Preço recua em 15 de 16 capitais pesquisadas, no momento em que se discute necessidade de manter alta do juro
Depois de acumular altas consecutivas desde o fim do ano passado, o preço dos alimentos de primeira necessidade deu um alívio ao bolso do trabalhador brasileiro. Em agosto, o preço da cesta básica apresentou queda em 15 das 16 capitais pesquisadas mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A queda nos preços dos alimentos acontece num momento em que se discute a necessidade ou não de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manter a política de elevação das taxas de juros. Na próxima semana, o Copom voltará a se reunir. O objetivo do atual aperto monetário é esfriar a demanda, reduzindo o espaço para repasses de aumentos de custo para os preços, o que pressionaria ainda mais a inflação. Para alguns analistas, no entanto, o pior da inflação já teria passado.
"Foi a primeira vez desde fevereiro que o número de capitais com preços em queda supera o das cidades com altas", disse o economista José Maurício Soares, coordenador da pesquisa do Dieese. Naquele mês, 11 localidades haviam apresentado queda nos preços da cesta básica.
De acordo com o economista, a tendência de recuo nos preços de alimentos deve se manter nos próximos meses, seja por causa da queda nos cotações das matérias-primas (commodities) agrícolas no mercado internacional, seja por melhora nas condições climáticas e início da colheita de algumas culturas no País.
As retrações nos preços médios dos 13 gêneros alimentícios considerados de primeira necessidade superaram os 10% em quatro capitais: Recife (-10,77%), Natal (-10,73%), Fortaleza (-10,59%) e Rio de Janeiro (-10,56%). A única alta foi apurada em Goiânia, onde o custo da cesta apresentou ligeira variação de 1,15%.
Porto Alegre manteve o título de capital com a cesta básica mais cara, apesar de os gêneros alimentícios terem apresentado queda 6,99% no mês passado. Para comprar a cesta básica em agosto, o trabalhador gaúcho teve que desembolsar R$ 241,16, valor praticamente igual ao apurado em São Paulo (R$ 241,15). A cesta mais barata foi encontrada no Recife (R$ 176,09).
O recuo dos preços dos alimentos no mês passado representa um alívio para o orçamento dos trabalhadores, sobretudo os de renda mais baixa. Segundo o Dieese, em agosto o trabalhador que ganha o salário mínimo (R$ 415) gastou em média 110 horas e 12 minutos de trabalho para conseguir comprar a cesta básica. Em julho, precisava cumprir uma jornada de 117 horas e 8 minutos para adquirir os mesmos produtos. Descontada a contribuição previdenciária, a compra da cesta básica exigiu, no mês passado, o comprometimento de 54,45% do salário mínimo, ante 58,26% em julho. Há um ano, esse número correspondia a 47,74%.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080902/not_imp234552,0.php
Será que a autoridade monetária vai insistir no remédio/veneno?
domingo, 31 de agosto de 2008
Explorador parte de caiaque para o Pólo Norte

O nadador britânico Lewis Gordon Pugh, começou uma expedição em direção ao Pólo Norte, a bordo de um caiaque, com o objetivo de alertar o mundo sobre as conseqüências do degelo no Ártico conforme explica Lewis, em seu site , que pode ser visualizado em 8 linguas, português inclusive.
O ambientalista de 38 anos, começou neste sábado (30) a viagem, partindo do extremo Norte da Noruega, de Virgohamna, no arquipélago de Svalbard, a mil quilômetros do Pólo Norte. Ele espera avançar cinco horas por dia, acompanhado por um barco de assistência.
"Ainda que estejamos quase em setembro, o mar está relativamente calmo e conseguimos avançar", escreveu em seu blog. Segundo cientistas norte-americanos, o Pólo Norte poderá ficar temporariamente sem gelo em setembro, um fato sem precedentes nos tempos modernos.
No ano passado, Pugh foi a primeira pessoa a nadar nas águas geladas do Pólo Norte, para denunciar os efeitos do aquecimento global. Chamado de "urso polar humano", ele demorou 18 minutos e 50 segundos para nadar um quilômetro, em águas com temperaturas abaixo de zero.
Mais detalhes aqui sobre esta expedição.
sábado, 30 de agosto de 2008
A Radiografia da Cana
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Navios militares americanos se aproximam da Geórgia

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush condenou hoje, a "decisão irresponsável" da Rússia de reconhecer e encorajar a independência das regiões separatistas da Geórgia e pediu que Moscou reavalie essa decisão
Atualmente, já há dois navios americanos na região a pedido do governo da Geórgia distribuindo ajuda humanitária aos georgianos que ficaram desabrigados pela guerra na Ossétia do Sul.
Mas a presença de militares americanos dentro de território naval da Geórgia é um sinal para os russos de que os Estados Unidos apoiarão seus aliados com mais do que palavras.
O Financial Times de hoje em excelente artigo,
evidencia que a Rússia endureceu o jogo. Embora o porta voz da casa Branca tenha dito que não há chance dos USA se envolverem no conflito, nunca se sabe.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Egito volta atrás na polêmica dos transplantes
Através de comunicado publicado no site do sindicato de médicos egípcio, doações de órgão e distribuição entre doentes serão feitas, a partir de agora, "independentemente de tendências religiosas ou de níveis sociais". Na declaração, o sindicato classifica as acusações de aprofundar tensões sectárias no Egito como algo "sem fundamento”
A decisão anterior que proibia médicos de realizar transplantes entre cristãos e muçulmanos fica então anulada após muito barulho.
A decisão anterior que proibia médicos de realizar transplantes entre cristãos e muçulmanos fica então anulada após muito barulho.
domingo, 24 de agosto de 2008
Eleição Municipal de São Paulo

A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, atinge 41% das intenções de voto, e abre uma vantagem de 17 pontos percentuais sobre o segundo colocado, Geraldo Alckmin, do PSDB, que obtém 24% das preferências, a 44 dias do primeiro turno da eleição.
Segundo a pesquisa do Datafolha publicada na edição deste domingo, no segundo turno, Marta teria 49% das intenções de voto contra 44% de Alckmin, se as eleições fossem hoje. Na pesquisa anterior, de 23 e 24 de julho, Alckmin tinha 51%. Marta, 43%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Ainda segundo o Datafolha, Marta herdaria 20% dos eleitores do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Alckmin, 73%.
Num segundo turno, Marta derrotaria Kassab por 55% a 35%. Alckmin venceria Kassab por 57% a 28%.
O índice de rejeição a Marta oscilou negativamente desde julho, passando de 34% para 31%. Essa taxa chega a 64% entre os eleitores com renda mensal superior a dez mínimos.
A rejeição a Marta é quase o dobro da de Alckmin: 18%. Kassab enfrenta 32% de rejeição. Já o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) amarga um índice de rejeição de 61%, cinco pontos a mais do que na pesquisa anterior.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Egípcios são contra transplantes entre cristãos e muçulmanos
O sindicato de Médicos do Egito, dominado pelo grupo islâmico Irmãos Muçulmanos, decidiu proibir seus afiliados de realizarem transplantes de órgãos entre cristãos e muçulmanos, informa reportagem do jornal espanhol "El País". De acordo com os médicos, o objetivo da decisão é combater o tráfico de órgãos. A Igreja Católica e os líderes muçulmanos reagiram contra a medida, temendo a elevação das tensões religiosas no país.
O Parlamento egípcio está discutindo uma nova lei sobre a doação, o transplante e o tráfico de órgãos. O sindicato já determinou, entretanto, que qualquer médico que viole sua decisão será interrogado e punido pelo órgão.
"Tudo isso é para proteger os muçulmanos pobres dos cristãos ricos que compram seus órgãos e (também) o contrário", explicou ao "El País" o diretor do Sindicato dos Médicos, Hamdi El Sayed.
A igreja católica ortodoxa do Egito reagiu, afirmando que a decisão do sindicato pode levar ao fim das transfusões de sangue entre seguidores das duas religiões ou até ao fim das consultas de pacientes com médicos fiéis a um credo diferente do seu.
"Todos temos o mesmo sangue egípcio. E se o motivo da medida é acabar com o tráfico de órgãos, rejeitamos, porque pode ocorrer também entre fiéis da mesma religião", disse, segundo o "El País", o bispo Marcos, porta-voz da igreja copta. "Temos medo de que no futuro haja hospitais para cristãos e outros para muçulmanos".
Os cristãos representam apenas 10% da população egípcia, formada por 76 milhões de pessoas. Os muçulmanos são cerca de 90%. O país foi cenário de uma onda de violência promovida por grupos islâmicos, como o Gamaa al-Islamiya, que resultou na morte de 1.300 pessoas.
Fonte: Agencia Estado.
O Parlamento egípcio está discutindo uma nova lei sobre a doação, o transplante e o tráfico de órgãos. O sindicato já determinou, entretanto, que qualquer médico que viole sua decisão será interrogado e punido pelo órgão.
"Tudo isso é para proteger os muçulmanos pobres dos cristãos ricos que compram seus órgãos e (também) o contrário", explicou ao "El País" o diretor do Sindicato dos Médicos, Hamdi El Sayed.
A igreja católica ortodoxa do Egito reagiu, afirmando que a decisão do sindicato pode levar ao fim das transfusões de sangue entre seguidores das duas religiões ou até ao fim das consultas de pacientes com médicos fiéis a um credo diferente do seu.
"Todos temos o mesmo sangue egípcio. E se o motivo da medida é acabar com o tráfico de órgãos, rejeitamos, porque pode ocorrer também entre fiéis da mesma religião", disse, segundo o "El País", o bispo Marcos, porta-voz da igreja copta. "Temos medo de que no futuro haja hospitais para cristãos e outros para muçulmanos".
Os cristãos representam apenas 10% da população egípcia, formada por 76 milhões de pessoas. Os muçulmanos são cerca de 90%. O país foi cenário de uma onda de violência promovida por grupos islâmicos, como o Gamaa al-Islamiya, que resultou na morte de 1.300 pessoas.
Fonte: Agencia Estado.
As piores estradas do país
Segundo o site Viage Aqui
1ª) BR-452 – Itumbiara-Rio Verde (GO) – Campeã de cartas de leitores reclamando do estado de calamidade pública. Para percorrer os quase 180 quilômetros, o motorista gasta o triplo do tempo planejado. O trecho crítico está entre Itumbiara e Bom Jesus de Goiás, depois melhora.
2ª) PI-140 – Floriano-divisa PI/BA (PI) – O sul do Piauí está praticamente sem ligação terrestre. São 325 quilômetros de buraqueira, isolando o Parque Nacional da Serra da Capivara, uma das principais atrações turísticas e culturais do país.
3ª) BR-235 – Trevo de Pau-a-Pique-Remanso-divisa BA/PI (BA) – Fica do outro lado do Rio São Francisco, onde parece que a estrada foi esquecida junto com os lugares por onde passa.
4ª) BR-349 – Bom Jesus da Lapa-Santa Maria da Vitória (BA) – Antes de pegar essa estrada, passe na Gruta do Santuário em Bom Jesus e reze bastante para São Cristóvão protegê-lo.
5ª) BA-052 – Xique-Xique-trevo de Tapiramutá (BA) – Deve ser por isso que o preço do feijão está salgado. Os caminhões que transportam o alimento se arrebentam nos 250 quilômetros de buracos, encarecendo muito o frete.
6ª) BR-174 – Presidente Figueiredo-Caracaraí (AM/RR) – Com mais de 500 quilômetros de buraco, é a mais extensa rodovia precária do país. Não pare dentro da reserva indígena, Waimiri-Atroari, onde o tráfego é liberado apenas entre 6h e 18h.
7ª) BR-267 – Bataguassu-Nova Alvorada do Sul (MS) – São mais de 200 quilômetros de buracos, praticamente desertos e pouquíssimos postos de combustível.
8ª) BR-364 – Alto Araguaia-Rondonópolis (MT) – Está sendo recuperada, mas apresenta alguns trechos ruins. Atenção nos 10 quilômetros da serra Petrovina, após o acesso para Itiquira.
9ª) BR-020 – Tauá-divisa CE/PI (CE) – Outro trecho precaríssimo histórico, com 90 quilômetros esburacados há décadas. E pior: posto de combustível ou borracheiro só ser for miragem. Em uma das crateras, nosso repórter entortou a roda e perdeu a calota.
10ª) BR-354 – Patos de Minas-trevo da BR-262 (MG) – A estrada vem melhorando sensivelmente, já foi o pior trecho brasileiro, mas continua apresentando alguns pontos bem esburacados.
Comentário: O que me lebou a pesquisar isso foi o inconformismo. Toda vez que passo na BR 452 entre Rio Verde e Itumbiara fico pocesso. Não por acaso a número 1 no ranking das piores.
1ª) BR-452 – Itumbiara-Rio Verde (GO) – Campeã de cartas de leitores reclamando do estado de calamidade pública. Para percorrer os quase 180 quilômetros, o motorista gasta o triplo do tempo planejado. O trecho crítico está entre Itumbiara e Bom Jesus de Goiás, depois melhora.
2ª) PI-140 – Floriano-divisa PI/BA (PI) – O sul do Piauí está praticamente sem ligação terrestre. São 325 quilômetros de buraqueira, isolando o Parque Nacional da Serra da Capivara, uma das principais atrações turísticas e culturais do país.
3ª) BR-235 – Trevo de Pau-a-Pique-Remanso-divisa BA/PI (BA) – Fica do outro lado do Rio São Francisco, onde parece que a estrada foi esquecida junto com os lugares por onde passa.
4ª) BR-349 – Bom Jesus da Lapa-Santa Maria da Vitória (BA) – Antes de pegar essa estrada, passe na Gruta do Santuário em Bom Jesus e reze bastante para São Cristóvão protegê-lo.
5ª) BA-052 – Xique-Xique-trevo de Tapiramutá (BA) – Deve ser por isso que o preço do feijão está salgado. Os caminhões que transportam o alimento se arrebentam nos 250 quilômetros de buracos, encarecendo muito o frete.
6ª) BR-174 – Presidente Figueiredo-Caracaraí (AM/RR) – Com mais de 500 quilômetros de buraco, é a mais extensa rodovia precária do país. Não pare dentro da reserva indígena, Waimiri-Atroari, onde o tráfego é liberado apenas entre 6h e 18h.
7ª) BR-267 – Bataguassu-Nova Alvorada do Sul (MS) – São mais de 200 quilômetros de buracos, praticamente desertos e pouquíssimos postos de combustível.
8ª) BR-364 – Alto Araguaia-Rondonópolis (MT) – Está sendo recuperada, mas apresenta alguns trechos ruins. Atenção nos 10 quilômetros da serra Petrovina, após o acesso para Itiquira.
9ª) BR-020 – Tauá-divisa CE/PI (CE) – Outro trecho precaríssimo histórico, com 90 quilômetros esburacados há décadas. E pior: posto de combustível ou borracheiro só ser for miragem. Em uma das crateras, nosso repórter entortou a roda e perdeu a calota.
10ª) BR-354 – Patos de Minas-trevo da BR-262 (MG) – A estrada vem melhorando sensivelmente, já foi o pior trecho brasileiro, mas continua apresentando alguns pontos bem esburacados.
Comentário: O que me lebou a pesquisar isso foi o inconformismo. Toda vez que passo na BR 452 entre Rio Verde e Itumbiara fico pocesso. Não por acaso a número 1 no ranking das piores.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Mini Guerra.
Se definitiva não fosse uma palavra tão definitiva, poderia ser utilizada para qualificar a excelente análise de Immanuel Wallerstein, acerca dessa Miniguerra do Cáucaso. Clique aqui, para ler.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Finalmente
Projeto na CCJ do Senado prevê até 12 anos de prisão por morte no trânsito. Nesta quarta-feira (20), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve votar um projeto de lei que aumenta para até doze anos de prisão a pena para motoristas que estejam embriagados ou participando de "pegas" e provocarem acidentes de trânsito que resultem em mortes
O projeto de lei do Senado nº 613, de 2007, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), altera o Código de Trânsito Brasileiro, que tipifica como culposo (quando não há intenção de matar) mortes provocadas no trânsito e prevê penas de um a três anos de prisão, para considerar esse tipo de morte como crime doloso (quando há intenção de matar), com penas que vão de quatro a doze anos de prisão.
O projeto prevê, ainda, o imediato comunicado de morte no trânsito a um juiz, para que ele determine a cassação da carteira de motorista e a prisão do culpado. Se aprovado na CCJ do Senado, onde tramita em caráter terminativo, o projeto segue para deliberação da Câmara dos Deputados.
O presidente do Instituto de Segurança no Trânsito, José Augusto Ferreira de Camargo, concorda com os objetivos do projeto de lei. Segundo ele, somente se forem aumentadas as penas para motoristas, que provocam acidentes com mortes, isso poderá reduzir o número de mortes no trânsito. Para ele, as campanhas educativas são necessárias, mas não têm o resultado esperado no curto prazo.
“Nós, que fazemos as campanhas educativas e projetos [de educação no trânsito], vemos que elas [as campanhas] não estão sendo suficientes a curto prazo. Creio que uma lei mais rigorosa vai reduzir bastante o risco de acidentes graves e mortes, principalmente [ocasionados] por motoristas embriagados”, afirmou Camargo, em entrevista à Rádio Nacional. Camargo acredita que os bons resultados da Lei Seca, vão servir de exemplo para os senadores.
“Só de o motorista ter consciência de que a punição será mais severa, ele terá mais cuidado, como já está ocorrendo desde a aplicação da Lei Seca”, argumentou Camargo. Dados do Ministério da Justiça indicam que o número de acidentes e de mortes causadas pelo trânsito caiu entre 30% e 40%, com o início da Lei Seca, em vigor desde meados de junho.
O projeto de lei do Senado nº 613, de 2007, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), altera o Código de Trânsito Brasileiro, que tipifica como culposo (quando não há intenção de matar) mortes provocadas no trânsito e prevê penas de um a três anos de prisão, para considerar esse tipo de morte como crime doloso (quando há intenção de matar), com penas que vão de quatro a doze anos de prisão.
O projeto prevê, ainda, o imediato comunicado de morte no trânsito a um juiz, para que ele determine a cassação da carteira de motorista e a prisão do culpado. Se aprovado na CCJ do Senado, onde tramita em caráter terminativo, o projeto segue para deliberação da Câmara dos Deputados.
O presidente do Instituto de Segurança no Trânsito, José Augusto Ferreira de Camargo, concorda com os objetivos do projeto de lei. Segundo ele, somente se forem aumentadas as penas para motoristas, que provocam acidentes com mortes, isso poderá reduzir o número de mortes no trânsito. Para ele, as campanhas educativas são necessárias, mas não têm o resultado esperado no curto prazo.
“Nós, que fazemos as campanhas educativas e projetos [de educação no trânsito], vemos que elas [as campanhas] não estão sendo suficientes a curto prazo. Creio que uma lei mais rigorosa vai reduzir bastante o risco de acidentes graves e mortes, principalmente [ocasionados] por motoristas embriagados”, afirmou Camargo, em entrevista à Rádio Nacional. Camargo acredita que os bons resultados da Lei Seca, vão servir de exemplo para os senadores.
“Só de o motorista ter consciência de que a punição será mais severa, ele terá mais cuidado, como já está ocorrendo desde a aplicação da Lei Seca”, argumentou Camargo. Dados do Ministério da Justiça indicam que o número de acidentes e de mortes causadas pelo trânsito caiu entre 30% e 40%, com o início da Lei Seca, em vigor desde meados de junho.
O presidente do Instituto de Segurança no Trânsito acredita que o país terá um trânsito mais seguro quando os motoristas mudarem velhos hábitos, como beber e depois dirigir. “Essa mudança de hábito também passa pelo uso do cinto de segurança, da cadeira para as crianças e as empresas colocarem air bag em todos os carros”, exemplificou. “São equipamentos de segurança que precisam ser bem utilizados”, concluiu Camargo. Fonte: Agência Brasil
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Verbetes - Manipulação Midiática
Tutela: É o sinônimo que a mídia dá a ocupação do Iraque pelos Estados Unidos da América.
Ditador: É a denominação que a mídia dá a um presidente eleito democraticamente que age de acordo com a Constituição. Exemplo: Hugo Chávez.
Presidente: É a denominação que a mídia dá a quem aprova leis ditatoriais, invade nações para apossar-se de suas riquezas, assassina mais de um milhão de seres humanos; constrói muros segregacionistas; é contra o Tribunal Penal Internacional e os protocolos de Kioto. Exemplo: George W. Bush.
Incursão: Assim a mídia denomina a invasão de um país.
Terrorista: Assim a mídia denomina o revolucionário que luta contra o jugo colonialista. Exemplo: iraquianos, afegãos e palestinos.
Suicida: Denominação que a mídia dá ao prisioneiro assassinado pelos americanos nas prisões de Abu-Ghraib e Guantánamo.
Ataque cirúrgico: Assim a mídia repercute quando um míssil estadunidense erra o alvo e causa a morte de civis. Três exemplos:
1)Assassinato da filha de cinco anos do presidente líbio, Muammar Kadhafi, em 1986;
2)Abate de um avião civil iraniano com 298 passageiros e tripulantes em 1988. Não houve sobreviventes.
3)Destruição de uma indústria farmacêutica no sudão em 1998.
Seqüestro: Se um soldado israelense é capturado quando invade o Líbano ou a Palestina, a mídia diz que foi seqüestro.
Captura: Se um palestino ou libanês é seqüestrado pelas tropas invasoras, a mídia diz que foi capturta.
Incidente: Dá-se quando tropas de Israel ou dos Estados Unidos massacram centenas de civis palestinos, iraquianos e afegãos.
Massacre: Dá-se quando palestinos, iraquianos e afegãos matam dois ou três soldados de Israel ou Estados Unidos.
Assentamento: Denominação que a mídia dá à usurpação de terras palestinas por invasores israelenses.
Conflito: Assim a mídia denomina a invasão e ocupação da Palestina por tropas de Israel.
Revista Caros Amigos. Ago 2008
Ditador: É a denominação que a mídia dá a um presidente eleito democraticamente que age de acordo com a Constituição. Exemplo: Hugo Chávez.
Presidente: É a denominação que a mídia dá a quem aprova leis ditatoriais, invade nações para apossar-se de suas riquezas, assassina mais de um milhão de seres humanos; constrói muros segregacionistas; é contra o Tribunal Penal Internacional e os protocolos de Kioto. Exemplo: George W. Bush.
Incursão: Assim a mídia denomina a invasão de um país.
Terrorista: Assim a mídia denomina o revolucionário que luta contra o jugo colonialista. Exemplo: iraquianos, afegãos e palestinos.
Suicida: Denominação que a mídia dá ao prisioneiro assassinado pelos americanos nas prisões de Abu-Ghraib e Guantánamo.
Ataque cirúrgico: Assim a mídia repercute quando um míssil estadunidense erra o alvo e causa a morte de civis. Três exemplos:
1)Assassinato da filha de cinco anos do presidente líbio, Muammar Kadhafi, em 1986;
2)Abate de um avião civil iraniano com 298 passageiros e tripulantes em 1988. Não houve sobreviventes.
3)Destruição de uma indústria farmacêutica no sudão em 1998.
Seqüestro: Se um soldado israelense é capturado quando invade o Líbano ou a Palestina, a mídia diz que foi seqüestro.
Captura: Se um palestino ou libanês é seqüestrado pelas tropas invasoras, a mídia diz que foi capturta.
Incidente: Dá-se quando tropas de Israel ou dos Estados Unidos massacram centenas de civis palestinos, iraquianos e afegãos.
Massacre: Dá-se quando palestinos, iraquianos e afegãos matam dois ou três soldados de Israel ou Estados Unidos.
Assentamento: Denominação que a mídia dá à usurpação de terras palestinas por invasores israelenses.
Conflito: Assim a mídia denomina a invasão e ocupação da Palestina por tropas de Israel.
Revista Caros Amigos. Ago 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
A volta da Rússia !?

Noventa e quatro anos atrás, um acontecimento na região e coincidentemente no mês de agosto, desencadeou a 1ª guerra mundial. Eu acredito em coincidências mas é curioso, não é? Agora –considerando minha tenra idade e algumas lembranças-, o que eu observo nessa escaramuça na Geórgia é o sinal do início da recomposição das antigas tendências geopolíticas da região pois, que eu me lembre, a Rússia está apenas retomando sua vocação imperial ajudada pela aposta infeliz da Geórgia. Putin mostrou as cartas. Possui o terceiro maior orçamento do mundo, armas nucleares, um milhão de soldados e detém ainda o trunfo de maior fornecedor de energia para a europa. A Alemanha ainda cura feridas da derrota na 2ª guerra e já recusou (sabiamente) a entrada da Geórgia na OTAN.
Basicamente a novidade destes novos tempos é a china que está despertando de séculos de privação...
Fico pensando se viverei o suficiente para ver o desfecho desse “redesenho” que se avizinha, mas que será fascinante, não tenho dúvidas.
Esse papo me dá saudades da minha mãe que foi minha professora de história é não por ser minha mãe, foi a melhor que eu já vi. Se eu estivesse por lá ela me falaria por horas sobre como tudo vem acontecendo desde o final do século XIX. Ultimamente ela anda meio calada, mas se inquirida e provocada destampa a falar que dá gosto ouvir. Saudades!
Fiquei pensativo se o blog anda chato, denso ou as duas coisas, mas eu preciso ao menos tentar entender o mundo e o tempo em que eu vivo...
Bem, eu ia dizendo que anotei vários artigos interessantes que podem ser lidos clicando aqui.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Infecção Hospitalar
Novamente o alerta da anvisa saiu hoje nos telejornais. O país vive uma "emergência epidemiológica" causada por uma bactéria presente em equipamentos de cirurgia, chamada micobactéria e recomenda: Cirurgias que não sejam de emergências devem ser adiadas. Essas infecções estão relacionadas às falhas nos processos de limpeza, desinfecção e esterilização de equipamentos e produtos médicos. Segundo os infectologistas na grande maioria dos serviços de saúde investigados, os instrumentos cirúrgicos foram submetidos somente ao processo de desinfecção, e não à esterilização, como é preconizado na legislação para a eliminação da bactéria.
Só mais um para nossa coleção de absurdos. Para saber um pouquinho mais sobre o que se passa em grande parte das clínicas de cirurgias plásticas e alguns serviços de saúde, clique aqui.
Só mais um para nossa coleção de absurdos. Para saber um pouquinho mais sobre o que se passa em grande parte das clínicas de cirurgias plásticas e alguns serviços de saúde, clique aqui.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
O que não é noticiado
Segundo Georges Bourdoukan:
A Associação de Imprensa Estrangeira em Israel e na Palestina condenou com veemência a decisão do Exército israelense de não processar os soldados que assassinaram o jornalista Fadel Shana, da Reuter.
Fadel foi assassinado no dia 16 de abril, com um tiro de canhão disparado por um tanque israelense quando filmava a repressão contra adolescentes palestinos.
Na ocasião, a repressão israelense assassinou oito adolescentes e Fadel acabou pagando com a vida porque estava gravando a brutalidade.
Esse tipo de informação, naturalmente você não vai ler na mídia.
A Associação de Imprensa Estrangeira em Israel e na Palestina condenou com veemência a decisão do Exército israelense de não processar os soldados que assassinaram o jornalista Fadel Shana, da Reuter.
Fadel foi assassinado no dia 16 de abril, com um tiro de canhão disparado por um tanque israelense quando filmava a repressão contra adolescentes palestinos.
Na ocasião, a repressão israelense assassinou oito adolescentes e Fadel acabou pagando com a vida porque estava gravando a brutalidade.
Esse tipo de informação, naturalmente você não vai ler na mídia.
Jornais velhos
Clique sobre a figura para ampliar

Tenho a mania de acumular jornais para utilizar como forração para o banheiro da Zahra. E acho curioso que aproximadamente 70% das vezes que retiro algum daquela pilha de Jornais e o estendo no chão, vejo alguma coisa que provavelmente me passou despercebido e então volto com ele do chão para o sofá... Bom, disso resulta que eu atraso o que ia fazer e a Zahra cansada de esperar o set-up do banheiro, faz xixí diretamente no chão. Hoje mesmo quando eu acabei de estender o jornal no piso, lá estava um artigo do Contardo onde ele trata da ”Era da Condicionalidade” ancorando-se naquela estória do casal de transexuais onde o homem ficou grávido. Assunto intrigante, esse voltou diretamente do quase- banheiro da Zahra para meu caderno de anotações, clique aqui para ler.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Azenha
NA GUERRA DA INFORMAÇÃO, INDÍGENAS SÃO O "INIMIGO INTERNO"
Fonte:Vi o mundo
Vivemos um momento extraordinário, em que a produção, a disseminação e o controle da informação são utilizados tanto por estados quanto por entes privados para a produção de "consensos". Não é exatamente uma novidade. É que, na presença de múltiplas fontes de informação, os canhões midiáticos se multiplicam e atiram sobre nós incessantemente. Atiram mentiras, informação manipulada, cuidadosamente selecionada ou deturpada.
Na Bolívia, a delegação do Mercosul que acompanhou o referendo revogatório notou: assim que as urnas foram fechadas, a mídia corporativa passou a destacar não a vitória nacional de Evo Morales com 63%, mas o NÃO majoritário nos estados da Meia Lua. Não notou que Evo, eleito com 53%, saltou para 63% de aprovação, mas o SIM majoritário dos governadores que se opõem a Evo. Quando o presidente discursava em La Paz a mídia boliviana mostrava entrevistas com os governadores de oposição.
No Brasil, Eduardo Guimarães analisou como a mídia corporativa brasileira atacou duas pesquisas, uma da FGV e outra do IPEA, que demonstraram o crescimento da classe média e a redução da pobreza no Brasil. É óbvio que é preciso desmoralizar as pesquisas, já que elas contradizem o discurso segundo o qual tudo o que aconteceu de bom no país nos últimos vinte anos foi resultado da presença abençoada de FHC, uma narrativa essencial para eleger José Serra em 2010.
E eu me espanto ao notar que o metralhar da mídia é muito eficaz, especialmente quando combina com um preconceito existente na população. Durante meses a mídia brasileira bombardeou o público com a idéia de que os indígenas representam uma ameaça à soberania do Brasil na Amazônia, um discurso que serve exclusivamente ao agronegócio e às mineradoras. A mídia não diz:
1) Que as terras indígenas são da União e, portanto, nunca deixam de ser do Brasil; apenas o usufruto é dos indígenas;
2) Que a Polícia Federal e o Exército são livres para atuar em terras indígenas;
3) Que o Exército tem bases em todas as reservas situadas em área fronteiriça;
4) Que são os brasileiros que estão invadindo outros países (Bolívia, Paraguai, Venezuela e Guiana, por exemplo) e não vice-versa;
5) Que dezenas de indígenas foram mortos desde o início da campanha pela demarcação da Raposa/Serra do Sol em múltiplos incidentes violentos.
Ao divulgar apenas os fatos que justificam a tese dos "índios imperialistas", a mídia brasileira contribui para distorcer o debate sobre esta e outras demarcações e para o desprezo histórico dos brasileiros brancos pelos indígenas. O roubo de terras com violência é justificável: "eles" são o inimigo interno.
Fonte:Vi o mundo
Fonte:Vi o mundo
Vivemos um momento extraordinário, em que a produção, a disseminação e o controle da informação são utilizados tanto por estados quanto por entes privados para a produção de "consensos". Não é exatamente uma novidade. É que, na presença de múltiplas fontes de informação, os canhões midiáticos se multiplicam e atiram sobre nós incessantemente. Atiram mentiras, informação manipulada, cuidadosamente selecionada ou deturpada.
Na Bolívia, a delegação do Mercosul que acompanhou o referendo revogatório notou: assim que as urnas foram fechadas, a mídia corporativa passou a destacar não a vitória nacional de Evo Morales com 63%, mas o NÃO majoritário nos estados da Meia Lua. Não notou que Evo, eleito com 53%, saltou para 63% de aprovação, mas o SIM majoritário dos governadores que se opõem a Evo. Quando o presidente discursava em La Paz a mídia boliviana mostrava entrevistas com os governadores de oposição.
No Brasil, Eduardo Guimarães analisou como a mídia corporativa brasileira atacou duas pesquisas, uma da FGV e outra do IPEA, que demonstraram o crescimento da classe média e a redução da pobreza no Brasil. É óbvio que é preciso desmoralizar as pesquisas, já que elas contradizem o discurso segundo o qual tudo o que aconteceu de bom no país nos últimos vinte anos foi resultado da presença abençoada de FHC, uma narrativa essencial para eleger José Serra em 2010.
E eu me espanto ao notar que o metralhar da mídia é muito eficaz, especialmente quando combina com um preconceito existente na população. Durante meses a mídia brasileira bombardeou o público com a idéia de que os indígenas representam uma ameaça à soberania do Brasil na Amazônia, um discurso que serve exclusivamente ao agronegócio e às mineradoras. A mídia não diz:
1) Que as terras indígenas são da União e, portanto, nunca deixam de ser do Brasil; apenas o usufruto é dos indígenas;
2) Que a Polícia Federal e o Exército são livres para atuar em terras indígenas;
3) Que o Exército tem bases em todas as reservas situadas em área fronteiriça;
4) Que são os brasileiros que estão invadindo outros países (Bolívia, Paraguai, Venezuela e Guiana, por exemplo) e não vice-versa;
5) Que dezenas de indígenas foram mortos desde o início da campanha pela demarcação da Raposa/Serra do Sol em múltiplos incidentes violentos.
Ao divulgar apenas os fatos que justificam a tese dos "índios imperialistas", a mídia brasileira contribui para distorcer o debate sobre esta e outras demarcações e para o desprezo histórico dos brasileiros brancos pelos indígenas. O roubo de terras com violência é justificável: "eles" são o inimigo interno.
Fonte:Vi o mundo
domingo, 10 de agosto de 2008
Guerra na Geórgia

Mais uma vez, sangue local escorrendo por razões nem tão locais assim. As informações ainda são desencontradas, mas anotei um artigo do “Independent” que pode ser lido aqui.
Curioso é que este é o mais grave conflito em que a Rússia se envolve desde a guerra do Afeganistão. Pela Ossétia do Sul passam oleodutos estratégicos, a Geórgia é aliada dos USA-Europa, os separatistas se aproximaram da Rússia de quem a Geórgia já foi parte, Os USA já tem sua guerra para tocar e o Putin nunca engoliu aquela independência do Kosovo... etc.
Com aparência de um conflito meramente territorial essa é também a guerra global pelo controle de energia -petróleo e gás-, que começa a desenhar-se. Trata-se de um movimento intrigante no tabuleiro geoestratégico/energético/militar, e muito perigoso para que alguém possa ignorar. Muitos interesses envolvidos, é briga de cachorro grande no xadrez geopolítico mundial.
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