quarta-feira, 30 de julho de 2008

Descanso

Estou andando por aí e de férias por uns dias na casa da mama e por isso mesmo, meio ausente/vagal...
 U2 - Walk on

terça-feira, 29 de julho de 2008

Um livraço !

Topei com um livro magistral do Richard Dawkins que segundo pesquisa da Prospect, é um dos três intelectuais mais influentes da atualidade, ao lado de Noam Chomsky e Humberto Eco. Eu não poderia deixar passar em branco esse livro. Venerado por algums e odiado por muitos , Dawkins, é um intelectual corajoso, não há como negar. O livro em questão é o "The God Delusion" http://news.bbc.co.uk/1/hi/programmes/newsnight/5372458.stm ou "Deus, um delírio"(Cia das Letras) que ganhei de presente de aniversário e que gostaria de ter agora aqui onde estou (casa Paterna) para reler alguns trechos enquanto as horas escorrem...
Apesar do título ser meio assustador para a maioria das pessoas, o livro é fantástico. Recomendo muitíssimo. Há dias em que eu gostaria de espalhar esse livro. Chego a pensar que talvez o mundo seria um lugar um pouco melhor se todas as pessoas pudessem refletir sobre as considerações contidas ali. Friso porém que apesar do título provocativo, é acima de tudo um tratado ou, melhor dizendo, uma exaltação do conhecimento sobre a ignorância e o medo ancestral de desafiar nossas superstições/crenças por mais nefastas que sejam. Uma ode à vida, à celebração da existência com mais liberdade e felicidade. É como uma "vela na escuridão" desses tempos. Uma profunda reflexão sobre a existência, nossas orígens... etc, à luz do conhecimento científico em contraposição as superstições/religiões... que produziram – e produzem – tanto atraso, guerras, doenças e sofrimentos etc... O livro é todo permeado por variados ramos do conhecimento humano e quando termina, a gente sente que racionalizou algumas toneladas de ignorâncias, temores etc. Me refiro àquela ignorância profunda de que muitas vezes sequer temos consciência, daquela tipo inadmissível, residual mesmo..., incrustrada no DNA. (risos!). Essas reflexões possibilitam ou melhor facilitam e encorajam à "desintoxicação" dessas atávicas crendices/superstições internalizadas se, claro, houver disposição de fazer isso. São páginas que você vai vencendo sem perceber e quando estiver acabando você ficará triste pelo fim da viagem. É incrível ! Ainda que você não concorde integralmente com o autor, isso não muda em nada nem atrapalha a grandeza da obra, se você ama a ciência.

domingo, 27 de julho de 2008

A Telefônica

Dia 23 as 10 horas da manhã um funcionário da Cia Telefônica veio até meu prédio consertar um ruido na linha telefônica, e me disse que era o sinal de internet que estava interferindo. Assim teria que desconectar por 6 horas para a área técnica do speed resolver o problema.
Cinco dias depois, e NADA! Após dezenas de ligações diárias e muito stress, constatei que as várias áreas dessa "companhia" não se comunicam e os atendentes não tem menor a menor idéia do que acontece e repetem como papagaio coisas sem nexo e promessas de enviar um técnico em 24 horas... Nâo importa o que você diga, a respostas são sempre as mesmas.
Depois de quase ter um ataque, liguei para a Anatel e protocolei uma reclamação cujo prazo de resolução expira-se amanhã.
Pirei e tentei cancelar tudo mas me deixaram pendurado... e -claro-,não conseguí. Não me resta mais nenhuma alternativa a não ser o dever moral de processar essa empresa tal a desfaçatez e escárnio para com o consumidor. Pensando bem, nem sei se isso leva a algum lugar. Que lugar?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A Telefônica

Já estou indo completar o terceiro dia desconectado e ainda sem previsão de volta.
Isso por culpa da Cia telefônica que vem a ser -repito-, a empresa mais inacreditável, indecente e desrespeitosa de que se tem notícia. Como é um monopólio privado, não existe opção no lugar onde moro. Assim, resta-me aguardar ou morrer de stress face ao SURREAL (des)atendimento que esta "organização" reserva ao consumidor.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Jornais

Dois ótimos artigos me chamaram atenção nestes últimos dias: O “Valor Econômico” traz ótima reflexão do Prof. Luiz G. Belluzo por ocasião dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ainda hoje tão incompreendida e desrespeitada. Um outro do Thomas Friedman no "New York Times" analisando a Popularidade da China, África do Sul, USA e Rússia à luz das conveniências e interesses desses regimes.
Anotei os dois e estão disponíveis para leitura aqui.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Festival de Inverno de Paranapiacaba

Fui ontem conferir o 8º Festival de Inverno de Paranapiacaba e apesar de ser um dos lugares mais aprazíveis desse mundo, a vila não comporta a quantidade de pessoas que estavam lá. Fiquei me perguntando, o que acontece com o dinheiro arrecadado ali, pois ano após ano e a despeito do festival ser um sucesso, não se nota nenhum incremento na infra estrutura da vila. Continuam as filas intermináveis nos ônibus, bares e lanchonetes e ainda se vê esgoto escorrendo das casas a céu aberto.
Deixando de lado esse irritante aspecto organizacional, o charme do lugar e a infinidade de eventos somados a tanta gente bonita, faz do festival uma alternativa interessante pelo clima e o ar de anos trinta, quarenta. Abaixo está um slide com algumas imágens. Para ampliar, clique sobre a foto.

Queria ver o Duofel e o Zeca Baleiro mas não foi possível.

domingo, 20 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Programa de Índio

Esta semana descobri de onde vem a expressão “programa de índio”! Foi assim, ó: Minha amiga Andrea contratou um guia índio para uma expedição pela Serra do mar -onde vivem os guaranis desde as priscas eras– e tudo que perguntamos à ele obtivemos respostas assertivas.

Parecia até que ele tinha acabado de sair de um desses cursos positivistas do tipo "você pode tudo". (risos!) Perguntamos: Dá para ir de São Paulo à Itanhaem em um dia e meio? O índio: Dá. Tem água potável no caminho? Tem, retrucou meio sem entender... A trilha é boa ? Sim! (na verdade ela só existe na cabeça dele) e assim por diante. 

Bem, depois de demorar três dias e percorrer uns  40 km excruciantes, com mochilas de 15 Kg na mata atlântica (sem ver trilha alguma) e outros “perrengues” como encarar um declive de 302 metros em apenas 2,7 Km, descobri com a ajuda da Andrea, que os índios, apesar de aculturados e vestidos como garotos do subúrbio de Los Angeles (incluindo camisa e bonés dos Lakers), ainda conservam muito de sua cultura como a incrível destreza na mata que é o seu habitat e uma singular compreensão da realidade em relação a nós. 

Perguntei a ele se trabalhava e ele me disse que sim (somente às terças feiras). Quando eu quis saber se estava perto de um ponto para acampar, porque estava exausto, ele disse que sim e nós ainda caminhamos 6,7 Km na mata fechada. 

 Aquilo que levamos três dias para percorrer, quase exaustos, eles gastam um dia apenas e chegam inteiros. Acho que deve ser de alguma experiência assim que alguém tirou a expressão “programa de índio” porque eles são foda demais! 

A certa altura eu queria estrangular o cara quando eu perguntava uma coisa e a resposta dele não "fechava" como: Falta muito para o ponto de descanso? Ele respondia: Pouquinho, só! Para então caminhar mais uma légua e meia rs,rs,rs... e, -pasme- atravessar descalço um rio gelado de noite com as botas nos ombros e mochilas na cabeça.

Enfim foi uma trilha bem puxada, mas finalmente pudemos realizar o desejo de atravessar o que ainda resta da mata atlântica e desfrutar desse bioma maravilhoso. Eu conhecia o cerrado (onde nasci) e seus constituintes como matas, capoeiras, capões, covais, chapadões etc., e a caatinga de outras andanças, mas a floresta atlântica, eu nunca tinha visto a não ser, pela janela do carro na rodovia dos imigrantes, e e ela mais parece um Jardim! Muitas plantas exóticas e uma enormidade de regatos cristalinos por toda parte, palmitos, árvores centenárias, cipós, samambaias gigantes e tudo muito perfumado! 

Para ver algumas fotos e um esquema que mostra o trajeto feito, clique aqui. 

Enquanto caminhava ja mancando perto do fim, lembrei dos bandeirantes, jesuítas, etc. que faziam esses caminhos corriqueiramente. E até de D. Pedro que atravessava a serra, só para ver sua amante, heim? (amor pra lá de 40 km... rs,) Afff. 

Resumindo; umas bolhas nos pés e algum cansaço não são nada se comparados com o prazer que foi estar ali dentro daquele jardim com o Mané, Andrea, Rui, Theo, Juliana, Eunice e o Biguái (guia). Graças ao arquiteto dessa floresta, lá não funciona celular. Por isso, ainda é possível sentir um gostinho do “perigo” da selva e a curiosa sensação de sermos bichos (estranhos) também, a apenas alguns kilômetros da 4ª maior cidade do mundo. Para ver fotos da Juliana postadas no Orkut, clique aqui. 

Para quem quiser fazer esse passeio eu sugiro planejar e preparar bem a uma mochila para esse trajeto com no máximo 8 kilos, deixar a pressa trancada na gaveta, e não esqueçer de levar bússola, barraca, comida e demais itens necessários para uma trilha media pra difícil e sempre acrescentar 70% nas respostas do guia índio, para evitar perrengues e desfrutar de relaxamento/comunhão com o ambiente no tempo próprio dalí.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Suspeito de assaltar Gilmar Mendes tem habeas negado

Enviado por Ralph
Ricardo,
Olha só que suprema ironia: O ladrão de galinhas que tentou roubar o cordão de ouro do presidente do supremo Gilmar Mendes, teve habeas negado enquanto que o banqueiro que tentou subornar um delegado federal com meio milhão de dólares já foi libertado duas vezes pelo próprio Gilmar ! Dá para acreditar? Será jurisprudência dos tais dois pesos e duas medidas?

"SÃO PAULO - Depois de esperar 16 dias na prisão, o suspeito de assaltar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, teve pedido de liberdade provisória indeferido. O advogado de Jefferson Hermínio Moreira, 18 anos, entrou com pedido de liberdade provisória para libertá-lo. O processo foi indeferido na tarde dessa terça-feira na 11ª Vara Criminal do Ceará.
- Não concedi a liberdade provisória ao rapaz porque os fatos merecem uma apuração melhor - argumentou o juiz de primeira instância Eduardo Castro Neto, que responde interinamente pela 11ª Vara.
- Mantê-lo livre seria um risco para sociedade - concluiu o juiz, que marcou um interrogatório para o próximo dia 24.
Moreira foi preso por roubar um cordão de ouro do pescoço do ministro Gilmar Mendes no calçadão da avenida Beira Mar, em Fortaleza, no último dia 29. Ele está detido da Casa de Custódia de Caucaia, região metropolitana de Fortaleza. O inquérito, elaborado pela Delegacia de Apoio ao Turista, aponta o rapaz como autor de roubo qualificado, porque teria praticado o delito com ajuda de um comparsa, ainda não identificado.
Mendes foi criticado após determinar a liberdade do banqueiro Daniel Dantas duas vezes. Dantas foi preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha"

Comentário: e precisa ?

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/07/16/e160716260.html

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O Elogio à Preguiça - Parte III

Que legal, esse tópico tá rendendo bem. Estamos no capítulo três, sinal de que o tema chacoalha as mentes de alguma maneira... Por coincidência cheguei ontem de uma estada no mato com amigos e falamos muito a respeito.

Enviada por Veruska

A Psicanalista e economista Corinne Maier autora do livro Bom Dia, Preguiça, Casanova ou A Lei do Desejo e O Divã Se Diverte, foi demitida por justa causa. Trabalhava no setor de treinamento de pessoas da EDF, companhia de eletricidade da França. Para essa expoente da preguiça, a obediência cega e obrigatória, faz mal, para a saúde. E os ideais abandonados, os bons sentimentos desprezados como moeda falsa, adiar para amanhã o que nós temos realmente vontade de fazer, renunciar sem ao menos ter tentado, é o que nos mata, um pouco a cada dia. Para ela a preguiça é um ato político num mundo sem esperança, onde a estupidez e a brutalidade levam a melhor.Para ler a entrevista completa com a autora clique aqui

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Preciso andar.

Aff ! Preciso de umas férias. Preciso andar. Vou espairecer um pouco na serra do mar e volto semana que vem.
Preciso andar - Cartola


Rush - Limelight

Supremo Tribunal.

Do blog do Azenha Vi o mundo

TENTE COMPRAR UM DELEGADO. O STF GARANTE


Atualizado em 10 de julho de 2008 às 12:27 | Publicado em 10 de julho de 2008 às 11:49

Deixa eu ver se entendi direito. Por favor, me corrijam se eu estiver enganado.
Um banqueiro tenta subornar um delegado federal. Com dinheiro vivo. É pego com a boca na botija.
A Justiça decreta a prisão do banqueiro. E de todos os que considera integrantes de uma quadrilha acusada de um golpe bilionário.
Porém, ninguém menos que o chefe da Justiça vai à televisão criticar os métodos da polícia e algumas horas depois manda soltar o banqueiro que tentara subornar o delegado alegando, o juiz supremo, que o banqueiro não oferece risco às investigações que ele, acusado, tentou desvirtuar através da oferta de suborno.
Enquanto isso, no Senado da República, senadores se reúnem para criticar... as algemas.
E numa emissora de televisão uma jornalista renomada, que não leu o conteúdo da denúncia, diz que as provas são "inconsistentes".
É isso mesmo, com essa cara de pau, ou estou enganado?
Busco refúgio no livro Poisoned Wells, do jornalista britânico Nicholas Shaxson, página 89, em que ele descreve a investigação da juíza-instrutora francesa Eva Joly sobre o desvio de dinheiro do petróleo do Gabão, na África, que lubrificou partidos políticos franceses. A elite eventualmente se organizou para abafar o caso e, no processo, tentou moer Eva, que nasceu na Dinamarca mas por méritos pessoais ascendeu ao mais alto escalão da Justiça francesa.
Lentamente, organizações da mídia e partes do público da França começaram a se voltar contra ela. 'Parte da imprensa virou. Ou foi virada. Afinal, Joly e seus colegas estavam acusando pessoas que tinham influência no mais alto escalão', relembra o escritor birtânico Tim King. 'A imprensa começou a atacar a aparência dela. As fotografias escolhidas para publicação agora mostravam uma mulher de meia-idade resmunguenta, cansada depois de 18 horas de trabalho. Ela passou a ser a ex-babá, a viking e a protestante. Um banqueiro investigado por ela zoou o sotaque e se negou a responder perguntas a não ser que fossem em francês adequado'. Ela estava imaginando tudo, alguns escreveram. Estava assistindo muitos filmes de Holywood. Estava bêbada pelo poder ou destratava autoridades. Ela foi acusada de ser trotskista e de ser agente da CIA tentando destruir os interesses da França no setor do petróleo. Foi definida como mulher manipuladora que queria se vingar de humilhações que sofrera no passado. Ou estava em busca de vingança contra o mundo dos negócios. Jornalistas obtinham informações sobre a investigação e os vazamentos eram atribuídos a ela.
Diante do que foi descrito acima, fico imaginando: qual o futuro dos delegados da PF que decidiram peitar os banqueiros?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Triste país

Às vezes eu fico estressado com o Brasil e suas idiossincrasias, injustiças e, hipocrisias; nessas últimas horas, pelo menos três episódios lamentáveis e revoltantes aconteceram:

1- A ligeireza do STF em julgar o habeas corpus para libertar bilionário acusado contumaz de dezenas de crimes financeiros, formação de quadrilha etc, quando milhares de cidadãos esperam anos e anos na longeva fila da justiça. E enquanto isso nos meios de comunicação, tome conversa mole sobre se a PF dá espetáculo ou não usando algema nos ricos... Só rindo mesmo! Ainda mais que diariamente pessoas comuns não só são algemadas, como espancadas e executadas sem que a mídia ou nenhuma "otoridade" manifeste tamanho incômodo sobre. Somos mesmo o país dos dois pesos e duas medidas.

2- Na esquina da Washington Luiz com Av. Cásper líbero havia nesta manhã um corpo de uma mulher moradora de rua aparentando 25 anos, estendido na rua. Morta -possivelmente-, a pauladas não pude saber o que de fato aconteceu pois ninguém sabe, ninguém viu. É como se nada tivesse acontecido.

3- A CCJC rejeitou o Projeto de Lei de 1991, que tratava da descriminalização do aborto. Rejeição essa, eivada de clivagens da hipocrisia típica de religiosos e/ou ignorantes com opinião formada sobre tudo (que não compreendem). Tanta ignorância, me faz ter vergonha de ser brasileiro. Ninguém está querendo promover o aborto. Apenas tratá-lo como problema de saúde publica como de fato o é. Sabe-se que para cada três nascimentos ocorre um aborto no Brasil. São 1,4 milhão por ano. E prender /processar/julgar/condenar e encarcerar um milhão e meio de mulheres todos os anos em situação abortiva, soa patético para dizer o mínimo. Porque não mudar se afinal, é para o hospital que elas irão no final das contas? E as milhares de mortes decorrentes do medo de procurar o hospital, que se poderia evitar? Quem liga para essas mulheres pobres que não podem pagar uma boa clínica ou dar uma chegadinha em Miami? Depois de 17 anos discutindo quantos anjos cabem na cabeça de um alfinete, acharam por bem, deixar tudo como está. Por covardia ou tacanhez, saíram vitoriosos os religiosos e hipócritas. Derrota do país e do corajoso Ministro da Saúde. Embora o país seja laico..., ahã !? É a religião que ainda dita política de saúde pública entre outras.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Moradores de rua

Uma coisa que me impressiona sempre aqui no centro, é a quantidade de pessoas vivendo na Rua. É uma coisa absurda. Durante a noite no centro histórico eles aparecem às centenas para dormir. Parece um filme daqueles futuristas-catástróficos pós 3º guerra mundial...
Sempre que os vejo, fico pensativo sobre esse fenômeno. Noto que aconteceu um aumento brutal de uns 15 anos para cá. Quem serão essas pessoas e porque estão nessa condição?
Em Parceria com a UNESCO, o Ministério do Desenvolvimento Social realizou uma pesquisa em 23 capitais brasileiras e 48 cidades com mais de 300 mil habitantes. O resultado revela que a maioria dos moradores de rua tem algum parente na cidade em que vive, e que aproximadamente 30 mil deles são menores de Idade. As razões que levaram essas pessoas às ruas segundo elas mesmas foram o vício do álcool (droga legalizada) o desemprego, drogas e conflitos familiares. Do universo pesquisado, 72% afirmam trabalhar com coleta de materiais recicláveis e 16% pedem esmola. 90% não recebem nenhum atendimento do governo, 52% possuem algum parente na cidade onde vivem e 82% são homens. Se quiser saber mais sobre o que está sendo feito e mais números dessa pequisa, clique aqui.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Documentos bizarros e o design repolho

Precisei usar minha identidade, não achei. Depois encontrei duas (Detalhe, cada uma com um número diferente) numa pasta de documentos: Uma parecia um repolho assim desfolhando, ela já estava desfazendo então deve ter sido por essa razão, que havia outra que também já está meio caminho de ficar feiosa e repolhuda. Mas porque nenhuma estava na carteira ? Simplesmente essa identidade não cabe na carteira, a não ser que você use uma do tamanho de um tijolo. Foi aí que caiu a ficha, e eu me perguntei: Porque diabos nossos documentos ainda são feitos de papel? Então me lembrei de um amigo tailandês que morria de rir da minha identidade com aquela impressão digital uma foto gigante e seu formato bizarro. Como é que pode? E a carteira de motorista, que é outra piada. Feita de papel daquele tamanhão e dentro de um envelope de plástico ? Quem lucra com a manutenção desse estado de coisas ? Porque até hoje nossos documentos não são cartões como em todo o planeta (tipo aqueles cartões bancários de crédito etc...) com chip, tarja magnética, dispositivos de segurança e que não se desfazem, amassam, molham, evaporam nem derretem se você toma um chuva ou cai na piscina. Difícil compreender que a cada renovação a gente tenha que tocar piano, freqüentar filas e mais filas para pegar aqueles pedaços de papel, ridículos que ainda por cima não cabem na carteira... Porque a CNH e a identidade não são unificadas sob o mesmo número? Alguém tem alguma idéia ? São sintomas da mesma doença que acomete a burocracia estatal, cartórios, fóruns...? Será a mesma doença que faz uma simples ação de rito sumário, tramitar “ad infinirum” nos escaninhos do judiciário ? Alguém tem um palpite ?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Finadas…

Aqui em frente o meu prédio tinham três arvorezinhas que para mim eram o símbolo da resistência da natureza contra a urbanidade na maltratada São Paulo tão carente de verde. Sem cuidados e com as folhas cobertas de fuligem cinzenta teimavam em não morrer... Até que hoje a administração do edifício as decepou e atirou no meio da rua, na ilha. Fui procurar saber porque e fui informado de que decidiram assassinar as arvorezinhas para dar uma “mudada” e que estavam “atrapalhando” (não se sabe a quem). Indignado, ainda não sei que providência cabe nesse caso porque como morador acho que devia ter sido consultado, pois provavelmente, paguei por elas através do condomínio. Mas enfim, isso me fez lembrar recente artigo na Folha de São Paulo que constatou que a grande maioria dos paulistanos são a favor de preservar o meio ambiente, observar os sinais, respeitar a lei seca, não jogar lixo na rua, etc., mas..., “para os outros.” quando a chega a nossa vez de preservar o verde, respeitar os sinais e não dirigir embriagado, aí são outros quinhentos. É isso aí! Aqui estão 3 fotos das minhas amigas finadas arvorezinhas (estendidas no meio da rua) emblemas da falta de sensibilidade, e de como apreciamos que o meio ambiente seja preservado -"pelos outros"-, bem entendido. .

8º Panorama SESI de Dança

Está acontecendo o 8º Panorama SESI de Dança na Av. Paulista 1313, no centro cultural FIESP que vai até o dia 13. Os ingressos gratuitos devem ser retirados a partir do meio dia na bilheteria. Acabei de assistir o solo “na dobra do tempo” com a Lavinia Bizzotto que é uma uma bailarina Goiana, radicada no Rio e “3 tempos num quarto sem lembrança” (Juliana Moraes). Bom espetáculo, num lugar bacana, de fácil acesso e ainda com muitos ingressos gratuitos. Recomendo.

domingo, 6 de julho de 2008

Lei Seca (de racionalidade)

Essa lei chegou em boa hora. O que é muito chato é o escarcéu que os meios de comunicação fazem em torno dela. Já ouvi dizer que o índice permitido é de 0,6 gramas por litro de sangue e que isso equivale à ingestão de um simples bombom licorado, uma taça de vinho, um bife flambado ou um bochecho com listerine... É tanta coisa que dizem que, pode levar a pessoa para trás das grades, (com direito a “close” na TV), tanto sensacionalismo e terrorismo desnecessário, que até confunde. Por isso Investir em campanhas educacionais não seria má idéia.
Não sei por que reinventar a roda. Já existem nos países ditos desenvolvidos leis que funcionam bem e que poderiam ser pesquisadas e até imitadas. Por exemplo, nos EUA a coisa funciona mais ou menos assim: Se o motorista está dirigindo com os faróis apagados, em ziguezague, alta velocidade ou ainda qualquer outra irregularidade, ele é parado (com motivo, ao contrário daqui onde existem as desrespeitosas blitz com ou sem Tv’s... ) que vai multar ou advertir por aquela infração e é nesse momento, que o policial –treinado- vai detectar a necessidade de revistar o carro, verificar documentos, e usar o bafômetro. Caso a quantidade de álcool e/ou outros sintomas suscitar dúvidas quanto à capacidade de dirigir com segurança, o oficial pede ao motorista que olhe para a ponta do nariz, e depois que caminhe sobre uma risca de giz pisando com os dois pés sobre a mesma e repita determinadas frases ou perguntas. A partir disso o policial enquadra o caso e toma as providências que a lei determina. Não é apenas o bafômetro porque mesmo abaixo do índice de álcool permitido, o motorista pode ficar incapacitado. Técnicamente mais apurado e mais justo, utilizar critérios auxiliares. Já aqui, onde até vinte dias atrás dirigir bêbado e matar era considerado uma simples fatalidade, foi uma promulgada a chamada lei seca onde segundo as TV’s, duas tulipas de chope, podem levar a pessoa para a prisão, perda de Habilitação por 12 meses e multa de R$955,00, independente de estar embriagado ou não. E tome terrorismo nos telejornais, porque ser parado em blitz policiais é por si só uma experiência não raro, aterradora.
Eu mesmo fui parado recentemente por uma Blitz onde um brutamonte da policia militar ficou berrando a alguns metros de distância empunhando uma pistola parecida com a do exterminador do futuro e eu morrendo de medo “daquele agente da lei,” não conseguí achar os documentos do carro que não era meu. Daí que aos berros ele mandou seguir para a delegacia escoltado -por ele e sua pistola-canhão-, e prendeu o carro. Eu ainda tentei explicar que falta de documento não é motivo para apreensão do carro (sabia disso porque estava estudando a legislação para um concurso) e fui ignorado além de receber aquele olhar do tipo: “...porque você não disse isso lá naquela rua escura?" Na ocasião eu voltava de um jantar onde tinha bebido umas quatro taças de vinho e embora não estivesse embriagado, esse poderia ser o motivo para ele me multar, mas nem percebeu e o fez pela razão errada e ainda me abordou grosseiramente, com uma arma em punho o que devia ser o fim do mundo, mas não é. Assim, com policiais brucutus e ignorantes da legislação e agora fazendo blitz pela tal lei seca sob as câmeras de TV, caminhamos para mais uma palhaçada com o patrocínio da estupidificante televisão. Uma pena, pois já passou da hora de punir quem dirige bêbado e mata, mas essa espetacularização da aplicação da lei nessas blitz por agentes truculentos e sem nenhum outro critério além do bafômetro, é demais. O melhor mesmo é ficar em casa até passar a onda. O que vai de fato desestimular pessoas dirigirem embriagadas é o fim da impunidade para os que causam dano ao volante e não as blitz-espetáculos. Para ler lúcida análise sobre o assunto clique aqui