quarta-feira, 12 de agosto de 2020
Os iluminados e Torquemadas da era digital
domingo, 2 de agosto de 2020
A Vacina da Rússia
quinta-feira, 11 de junho de 2020
O Novo Normal
domingo, 24 de maio de 2020
A carta da esposa de Aldous Huxley após injetar LSD no marido em seu leito de morte
Não resisti e copiei/colei da Hypeness
O escritor inglês Aldous Huxley não foi somente um desbravador da literatura, mas também da consciência humana. Autor de clássicos imortais como Admiravel Mundo Novo e As Portas da Percepção, Huxley explorou o uso de alucinógenos como a mescalina, o LSD e outros psicodélicos a fim de expandir a consciência e descobrir, através da abertura justo das portas da percepção, novos horizontes do pensamento humano. A experiência com drogas psicodélicas foi tão importante para Huxley, que o autor planejou deixar a vida em uma viagem de LSD – e, com a ajuda de sua mulher, assim o fez.

Laura e Aldous Huxley
Aldou Huxley morreu em novembro de 1963 – curiosamente no mesmo dia em que o presidente dos EUA John Kennedy foi assassinado – depois de três anos de luta contra um câncer e, após o diagnóstico derradeiro de um médico, horas antes de sua morte, conforme seu pedido, sua mulher, Laura, lhe injetou diversas doses de LSD. Em uma impressionante carta endereçada ao irmão de Huxley, Laura conta em detalhes como se deu a morte de um dos grandes autores do século XX, sob o efeito do ácido.

O jovem Huxley
“Eu fui avisada de que pela manhã ele poderia ter convulsões perturbadoras, próximo ao fim, ou algum tipo de contração pulmonar, com ruídos. As pessoas tentaram me preparar para reações físicas horríveis que ocorreriam. Nada disso aconteceu, na realidade o cessar da respiração não foi em nada dramático, pois aconteceu tão lentamente, tão gentilmente, como uma peça musical simplesmente encerrando em um sempre piu piano dolcement”, ela escreveu. “As cinco pessoas presentes na sala disseram que foi a mais serena e bonita morte. Ambos os médicos e a enfermeira disseram jamais ter visto alguém em tais condições físicas ir embora tão completamente sem dor ou sofrimento”, escreveu Laura Huxley.
Mais adiante, na carta, ela descreve o último momento em que Aldous reagiu às suas palavras, no qual ela passou a incentiva-lo que deixasse a vida com calma e sem dor. “‘Vá, vá, deixe ir, querido; pra frente e adiante. Vá na direção da luz. Por vontade própria e consciente você está indo, e está indo de forma linda. Está fazendo isso com tanta beleza – indo na direção de um amor maior. É tão gracioso e lindo. Leve e livre. Você está indo na direção de algo melhor, de um amor maior’, eu disse a ele, bem perto de seu ouvido. Então perguntei se ele estava me ouvindo, e ele apertou a minha mão. Algum tempo depois ele me pediu que não mais fizesse perguntas, que estava tudo bem”.

Por fim, ela comenta sobre a sensação que pairou sobre todos, de que havia sido uma morte especialmente tranquila e bonita. “Nunca saberemos se tudo isso foi uma autossugestão nossa, ou se foi real, mas certamente todos os sinais e nossos sentimentos internos deram a indicação de que foi lindo, pacífico e leve”.

Aldous Huxley morreu aos 69 anos em sua casa, em Los Angeles, da forma que quis – o que parece ser realmente uma saída bonita para a própria vida. A carta na integra, em inglês, está nesse link – e pode ser ouvida, também em inglês, no vídeo abaixo, lida pela própria Laura.
terça-feira, 19 de maio de 2020
a desumanidade da ganância sem limites
quinta-feira, 14 de maio de 2020
Como em 1964 !?
A história se repetindo...
Novamente, empresários, banqueiros com apoio dos idiotas/perversos e militares de pijama, pressionaram o presidente da câmara e do senado nos bastidores a contemporizarem com a política de extermínio social via peste e/ou privação em curso, comandada por Guedes que em tese perpetuaria os lucros dessa galera altruísta, ainda que milhares pereçam.
A ideia central é romper a política de isolamento social e fazer a economia andar que na visão desse pessoal é o que importa e é o que garantiria a continuidade deles no poder, do contrário viria o caos... bla,bla,bla...
Segundo essa turma, se deixarem o Guedes trabalhar o Brasil seria o único país do globo que driblaria a recessão mundial que se avizinha (provavelmente por ação divina).
Apesar do absurdo plano genocida, vê-se que Maia voltou a namorar o Boçal, Alcolumbre se recolheu, o toma lá dá cá desabrido entrou na ordem do dia, o velho Mourão colocou as asinhas pra fora novamente espalhando o terror em artigo no estadão, parte da mídia fechou com a turma de genocidas e se o ministro da saúde não colaborar, a ideia é forçar a demissão e colocar mais um militar na cadeira.
Assim estaria pavimentado de vez o caminho da pizza-autocrata metade verde oliva e metade civil miliciana narco-evangélica, para manter as aparências de democracia. Tudo isso claro, com o apoio incondicional de 30% de insanos irrecuperáveis que querem ver o país livre do cumunismo (sic). Resta saber o que farão os governadores não alinhados e o que pensam os demais 70% da população.
sexta-feira, 3 de abril de 2020
Divagações em tempos de covid 19
Nestes dias é quase impossível não lembrar do filme "O sacrifício" de Tarkovsky com aquele clima apreensivo de merda, espera, medo, fatalismo, impotência e raiva sobretudo.
Bem, acho que está na hora de dar uma atenção para o zé, que não para de miar, abrir um vinho e ler alguma coisa leve como "Variações sobre a vida e a morte" (Rubem Alves) para acalmar o espírito, ao som de Layle Mays, Toninho Horta... e esperar que essa peste não me leve e nem leve ninguém querido ou distante o que parece difícil, dada às circunstâncias locais Boçalnáricas e mundiais que nos legaram essa praga anunciada e prevista pelos microbiologistas que nunca foram ouvidos pelo Capital.
domingo, 29 de março de 2020
O NOVO SEMPRE VEM !?
terça-feira, 24 de março de 2020
A idiotia como lema de vida!
Diante das últimas declarações do Boçalnaro e ao ver os números do Datafolha não dá para não lembrar da famosa frase; “Os idiotas perderam a modéstia” de Nelson Rodrigues.
sexta-feira, 20 de março de 2020
Solidão assistida.
Já essa solidão de agora é horrível; já consertei o rádio relógio de 1984 que adoro, com aquele mostrador vermelho que ilumina a casa inteira e orienta as visitas mais displicentes. Fazia muitos anos que queria localiza-lo e tentar reativar o despertador com o rádio e ontem realizei o feito.
O Toca discos Aiwa que estava parado desde 1997 entrou em forma também. Nem acreditei quando toquei o Vinil do Rick Wakeman “Viagem ao centro da terra” com todos os chiados e buracos que os filhos da puta dos amigos chapados fizeram nele nas lendárias reuniões da Rua Sergipe. Oh!
Também realizei a hercúlea tarefa de organizar o quarto do Gabriel que ficou parecendo uma fotografia da casa cor, onde antes eram só coisas jogadas, preservativos esquecidos, computador ligado eternamente, inalador, copos com meias, remédios, lenços, livros apostilas... basicamente um cenário pós-apocalíptico.
Só a Geladeira que ainda não encarei porque aí já é demais. Odeio isso. Estou achando que vou atacar agora minha caixa de cabos e partes de computador e restos de aparelhos eletrônicos, que acumulo desde a invenção do vídeo cassete, mas ainda preciso de um pouco mais de energia e ímpeto organizador e tenho também, que rever centenas de revistas eróticas que acumulo desde 1978 e que venho postergando por ser uma missão muito dolorosa essa de ter que rever o passado... praticamente o diário de todas as semanas da minha vida desde aquela data.
Aqui estamos eu e o Zé (meu gato preto) que gosta de Tevê, alternando documentários, brincadeiras, internet, filmes pornôs, telejornais que as vezes são mais indecentes que os pornôs e também temos conversado muito. Antes eu brigava com ele por qualquer motivo como por exemplo, usar minha pen-drive como bolinha de futebol e depois eu levar um mês para localiza-la embaixo de um móvel que só era arrastado na limpeza bienal. Agora acho super fofo ele desaparecer com todas as minhas coisas entre as patinhas. Que graça! Apesar de ter umas cinco caixinhas de fio dental na casa, atualmente não encontro nenhuma e as tesourinhas e canetas sumiram todas.
Dormir em cima da impressora, pisotear o teclado que antes era infração gravíssima, também entrou no rol das coisas fofas... e pecados veniais como beber agua na pia do banheiro, lamber as escovas de dentes e dormir em cima das roupas tá super liberado. Ficar miando sem parar me chamando para brincar ou dar de comer, só quando estou lendo algum livro que antes me causava irritação e raiva, agora acho o máximo da interatividade felina. Avançar na tela da TV dando unhadas quando aparecem imagem de pássaros que anteriormente era ameaçado com berros e juras de doação para Ong´s, agora é compreendido como impulso natural e residual selvagem...
E assim sigo aprendendo que a solidão só é bacana quando é optativa, assistida e seletiva. Essa solidão para valer que a gente fica barbudo, largado e ninguém lembra que você existe, ninguém quer beber contigo e você nem pode ir à rua apreciar os passantes, e o menear dos seus quadris, é um saco!
Como diz o protagonista do filme “Na Natureza Selvagem” na solidão dos seus últimos momentos, “as coisas só fazem sentido, quando podem ser compartilhadas” incluindo aí o isolamento por mais paradoxal que pareça.
Cheers!
O Zé caçando na tevê...




