terça-feira, 21 de abril de 2009

O dia da Terra

O dia da terra será celebrado com vários eventos mas um que me chamou atenção foi o anúncio da Nasa de que irá comemorar o Dia da Terra, quarta-feira dia 22/04/09, transmitindo imagens em alta definição do planeta, vindas de câmeras instaladas em sua Estação Espacial Internacional (ISS). A estação e sua equipe permanente de três astronautas em órbita a 354 kms de altitude fazem a volta à Terra a cada 90 minutos e podem ver 16 vezes o nascer e o pôr-do-sol, em cada dia. O posto-adiantado orbital, visível a olho nu da Terra, avança a 28.163 km/hora.
As imagens poderão ser vistas em 22/4, de 10h a 13h GMT, de 16h as 18h GMT e de 20h as 23h em http://www.nasa.gov/ntv
Para ver fotos interessantes e o calendário de eventos é só ir direto à página do Dia da Terra em http://www.nasa.gov/topics/earth/earthday/#
O National Geographic Channel também anunciou que dedicará amanhã, 24 horas de programação em homenagem ao Planeta Terra.
Este bem que poderia ser um feriado mundial, dia adequado para telúricas reflexões...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A bolha da soja transgênica

Do site Notícias Agrícolas

Pela primeira vez desde 1996, cai a área plantada com soja transgênica nos EUA, com mais agricultores decidindo plantar soja não transgênica. O cultivo da soja modificada atingiu seu ápice em 2008, alcançando 92% da produção do país
Representantes de associações de produtores de soja, universidades e compradores de grãos relatam que a demanda por sementes de soja convencional está aumentando ...(continua)

Comentário: O Herculano sempre me disse que enquanto a transgenia for sinônimo de “sistema Roundup Ready” não teria muito futuro e que a bolha cedo ou tarde estouraria em parte pela ganância da Monsanto. Quem viver verá! Além disso no caso do brasil temos o alento das variedades constantemente modificadas e melhoradas pela Embrapa voltadas ás especificidades da nossa biodiversidade.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eleições 2010

Maria Inês Nassif com a argúcia de sempre decifra um possível cenário com a candidatura de Ciro Gomes que ao invés de enfraquecer, poderia ajudar Dilma conforme aconteceu em 2002,
quando juntamente com Lula, Ciro concorreu contra serra.


Do Valor Econômico
A hipótese de dois candidatos
Por Maria Inês Nassif

O argumento do PSB para bancar a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República em 2010, de que ela reforçaria, mais do que enfraqueceria, a candidata de Lula e do PT, Dilma Rousseff, é apenas uma aposta, ou um palpite, mas não é despropositado. O partido cita o que aconteceu nas eleições de 2006 em Pernambuco, quando dois candidatos oposicionistas ao governo, Eduardo Campos (PSB) e Humberto Costa (PT), disputaram contra o governista Mendonça Filho (DEM), apoiado pelo popularíssimo governador que deixava o cargo, Jarbas Vasconcelos (PMDB), e fazia dobradinha com ele como candidato ao Senado. Se tivesse apenas um oponente na disputa, Mendonça Filho ganharia no primeiro turno. A soma dos votos dos dois oposicionistas tirou o Palácio das Princesas das mãos do favorito: ele teve que disputar um segundo turno com Campos, e perdeu ...(continua)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Leonardo Boff

Leonardo Boff escreveu ótimo artigo hoje no Jornal do Brasil onde analisa os desdobramentos da reunião do G-20 de um ponto de vista que vai na contramão do que escutamos todos os dias e somente por isso ja valeria a pena.

Nova cartada do sistema?

Leonardo Boff

O encontro do G-20 em Londres levou a uma tensa convergência entre as propostas norte-americana e a europeia. Esta prevê controles e regulações mais rígidas dos mercados, e a norte-americana procura salvar o sistema bancário privado com a injeção estatal de bilhões e bilhões de dólares, tirados dos contribuintes, com o propósito de alavancar os créditos e garantir a continuação do consumo. Há indicações de que Barack Obama se comprometeu a assimilar algo da proposta europeia e desta forma criar um consenso mínimo para enfrentar coletivamente a crise. Cumpre, entretanto, reconhecer que ambas são soluções intrassistêmicas e nada inspiradoras. Pois de maneira alguma, colocam em xeque o modo de ...(continua)

sábado, 11 de abril de 2009

Adriano, o craque

Ao mandar tudo às favas, “o imperador” Adriano talvez sem saber, revelou aos mais atentos, a dimensão humana esquecida nesses tempos em que a hipercompetição provocou as neuroses do trabalho, a competição feroz e a simbologia do que é ter sucesso, atualmente reduzida a ter dinheiro apenas. O craque de renome internacional e um dos melhores atacantes do mundo, manda parar tudo e diz: Quero descer, voltar para a favela e conviver com meus amigos, família, fazer coisas triviais, ser feliz enfim.
Ao chutar o balde do sucesso, Adriano atrai a ira dos profissionais do sucesso, porque a questão de fundo é que Adriano expõe a todos, as neuras nossas de cada dia. Os suicídios diários engolindo sapos... Ao final, invejam ou invejamos todos viceralmente a coragem do atacante de ousar, buscar autentica e legítimamente seu bem estar e suas raizes o que está sendo interpretado pelo sistema, como uma ameaça.
A mídia em geral oscila entre diagnosticar doença psíquica, condenar, crucificar e caluniar o cara que mandou a inter de Milão, a seleção brasileira, dinheiro, seu futuro, o sistema enfim, às favas. Mas piração, é o modo de vida workaholic, que implica em contínua servidão, dia e noite sem tempo para reflexão, para curtir os amigos, a família, natureza etc. Estes passam a vida em desabalada carreira rumo ao tal "sucesso" e vivem como morto-vivos no ciclo de sugar, retro-alimentar e defender um modelo massacrante por preguiça de pensar e falta de coragem para mudar.
Adriano é são e por isso mesmo um (“mau?”) exemplo a ser combatido. Ora essa, onde já se viu? O sujeito troca a glória e o glamour de Milão pela favela onde nasceu? E que conversa é essa de procurar alegria?
Boa sorte e vida longa ao Adriano o anti-herói do sucesso.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Leitor


Com algum atraso assiti hoje,
“O leitor” que é um baita filme. Basicamente o diretor Stephen Daldry faz refletir sobre os estranhos e complexos conceitos de moralidade e romance ao nos conduzir por um caminho tortuoso de medos e segredos escondidos pelo tempo. Um filme perturbador com uma ótima ambientação e atuações explêndidas, principalmente da Kate Winslett e David Kross, tão apaixonados e apaixonantes. Recomendo demais da conta uai, como se diz aqui em Minas, sô. Stephen Daldry já tinha “As horas” na minha modesta lista e cravou agora o leitor, sem dúvida o melhor filme que vi este ano. Para ver o trailer clique aqui

domingo, 5 de abril de 2009

Revista Trip


Na Trip deste mês, o especial trata da relação dos Californianos com a cannabis em boa reportagem mostrando "a real" que contradiz toda a propaganda da prosaica "guerra às drogas" da era Bush. Na verdade o uso medicinal da Maconha já está estabelecido em 13 estados americanos em aparente conflito com as leis federais. Bom pelo menos lá não há policiais espancando usuários pobres e extorquindo os de classe média/alta quando flagrada com um beck como aqui. A Califórnia é o estado mais rico e poderoso dos USA e há muitas décadas influencia o mundo não só pela pujança, mas pela vanguardismo desde que há mais de 40 anos espalhou-se pelo mundo a idéia: "Se você de quiser mudar o mundo, venha para a Califórnia" que pelo jeito, continua mesmo atualíssimo.
Conheci por acaso dois dos centros citados na reportagem quando transportava pacientes que se tratavam lá e vi de perto os benefícios de quando cai o véu da hipocrisia e manipulação cuja finalidade precípua, é sempre manter a maior cota possível de "mercados negros" para viabilizar/camuflar economicamente interesses mais negros ainda. Não se trata aqui de fazer apologia mas de defender o direito inalienavel de escolha individual. Porque alguém pode se arrogar a escolher -pelos outros- por exemplo, que a planta tabaco pode ser inalada por qualquer pessoa e a beladona não pode?? Porquê? Que interesses se escondem por trás dessa estranha lógica? Como estava dizendo, a Trip presta bom serviço ao ajudar na desmistificação do tema em terra brasilis e proporcionar ao público uma alternativa aos tradicionais discursos preconceituosos ou contaminados pelos interesses do mercado negro. Para ler a trip deste mês clique aqui e se não conseguir, anotei também aqui.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Maria Inês Nassif

Todos partidos para o castelo de areia
Maria Inês Nassif
02/04/2009

Do Valor Econômico

O risco que se corre é a instituição STF ficar identificada como aquela que pode estar permeável a interesses. Num país altamente injusto, a mais alta Corte perder sua imagem de mediadora - e justa - e fixar-se como aquela que zela exclusivamente por grandes interesses, é o fim de esperanças de uma parcela da população altamente desassistida. É melancólico. ...(continua)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Regime de Chuvas

Cheguei ao Planalto Central para visitar meu irmão que é agrônomo dedicado á lavoura leguminosa e assim passo o dia com ele percorrendo centenas de kilômetros em meio a extensas plantações de feijão, soja, etc e convivendo com as pessoas do campo, proprietarios de terras, e de repente me vejo em um mundo completamente desligado na minha vida urbana, outro olhar, diferentes preocupações...
Ontem mesmo fiquei sabendo ali que Pesquisas recentes da Embrapa mostram aquilo que cada vez mais parece ser consensual nas comunidades científicas; O aquecimento global está alterando drásticamente o regime de chuvas e mais rapidamente do que se imaginava. No Brasil especialmente as mudanças nas precipitações ja são bastante visíveis com mais temporais, menos garoas... Para acessar reportagem sobre este estudo publicado no Jornal da Ciência da SBPC, clique aqui.

terça-feira, 31 de março de 2009

Arquitetura antimendigo

E eu que achava que a arquitetura antimendigo era uma invenção tipicamente paulistana. ignorância minha. Tão sofisticada quanto inócua, a técnica já se espalhou conforme se pode ver no video abaixo. Quando a prefeitura instalou aqueles bancos antimendigos na praça Dom José Gaspar, vimos que os moradores de rua não sumiram, continuaram por ali em seus papelões como sempre. Deixando de lado a ineficácia da invenção, a real é que quando sentamos num banco assim embaixo de uma arvore é porque desejamos uma pausa na caminhada ou um momento de relaxamento... queremos largueza e espalhamento, daí que não faz sentido ficar ali espremido entre aquelas divisórias ridículas e desconfortáveis. Seduzidos pelas propostas de solução fácil a gestão pública nesse caso dá um tiro no pé ao não resolver um problema e ainda cria outro.
Mas o mais engraçado é ouvir a noticia "Autoridades pretendem remover 2000 moradores de rua, de locais públicos" sem falar como!? Claro que é demagogia pura, porque a única coisa que acontece sistemáticamente é o revezamento de locais, como sempre, aliás.

domingo, 29 de março de 2009

A homofobia não para de matar

Do caderno Aliás, do Estadão

A máquina do ódio homofóbico não para de moer

Todos os dias, mais de um homossexual masculino é assassinado no País. Travestis são maiores vítimas

Vagner de Almeida* - O Estado de S.Paulo

Desde que iniciei o trabalho sobre violências estruturais, no início dos anos 80, com o surgimento da aids e o crescente número de vítimas do ódio homofóbico, assassinatos praticados com altíssimo grau de violência contra homossexuais ainda crescem no Brasil. No Parque dos Paturis, em Carapicuíba (SP), um suposto serial killer matou, entre julho de 2007 e o último dia 15, nada menos do que 14 pessoas, a maioria homossexuais. Em 2009, também foram assassinados dois travestis de 20 anos no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa. Em todo o País, de janeiro a junho de 2008 foram registrados mais de 50 homicídios contra essa comunidade, tendo o número duplicado até o início de dezembro. Esses dados referem-se apenas aos casos registrados nas delegacias de polícia, nos laudos dos hospitais e por instituições como o Grupo Gay da Bahia, o qual, com tremenda dificuldade, consegue obter informações precárias. Estatísticas comprovam que, por dia, mais de um homossexual é morto em nosso território ...(continua)

sexta-feira, 27 de março de 2009

O Amor no tubo de ensaio


Há tempos que não falava com um casal amigo que vive em San Diego, Juntos há 15 anos sempre pareceram o casal mais perfeito e equilibrado da terra. Então hoje encontrei a "P" no messenger após uns dois meses desde nosso último contato e começamos animadamente a conversar, quando fiquei sabendo que nesse período ela tinha (pirado?) se apaixonado por um ucraniano e com ele havia se mudado pra Chicago. Toda sorridente, empolgada e feliz com o novo "amor" me disse que tudo ficou bem com meu querido amigo "D" o ex, que atordoado mas -sem maguas-, também se mudou, continuam amigos etc, e que agora ela só quer saber de curtir esta paixonite enquanto durar. Enquanto durarrr, perguntei? Sim, enquanto durar disse-me ela que agora aos 32 anos diz que tem perfeita noção das idiossincrasias do amor. Então nos lembramos dos tempos em que passávamos as tardes em um aconchegante Pub conversando e rindo dos "ridículos do amor" dos passantes, dos amigos e porque não das nossas próprias patetices, ao fim do qual rimos bastante, até que, já nos despedindo, ela disse que logo inventariam as pílulas do amor que amenizariam a saga...
Então me lembrei de um divertido ensaio de John Tierney publicado uns meses atrás no New York Times que mostra o quão perto estamos disso. Vale a pena.

Antídoto ao amor pode prevenir paixão cega

John Tierney

Numa edição recente da revista “Nature”, o neurocientista Larry Young propõe uma grande teoria unificada do amor. Depois de analisar a química cerebral da formação de vínculos entre casais de mamíferos, Young prevê que em breve um pretendente inescrupuloso poderá colocar uma poção de amor farmacêutica no drinque da pessoa cortejada.
Mas também pode ser que surja um antídoto ao amor —uma vacina que impeça você de ficar cego de paixão e agir como idiota.
É o que os humanos procuram desde que Ulisses mandou os tripulantes de seu navio amarrarem-no ao mastro quando o barco passou pelas sereias da mitologia grega. Estava claro que o amor era uma doença perigosa ...(continua)

quarta-feira, 25 de março de 2009

A fluidez entre os poderes

Com a acuidade analítica de sempre, o Prof. Fabio Wanderley da UFMG, demonstra em primoroso artigo no jornal Valor Econômico, o momento delicado de ativismo judiciário que o Brasil está vivendo com o STF invadindo outras áreas e também uma certa confusão entre poderes. Recentemente tivemos a reinterpretação pessoal da Constituição pelo presidente da Câmara, o presidente do STF opinando sobre ações legislativas e governamentais relativas ao MST, etc. Estas ingerências que o cientista chama elegantemente de “fluidez entre poderes" (ironia?!) podem configurar graves ameaças, ao ordenamento político e jurídico do país. Para ler o artigo, Clique aqui.

terça-feira, 24 de março de 2009

Radiohead

Voltei às pressas a São Paulo para ver o Radiohead que fez apresentação impecável, ofuscada apenas pela produção que se esqueceu prover coisas básicas como sinalização. O Lugar, a chácara jóquei, tem acesso complicado e não fosse pela banda eu teria desistido. Desistência, aliás, foi o que aconteceu após idas e vindas tentando localizar onde se poderia encontrar um sanduíche, etc. Simplesmente não havia placas visíveis no local.
Deixando estes "detalhes" de lado e apesar de não terem me consultado sobre o repertório, o Radiohead mostrou que faz arte essencial, pura, um soco no estômago!
Eis um trechinho da coluna do crítico Isay Eweinfeld sobre o show:
"Na manhã seguinte você ainda acorda enlevado, perguntando: o que é aquilo que passou ontem por mim com tanta força? Mas erra feio quem reduz estes sentimentos somente à melancolia. Este é só um dos inúmeros calafrios que se sente ao ouvi-los ao vivo.
E, a cada música, a viagem te conduz a lugares distintos. Você fatalmente irá se apaixonar pelo trabalho deles, se os lugares em que a música deles te levar forem os lugares que você eventualmente gostaria de estar, de conhecer..."


Exclusivo: Edgard entrevista Radiohead - parte 1

Exclusivo: Edgard entrevista Radiohead - parte 2

Exclusivo: Edgard entrevista Radiohead - parte 3

quarta-feira, 18 de março de 2009

Adolfo Perez Esquivel

Reproduzo a seguir, texto riquíssimo do premio Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel, que reflete sobre os riscos do discurso mediático em relação ao clamor insano por pena de morte e mais violência, (institucional) contra a violência, numa espiral comprovadamente ineficaz. Esta manifestação de Esquivel, tem origem na "fala" de uma apresentadora da TV argentina que teve seu amigo assassinado. O premio Nobel também instrui à animadora sobre a tarefa que cumprem os organismos de Direitos Humanos, ignorados -e talvez por isso-, desprezados pela animadora Susana Gimenez.
Publicado originalmente no jornal Página 12 de Buenos Aires, o artigo foi gentilmente traduzido para o português por Carlota Lombardi. Para ler a Artigo original em espanhol, clique aqui.

A pena de morte e a diva do telefone

por Adolfo Perez Esquivel


O premio Nobel da Paz reflete sobre os riscos do discurso (sobre todo) mediático em relação à pena de morte, instalado a partir dos ditos de uma condutora de programas de TV. Também instrui à animadora sobre a tarefa que cumprem os organismos de Direitos Humanos.

A história argentina está marcada pela tragédia, mortes, dor e, ao mesmo tempo, por lutas e esperanças de um povo em defesa da vida e da dignidade, assumindo a resistência no ontem e no hoje para construir uma sociedade mais justa e mais humana para todos. É um longo caminhar no fazer democrático, no direito e igualdade para todos.
A vida de toda pessoa é sagrada. Quando se produzem fatos violentos seguidos de morte e lhes toca de perto viver a tragédia da perda de um ser querido, se produzem estados emocionais pouco razoáveis, e pensa-se que a uma violência tem que se responder com outra violência maior e pedem aplicar a ...(continua)

domingo, 15 de março de 2009

Nazca


Ontem à noite fui com meu irmão tomar uma cerveja e lá pelas tantas o dono do bar sentou-se à nossa mesa e contou-nos eufórico da sua expectativa para realizar uma viagem num desses cruzeiros marítimos. Enquanto ele falava eu pensava na diversidade de gostos e preferências que existe neste mundo, porque no lugar de passar dias preso num pedaço de continente que se desloca pelo mar, sacudindo a bunda em boates e apostando nos cassinos, eu preferiria mil vezes viajar para o Nepal, Perú, Amazônia... Aliás, já faz um tempo que desejo viajar pela América latina e um dos lugares que me chamam atenção além do badalado Machu-Picchu fica no deserto de Nazca, onde um dos maiores enigmas arqueológicos da terra aguarda um resposta definitiva da ciência. A partir de uma pesquisa no youtube, ontem a noite, recordei as Nazca Lines que espalhadas por uma superfície de cerca de 500 km² pelo deserto de Nazca, no sul do Peru, esse conjunto de gigantescos geoglifos traçados no solo é um verdadeiro mistério. Criados pelo povo nazca entre 300 a.C e 800 d.C, são pelo menos 70 desenhos de animais e plantas, como macacos, beija-flores ou lagartos, 800 linhas retas e 300 figuras geométricas que são vistas apenas do alto em voos de avião, o que levam muitos a afirmarem que os geoglifos foram construídos por Et´s ou por Deuses Astronautas etc.... afinal 2500 anos atrás eles não tinham como visualizar os desenhos tão geometricamente perfeitos.
Segundo Arqueólogos que trabalham no centro cerimonial de Cahuachi, onde viveram os sacerdotes que ordenaram sua construção, a função das linhas é de natureza cerimonial e buscavam fornecer um lugar de encontro para uma civilização que se estendia do deserto à cordilheira dos Andes e para a selva. Mas o mistério e o fascínio pelos desenhos permanecem. Considerados patrimônio da humanidade pela Unesco desde 1994 alguns desenhos chegam a 300 metros de extensão como o colibri com pescoço de cobra com o bico apontando para o sol nascente. Para realizar os traçados, as pedras escuras da superfície do deserto foram retiradas e empilhadas ao lado dos sulcos de cor mais clara, graças a um subsolo rico em gesso. Seriam um calendário astronômico, um aeroporto para Ovnis ? Então... Porque será que foram feitos e para quê ?


Atualizado em 20/05/2009: Mais fotos

quinta-feira, 12 de março de 2009

Quando o poste é que urina no cachorro

Sei não, mas esta campanha insidiosa contra o delegado Protógenes orquestrada pela Veja e repercutida pela TV Globo, Estadão, etc, está me parecendo outro tiro no pé porque no desespero de livrar o banqueiro Dantas e demais graúdos de rabo preso que seriam políticos, empresários e dizem até Juiz do STF, eles se esqueçeram do poder da Web. A blogosfera está em polvorosa e até o povão não está comprando a campanha para desmoralizar o delegado Protógenes e o Juiz Fausto De Sanctis. Em um portal que tinha 308 comentários para a matéria, não encontrei um único que não fosse favorável ao Protógenes. Afinal, nunca se viu tantos poderosos juntos em prol de uma mesma causa qual seja, levantar uma cortina de fumaça e desqualificar um delegado e um Juiz que ousaram enfrentar um conluio de conglomerado financeiro, empresas de mídia, políticos, juizes e sabe Deus mais o quê!? É tanto poder direcionado para esmagar duas pessoas, que já estão até dando bandeira. Não passa um dia sem alguma matéria aqui e acolá tentando desmoralizar o Protógenes ou uma entrevista com o presidente do supremo tribunal federal reclamando da polícia federal, ministério público, juizes de primeira instância, etc. Porque o presidente do STF se incomoda tanto com a polícia federal? O que será de tão grave que o juiz De Sanctis e o Protógenes fizeram para deixar tantos poderosos nesta agitação?? E daí se bisbilhotaram demais? Quem não deve não teme, ora essa! Só mesmo no Brasil onde o poste mija no cachorro é que acontece uma inversão dessas onde os investigadores que ousaram incomodar, passaram a investigados e achincalhados pelos suspeitos de sempre e seus cupinchas encastelados na mídia gorda, tribunais, congresso etc. Afff!