segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Finalmente

Projeto na CCJ do Senado prevê até 12 anos de prisão por morte no trânsito. Nesta quarta-feira (20), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve votar um projeto de lei que aumenta para até doze anos de prisão a pena para motoristas que estejam embriagados ou participando de "pegas" e provocarem acidentes de trânsito que resultem em mortes
O projeto de lei do Senado nº 613, de 2007, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), altera o Código de Trânsito Brasileiro, que tipifica como culposo (quando não há intenção de matar) mortes provocadas no trânsito e prevê penas de um a três anos de prisão, para considerar esse tipo de morte como crime doloso (quando há intenção de matar), com penas que vão de quatro a doze anos de prisão.
O projeto prevê, ainda, o imediato comunicado de morte no trânsito a um juiz, para que ele determine a cassação da carteira de motorista e a prisão do culpado. Se aprovado na CCJ do Senado, onde tramita em caráter terminativo, o projeto segue para deliberação da Câmara dos Deputados.
O presidente do Instituto de Segurança no Trânsito, José Augusto Ferreira de Camargo, concorda com os objetivos do projeto de lei. Segundo ele, somente se forem aumentadas as penas para motoristas, que provocam acidentes com mortes, isso poderá reduzir o número de mortes no trânsito. Para ele, as campanhas educativas são necessárias, mas não têm o resultado esperado no curto prazo.
“Nós, que fazemos as campanhas educativas e projetos [de educação no trânsito], vemos que elas [as campanhas] não estão sendo suficientes a curto prazo. Creio que uma lei mais rigorosa vai reduzir bastante o risco de acidentes graves e mortes, principalmente [ocasionados] por motoristas embriagados”, afirmou Camargo, em entrevista à Rádio Nacional. Camargo acredita que os bons resultados da Lei Seca, vão servir de exemplo para os senadores.
“Só de o motorista ter consciência de que a punição será mais severa, ele terá mais cuidado, como já está ocorrendo desde a aplicação da Lei Seca”, argumentou Camargo. Dados do Ministério da Justiça indicam que o número de acidentes e de mortes causadas pelo trânsito caiu entre 30% e 40%, com o início da Lei Seca, em vigor desde meados de junho.
O presidente do Instituto de Segurança no Trânsito acredita que o país terá um trânsito mais seguro quando os motoristas mudarem velhos hábitos, como beber e depois dirigir. “Essa mudança de hábito também passa pelo uso do cinto de segurança, da cadeira para as crianças e as empresas colocarem air bag em todos os carros”, exemplificou. “São equipamentos de segurança que precisam ser bem utilizados”, concluiu Camargo. Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Verbetes - Manipulação Midiática

Tutela: É o sinônimo que a mídia dá a ocupação do Iraque pelos Estados Unidos da América.

Ditador: É a denominação que a mídia dá a um presidente eleito democraticamente que age de acordo com a Constituição. Exemplo: Hugo Chávez.

Presidente: É a denominação que a mídia dá a quem aprova leis ditatoriais, invade nações para apossar-se de suas riquezas, assassina mais de um milhão de seres humanos; constrói muros segregacionistas; é contra o Tribunal Penal Internacional e os protocolos de Kioto. Exemplo: George W. Bush.

Incursão: Assim a mídia denomina a invasão de um país.

Terrorista:
Assim a mídia denomina o revolucionário que luta contra o jugo colonialista. Exemplo: iraquianos, afegãos e palestinos.

Suicida: Denominação que a mídia dá ao prisioneiro assassinado pelos americanos nas prisões de Abu-Ghraib e Guantánamo.

Ataque cirúrgico: Assim a mídia repercute quando um míssil estadunidense erra o alvo e causa a morte de civis. Três exemplos:
1)Assassinato da filha de cinco anos do presidente líbio, Muammar Kadhafi, em 1986;
2)Abate de um avião civil iraniano com 298 passageiros e tripulantes em 1988. Não houve sobreviventes.
3)Destruição de uma indústria farmacêutica no sudão em 1998.

Seqüestro: Se um soldado israelense é capturado quando invade o Líbano ou a Palestina, a mídia diz que foi seqüestro.

Captura:
Se um palestino ou libanês é seqüestrado pelas tropas invasoras, a mídia diz que foi capturta.

Incidente:
Dá-se quando tropas de Israel ou dos Estados Unidos massacram centenas de civis palestinos, iraquianos e afegãos.

Massacre:
Dá-se quando palestinos, iraquianos e afegãos matam dois ou três soldados de Israel ou Estados Unidos.

Assentamento
: Denominação que a mídia dá à usurpação de terras palestinas por invasores israelenses.

Conflito: Assim a mídia denomina a invasão e ocupação da Palestina por tropas de Israel.

Revista Caros Amigos. Ago 2008

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Os senhores da Guerra

A volta da Rússia !?


Noventa e quatro anos atrás, um acontecimento na região e coincidentemente no mês de agosto, desencadeou a 1ª guerra mundial. Eu acredito em coincidências mas é curioso, não é? Agora –considerando minha tenra idade e algumas lembranças-, o que eu observo nessa escaramuça na Geórgia é o sinal do início da recomposição das antigas tendências geopolíticas da região pois, que eu me lembre, a Rússia está apenas retomando sua vocação imperial ajudada pela aposta infeliz da Geórgia. Putin mostrou as cartas. Possui o terceiro maior orçamento do mundo, armas nucleares, um milhão de soldados e detém ainda o trunfo de maior fornecedor de energia para a europa. A Alemanha ainda cura feridas da derrota na 2ª guerra e já recusou (sabiamente) a entrada da Geórgia na OTAN.
Basicamente a novidade destes novos tempos é a china que está despertando de séculos de privação...
Fico pensando se viverei o suficiente para ver o desfecho desse “redesenho” que se avizinha, mas que será fascinante, não tenho dúvidas.
Esse papo me dá saudades da minha mãe que foi minha professora de história é não por ser minha mãe, foi a melhor que eu já vi. Se eu estivesse por lá ela me falaria por horas sobre como tudo vem acontecendo desde o final do século XIX. Ultimamente ela anda meio calada, mas se inquirida e provocada destampa a falar que dá gosto ouvir. Saudades!
Fiquei pensativo se o blog anda chato, denso ou as duas coisas, mas eu preciso ao menos tentar entender o mundo e o tempo em que eu vivo...
Bem, eu ia dizendo que anotei vários artigos interessantes que podem ser lidos clicando aqui.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Infecção Hospitalar

Novamente o alerta da anvisa saiu hoje nos telejornais. O país vive uma "emergência epidemiológica" causada por uma bactéria presente em equipamentos de cirurgia, chamada micobactéria e recomenda: Cirurgias que não sejam de emergências devem ser adiadas. Essas infecções estão relacionadas às falhas nos processos de limpeza, desinfecção e esterilização de equipamentos e produtos médicos. Segundo os infectologistas na grande maioria dos serviços de saúde investigados, os instrumentos cirúrgicos foram submetidos somente ao processo de desinfecção, e não à esterilização, como é preconizado na legislação para a eliminação da bactéria.
Só mais um para nossa coleção de absurdos. Para saber um pouquinho mais sobre o que se passa em grande parte das clínicas de cirurgias plásticas e alguns serviços de saúde, clique aqui.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O que não é noticiado

Segundo Georges Bourdoukan:

A Associação de Imprensa Estrangeira em Israel e na Palestina condenou com veemência a decisão do Exército israelense de não processar os soldados que assassinaram o jornalista Fadel Shana, da Reuter.
Fadel foi assassinado no dia 16 de abril, com um tiro de canhão disparado por um tanque israelense quando filmava a repressão contra adolescentes palestinos.
Na ocasião, a repressão israelense assassinou oito adolescentes e Fadel acabou pagando com a vida porque estava gravando a brutalidade.
Esse tipo de informação, naturalmente você não vai ler na mídia.

Jornais velhos

Clique sobre a figura para ampliar


Tenho a mania de acumular jornais para utilizar como forração para o banheiro da Zahra. E acho curioso que aproximadamente 70% das vezes que retiro algum daquela pilha de Jornais e o estendo no chão, vejo alguma coisa que provavelmente me passou despercebido e então volto com ele do chão para o sofá... Bom, disso resulta que eu atraso o que ia fazer e a Zahra cansada de esperar o set-up do banheiro, faz xixí diretamente no chão. Hoje mesmo quando eu acabei de estender o jornal no piso, lá estava um artigo do Contardo onde ele trata da ”Era da Condicionalidade” ancorando-se naquela estória do casal de transexuais onde o homem ficou grávido. Assunto intrigante, esse voltou diretamente do quase- banheiro da Zahra para meu caderno de anotações, clique aqui para ler.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Azenha

NA GUERRA DA INFORMAÇÃO, INDÍGENAS SÃO O "INIMIGO INTERNO"

Fonte:Vi o mundo

Vivemos um momento extraordinário, em que a produção, a disseminação e o controle da informação são utilizados tanto por estados quanto por entes privados para a produção de "consensos". Não é exatamente uma novidade. É que, na presença de múltiplas fontes de informação, os canhões midiáticos se multiplicam e atiram sobre nós incessantemente. Atiram mentiras, informação manipulada, cuidadosamente selecionada ou deturpada.
Na Bolívia, a delegação do Mercosul que acompanhou o referendo revogatório notou: assim que as urnas foram fechadas, a mídia corporativa passou a destacar não a vitória nacional de Evo Morales com 63%, mas o NÃO majoritário nos estados da Meia Lua. Não notou que Evo, eleito com 53%, saltou para 63% de aprovação, mas o SIM majoritário dos governadores que se opõem a Evo. Quando o presidente discursava em La Paz a mídia boliviana mostrava entrevistas com os governadores de oposição.
No Brasil, Eduardo Guimarães analisou como a mídia corporativa brasileira atacou duas pesquisas, uma da FGV e outra do IPEA, que demonstraram o crescimento da classe média e a redução da pobreza no Brasil. É óbvio que é preciso desmoralizar as pesquisas, já que elas contradizem o discurso segundo o qual tudo o que aconteceu de bom no país nos últimos vinte anos foi resultado da presença abençoada de FHC, uma narrativa essencial para eleger José Serra em 2010.
E eu me espanto ao notar que o metralhar da mídia é muito eficaz, especialmente quando combina com um preconceito existente na população. Durante meses a mídia brasileira bombardeou o público com a idéia de que os indígenas representam uma ameaça à soberania do Brasil na Amazônia, um discurso que serve exclusivamente ao agronegócio e às mineradoras. A mídia não diz:

1) Que as terras indígenas são da União e, portanto, nunca deixam de ser do Brasil; apenas o usufruto é dos indígenas;

2) Que a Polícia Federal e o Exército são livres para atuar em terras indígenas;

3) Que o Exército tem bases em todas as reservas situadas em área fronteiriça;

4) Que são os brasileiros que estão invadindo outros países (Bolívia, Paraguai, Venezuela e Guiana, por exemplo) e não vice-versa;

5) Que dezenas de indígenas foram mortos desde o início da campanha pela demarcação da Raposa/Serra do Sol em múltiplos incidentes violentos.

Ao divulgar apenas os fatos que justificam a tese dos "índios imperialistas", a mídia brasileira contribui para distorcer o debate sobre esta e outras demarcações e para o desprezo histórico dos brasileiros brancos pelos indígenas. O roubo de terras com violência é justificável: "eles" são o inimigo interno.

Fonte:Vi o mundo

domingo, 10 de agosto de 2008

Guerra na Geórgia


Mais uma vez, sangue local escorrendo por razões nem tão locais assim. As informações ainda são desencontradas, mas anotei um artigo do “Independent” que pode ser lido aqui.
Curioso é que este é o mais grave conflito em que a Rússia se envolve desde a guerra do Afeganistão. Pela Ossétia do Sul passam oleodutos estratégicos, a Geórgia é aliada dos USA-Europa, os separatistas se aproximaram da Rússia de quem a Geórgia já foi parte, Os USA já tem sua guerra para tocar e o Putin nunca engoliu aquela independência do Kosovo... etc.
Com aparência de um conflito meramente territorial essa é também a guerra global pelo controle de energia -petróleo e gás-, que começa a desenhar-se. Trata-se de um movimento intrigante no tabuleiro geoestratégico/energético/militar, e muito perigoso para que alguém possa ignorar. Muitos interesses envolvidos, é briga de cachorro grande no xadrez geopolítico mundial.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Alterações Climáticas.

Fiquei perplexo ao saber que o senador republicano James Inhofe afirmou que o o aquecimento global é uma "grande fraude" perpetrada pela comunidade científica. Depois, pensando sobre a natureza humana, me resignei. A ganância é mesmo um desconcertante vale tudo. Para justificar a manutenção e abertura de novos espaços estratégicos para o capitalismo global, não há limites nem lugar a ponderações ou a decência. Já se sabe que o planeta não pode mais suportar o atual modelo de consumo mas ainda assim ninguém quer ceder e isso inclui eu e você. Desta forma, a humanidade ruma célere para o abismo a bordo de luxuosos automóveis, e adornada com toneladas de quinquilharias consumidas como sucedâneo para o vazio existêncial (ou seria essencial?)
Os cientistas não sabem exatamente o quanto as temperaturas mundiais irão aumentar se continuarmos tocando nossas vidas nesse ritmo. Mas segundo os climatologistas essa incerteza é exatamente o que torna a necessidade de mudança tão urgente. Ao mesmo tempo em que existe a possibilidade de agirmos contra o aquecimento global para depois descobrir que o perigo havia sido superestimado, também existe a possibilidade de não agirmos e depois descobrirmos que os resultados da inação foram catastróficos. Que opção você prefere?
Após pesquisar uma ampla variedade de modelos climáticos, Martin Weitzman um estudioso de Harvard, argumenta que, no geral, estes modelos sugerem uma possibilidade de 5% de que as temperaturas do planeta possam aumentar em mais de 10 graus Celsius. Isso é o suficiente para "efetivamente destruir o planeta Terra tal como o conhecemos".
Está em andamento atualmente, um estudo incluindo perfurações no ártico para analisar o clima no passado e suas alterações, podendo retroagir ao período de aquecimento conhecido como Eemiano, de 130 mil a 115 mil anos atrás. Sobre isso, Thomas Friedmam escreveu no New York Times, um artigo interessante que pode ser lido também aqui.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

ELIO GASPARI


Por que no te callas, Meirelles?

O presidente do Banco Central só deveria falar ao Congresso ou durante as reuniões da diretoria da instituição

A PANCADA de 0,75% do Banco Central no aumento na taxa de juros ainda não esfriou e seu presidente, doutor Henrique Meirelles, já está no circuito insinuando uma nova punição para a economia nacional. Comprou seu forno de microondas? Sua mulher não precisa mais voltar para o fogão para servir a janta? Visigodo ignóbil, você está aquecendo o consumo. Conseguiu um trabalho com a queda da taxa de desemprego? Ostrogodo inconseqüente, você ofende a racionalidade econômica, abrindo o caminho para um surto inflacionário. Contra esses bárbaros só há um remédio, subir a taxa de juros brasileira que é, há tempos, a maior do mundo.
Quando o doutor Meirelles retoma o circuito da quiromancia financeira para dizer que a queda do IPCA não é bem uma queda do Índice de Preços aos Consumidor, não está praticando um exercício didático. Se há um aumento de casos de febre amarela, e o ministro José Gomes Temporão determina o aumento da produção de vacinas, a decisão é neutra. Quem quer vai ao posto de saúde. Quem não precisa não vai. Ninguém ganha dinheiro com isso. No caso dos juros, Meirelles ameaça com a propagação de uma epidemia que faz a felicidade da turma do papelório que se remunera com a expansão da moléstia.
Admita-se que a alta dos juros seja uma necessidade. Ainda assim, ela é uma decisão de Estado. Compete ao presidente da República, não a um funcionário demissível ad nutum. (Ele e todos os çábios do Copom.) Admita-se ainda que Nosso Guia, emparedado pelo terrorismo financeiro, tenha terceirizado essa atribuição. Ainda assim, o delegado do papelório não se pode investir no papel de ombudsman da administração pública, punindo a economia por conta de certezas e de dúvidas que são suas, mas que não são dos seus colegas de ministério.
O doutor Meirelles (como seus antecessores) investiu-se de um papel supraconstitucional, como se houvesse dois países, um governado pelos eleitos, outro sob regime de ocupação, disciplinado pelos sábios, com ele no papel de xamã. O presidente do Banco Central estimula essa bagunça saindo por aí a propagar platitudes. Por exemplo: "Achamos um pouco prematuro ainda fazer uma previsão da evolução dos preços das commodities nos próximos meses". Segundo seu horóscopo (ele é de Libra), nesta semana deve evitar mortadela e guaraná.
Assim como se deve desejar que os ministros do Supremo Tribunal só falem durante as sessões da corte, coisa que está em desuso desde que surgiram os juristas-celebridade, seria melhor para todo mundo se o presidente do Banco Central só falasse ao Congresso ou durante as sessões do Copom.
Em abril passado, ao conferir a posição dos parafusos de sua cadeira, Meirelles viu que alguns deles estavam frouxos. Coisa da vida para quem ocupa um cargo da confiança do presidente da República. Sua postura recente é a de quem acredita ter pista própria, sem combinar com a federação de atletismo. Ou, talvez, a de quem quer aproveitar o fim da pista para sair do estádio debaixo dos aplausos da turma do cercadinho VIP. Nos dois casos, prejudica o bom andamento dos negócios do Estado. Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0608200810.htm

terça-feira, 5 de agosto de 2008

"Perguntaram pra mim..."

O Grito/Edvard Munch
Viajei 2400 Km em rodovias nesses últimos oito dias em Goiás Minas e São Paulo e durante todo o tempo observei em Goiás e Minas a cada meia hora um incêndio nas APAS (Áreas de Proteção Ambiental) ao longo das rodovias sem que nenhum bombeiro, ecologista, jornal ou outro vivente qualquer, estivesse no local para denunciar e/ou debelar o fogo provavelmente causado pelo esporte nacional de atirar bitucas de cigarro em todo lugar. Pelo que vi, Goiás e a região fronteiriça com o Triângulo mineiro, são terra de ninguém, ou melhor, terra de ruralistas mais preocupados em ostentar suas picapes gigantes e ouvir a “cornomusic” do que com o meio ambiente.
Tão logo cheguei em casa, dei de cara com uma amiga que adora me alfinetar e bem no meio do almoço me perguntou se tenho orgulho de ser Brasileiro e –para minha própria surpresa-, já fui logo dizendo automaticamente que não. Disse que gosto muito do meu País, mas orgulho mesmo, não tenho não.
Entre outras razões e, ou talvez por alguma deficiência do meu equipamento mental, eu não consigo compreender muitas coisas, como essa sistemática e suicida destruição do meio ambiente e a “mania” de jogar lixo por toda parte transformando tudo num imenso chiqueiro. Ecologia é tema simpático, quando se trata da Amazônia que fica lá longe aonde ninguém vai.
Outra coisa, como se pode ter orgulho de um lugar onde é aceito como fatalidade, 267 bebês morrerem somente em um mês numa pocilga-maternidade pública (Belém do Pará) sem que essa barbárie sensibilizasse um bilhonésimo do publico que se comove com o acéfalo “Big Brother?”
Como pode alguém não se indignar com o vai e vem macabro daquela carrocinha com caixões mirins? E a Polícia? Que país é esse, onde a polícia mata mais que os bandidos, (atente só para essa inversão maluca). Como se pode orgulhar de um país que mesmo não estando em guerra, convive bovinamente com a misteriosa entidade; “A bala perdida"? E o que dizer então sobre os 473 analfabetos que são candidatos aos cargos de vereador e prefeito neste ano? Quer mais? Como se orgulhar de um país onde só nos últimos 10 anos foram detectados 28411 trabalhadores escravos e outros 30000 mil em condições análogas? E o que se pode falar do congresso nacional, que ao invés de legislar, parece uma delegacia de polícia cuidando de futricas? Fica mais difícil ainda orgulhar-se quando se constata que o poder judiciário parece existir para garantir previlégios para os de sempre e enjaular pobres e pretos que saem da linha.
Estive essa semana na minha cidade natal (Jataí - Go) que segundo a revista veja é a maior produtora de grãos do Brasil e fiquei admirado com a quantidade de veículos BMW, Audi, Mercedes etc., e também mendigos, pedintes, barracos, condomínios fechados, ruas esburacadas.... E o cúmulo do ridículo para dizer o mínimo, é o fato de uma cidade de 90000 habitantes não ter nenhum hospital aparelhado com UTI mas pululam criaturas desfilando de Audi conversível com aquelas bolsinhas bregas da Louis Vuitton. Com a economia que tem, a cidade poderia ter um IDH decente e ser um modelo, mas contentam-se em perder as virtudes de cidades do interior e adquirir os piores vícios das grandes cidades sem os benefícios das mesmas.
Para fechar com chave de ouro, o Ministro da Agricultura disse hoje, ao contrário do que vem afirmando o presidente Lula, que é favorável ao plantio de cana na Amazônia. clique aqui.
Pois bem, Como disse o Poeta Drummond, “Também sou Brasileiro e Moreno como vocês”, mas às vezes tenho certa tristeza de ser Brasileiro. Não sei se por ter vivido um tempo no exterior ou por alguma deficiência cognitiva, não endosso esse estado de coisas. E se, criticar essas coisas é se enquadrar no denominado grupo dos brasileiros que gostam de falar mal do país, prefiro isso a fazer de conta que o Brasil é como dizem alguns, o Must! E outros, bão demais da conta, sô.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Crises e conflitos...

Enviado por Judith
"As crises pulsam nesses tempos descontínuos: comparecem ventos, rochas e chuvas, que mostram que a vida não segue uma linha reta e ascendente... Crise é o movimento na obscuridade do solo, no ensaio de saídas, no ir às profundezas dos mistérios da vida. Um desemprego, uma perda irreparável, um acidente, uma separação, uma gravidez indesejada... As crises arrancam o telhado protetor de nosso cotidiano, destruindo certezas e planos. Elas expõem o fracasso de uma visão racional da vida... Crises mostram que a vida não está em nossas mãos, que nossos planos não se cumprem. Crises/conflitos convidam-nos a improvisar e a criar novos arranjos de jardins. A pequena planta encontra uma fissura na rocha, espreme sua raiz por essa brecha e por muito tempo toda a energia se concentra em alongar-se para além da fenda. Alonga, alonga, e depois de muito penetrar encontra terra. Agora pode continuar a crescer para o alto.
As crises despertam forças surpreendentes em nós – se não fugirmos, surgirão novos horizontes e solos. Elas nos desafiam a criar uma nova maneira de viver.... As crises funcionam como uma peneira que ajuda a discernir o que importa. Elas confrontam nossas crenças e rotinas. Se aceitamos esse desafio, podemos nos libertar de estereótipos, do rotineiro "piloto automático". Quando não permitimos esse tempo de revisão de rota, criamos tabus e silêncios que levam à estagnação da vida. É preciso dar impulso à raiz, em busca de solos mais propícios!"
(Karin Wondracek / Carlos Hernández)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Descanso

Estou andando por aí e de férias por uns dias na casa da mama e por isso mesmo, meio ausente/vagal...
 U2 - Walk on

terça-feira, 29 de julho de 2008

Um livraço !

Topei com um livro magistral do Richard Dawkins que segundo pesquisa da Prospect, é um dos três intelectuais mais influentes da atualidade, ao lado de Noam Chomsky e Humberto Eco. Eu não poderia deixar passar em branco esse livro. Venerado por algums e odiado por muitos , Dawkins, é um intelectual corajoso, não há como negar. O livro em questão é o "The God Delusion" http://news.bbc.co.uk/1/hi/programmes/newsnight/5372458.stm ou "Deus, um delírio"(Cia das Letras) que ganhei de presente de aniversário e que gostaria de ter agora aqui onde estou (casa Paterna) para reler alguns trechos enquanto as horas escorrem...
Apesar do título ser meio assustador para a maioria das pessoas, o livro é fantástico. Recomendo muitíssimo. Há dias em que eu gostaria de espalhar esse livro. Chego a pensar que talvez o mundo seria um lugar um pouco melhor se todas as pessoas pudessem refletir sobre as considerações contidas ali. Friso porém que apesar do título provocativo, é acima de tudo um tratado ou, melhor dizendo, uma exaltação do conhecimento sobre a ignorância e o medo ancestral de desafiar nossas superstições/crenças por mais nefastas que sejam. Uma ode à vida, à celebração da existência com mais liberdade e felicidade. É como uma "vela na escuridão" desses tempos. Uma profunda reflexão sobre a existência, nossas orígens... etc, à luz do conhecimento científico em contraposição as superstições/religiões... que produziram – e produzem – tanto atraso, guerras, doenças e sofrimentos etc... O livro é todo permeado por variados ramos do conhecimento humano e quando termina, a gente sente que racionalizou algumas toneladas de ignorâncias, temores etc. Me refiro àquela ignorância profunda de que muitas vezes sequer temos consciência, daquela tipo inadmissível, residual mesmo..., incrustrada no DNA. (risos!). Essas reflexões possibilitam ou melhor facilitam e encorajam à "desintoxicação" dessas atávicas crendices/superstições internalizadas se, claro, houver disposição de fazer isso. São páginas que você vai vencendo sem perceber e quando estiver acabando você ficará triste pelo fim da viagem. É incrível ! Ainda que você não concorde integralmente com o autor, isso não muda em nada nem atrapalha a grandeza da obra, se você ama a ciência.

domingo, 27 de julho de 2008

A Telefônica

Dia 23 as 10 horas da manhã um funcionário da Cia Telefônica veio até meu prédio consertar um ruido na linha telefônica, e me disse que era o sinal de internet que estava interferindo. Assim teria que desconectar por 6 horas para a área técnica do speed resolver o problema.
Cinco dias depois, e NADA! Após dezenas de ligações diárias e muito stress, constatei que as várias áreas dessa "companhia" não se comunicam e os atendentes não tem menor a menor idéia do que acontece e repetem como papagaio coisas sem nexo e promessas de enviar um técnico em 24 horas... Nâo importa o que você diga, a respostas são sempre as mesmas.
Depois de quase ter um ataque, liguei para a Anatel e protocolei uma reclamação cujo prazo de resolução expira-se amanhã.
Pirei e tentei cancelar tudo mas me deixaram pendurado... e -claro-,não conseguí. Não me resta mais nenhuma alternativa a não ser o dever moral de processar essa empresa tal a desfaçatez e escárnio para com o consumidor. Pensando bem, nem sei se isso leva a algum lugar. Que lugar?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A Telefônica

Já estou indo completar o terceiro dia desconectado e ainda sem previsão de volta.
Isso por culpa da Cia telefônica que vem a ser -repito-, a empresa mais inacreditável, indecente e desrespeitosa de que se tem notícia. Como é um monopólio privado, não existe opção no lugar onde moro. Assim, resta-me aguardar ou morrer de stress face ao SURREAL (des)atendimento que esta "organização" reserva ao consumidor.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Jornais

Dois ótimos artigos me chamaram atenção nestes últimos dias: O “Valor Econômico” traz ótima reflexão do Prof. Luiz G. Belluzo por ocasião dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ainda hoje tão incompreendida e desrespeitada. Um outro do Thomas Friedman no "New York Times" analisando a Popularidade da China, África do Sul, USA e Rússia à luz das conveniências e interesses desses regimes.
Anotei os dois e estão disponíveis para leitura aqui.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Festival de Inverno de Paranapiacaba

Fui ontem conferir o 8º Festival de Inverno de Paranapiacaba e apesar de ser um dos lugares mais aprazíveis desse mundo, a vila não comporta a quantidade de pessoas que estavam lá. Fiquei me perguntando, o que acontece com o dinheiro arrecadado ali, pois ano após ano e a despeito do festival ser um sucesso, não se nota nenhum incremento na infra estrutura da vila. Continuam as filas intermináveis nos ônibus, bares e lanchonetes e ainda se vê esgoto escorrendo das casas a céu aberto.
Deixando de lado esse irritante aspecto organizacional, o charme do lugar e a infinidade de eventos somados a tanta gente bonita, faz do festival uma alternativa interessante pelo clima e o ar de anos trinta, quarenta. Abaixo está um slide com algumas imágens. Para ampliar, clique sobre a foto.

Queria ver o Duofel e o Zeca Baleiro mas não foi possível.