E não há pior coisa no mundo do que ser quintal deles.
...é inexorável uma inflação mundial. E o Brasil não vai escapar a ela. Por quê? O petróleo é o formador de custos de todos os alimentos e de todas as commodities no mundo. Tudo que é produzido tem um componente pesado de transportes, principalmente as commodities e as matérias- primas. Então, todos os preços mundiais não vão parar de subir.
...O dinheiro entra. E a taxa de câmbio vai para baixo. Meirelles segura a inflação com a taxa de câmbio. Mas a custa de quê? De pagar uma taxa de juros proibitiva, que impede o governo de fazer política de saúde, política de educação, política de transportes e tudo mais.
... o especulador internacional adora receber os juros que o Meirelles paga. Aliás, isso também vale para o especulador brasileiro, que vai para o Caribe e volta como internacional. Agora, há um medo, que é o de o balanço de pagamentos do País começar a ratear. Se a conta comercial ficar fraca, o especulador internacional vai recuar.
... Qualquer um que não for o nome querido do mercado de capitais e do sistema de bancos vai tomar pancada de todos os lados. A Dilma está apanhando de maneira injusta. Acho que o Palocci é a figura de eleição do mercado. Se não podem fazer o Meirelles candidato a presidente, então que seja o Palocci.
... Por que os americanos estão no Oriente Médio? Por uma razão muito simples: os Estados Unidos não produzem nem 40% do petróleo que consomem. Imagine o Brasil dizer que tem um pré-sal colossal, que pode cobrir a brecha americana? Vamos virar de novo o quintal dos Estados Unidos. E não há pior coisa no mundo do que ser quintal deles.
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