quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Presidente da Funarte proibe rock dizendo que leva a satanismo...

                                                                                                                                                               
Revista Forum
Acho interessante como os colunistas que se pretendem isentos-imparciais, sempre que o Boçalnaro fala ou faz 
caca, dizem que as críticas ao governo boçal prevendo o fim do mundo têm sido exageradas... na grita contra os absurdos que são mesmo condenáveis e coisa e tal, mas no final de seus artigos/análises, apesar de levemente críticos, quase passam pano ao nominar o modo tosco-boçal e apocalíptico de governar, como apenas e singelamente, “o estilo do presidente” ou “retórica um pouco inflamada”, para então finalizar suas análises com a invariável afirmação que apesar disso, “as instituições estão funcionando” e que a “inflação está controlada e os juros baixos” como se esse singelo binômio justificasse o conjunto escatológico da governança boçal de estimular o ódio e emular as trevas, alinhando o país aos costumes do Paquistão e a subserviência a Donald Trump. 
Ora, que o mercado financeiro e a Fiesp se contente com o binômio, nunca foi segredo para ninguém, mas que analistas tentem passar pano ainda que de forma disfarçada é o fim.

Não há um só dia que não comece com algum absurdo ou medida estapafúrdia estimulando a destruição do meio ambiente, minorias etc, ou a completa idiotia na área cultural e educacional entregue a mentecaptos e analfabetos.

Todo o dia dezenas de fake News e mentiras são noticiadas nas redes para animar os tais 30% de eleitores fieis ao boçalnarismo, mas passar pano para mentira como forma de governo, não é pouca coisa.

Será que as instituições estão funcionando mesmo?

Hoje é só o Cinema, a Educação, a Cultura, o Chico Buarque, a Petra...etc, que estão sendo achincalhados, mas amanhã poderemos ser todos. A nomeação de um Nazista para a cultura para Cultura não foi um acidente. Ele foi cuidadosamente escolhido para conduzir a tal guerra cultural e só caiu por pressão da comunidade judaica.

O presidente mesmo sendo um ignorante exaltado ou energúmeno como ele próprio diz, uma vez eleito, deveria governar para todos ao invés de promover o desmonte das instituições democráticas, a divisão do país e perseguição a fantasmas com base nas trevas da ignorância onde ele busca seus auxiliares e conselheiros para seu (des)governo esdrúxulo.

Ao contrário da turma que acha que inflação e juros baixos justifica tudo, acho humildemente que podem estar equivocados e o Brasil acabe jogando fora o bebê da democracia, junto com a água suja do banho.





terça-feira, 21 de janeiro de 2020

UMA FOTO REDESCOBERTA


Meu pai contava que uma das maiores tristezas de sua infância se deu na fazenda em que nasceu  quando sua amiga -uma cadela dele-, que se chamava Campina, pariu seis cachorrinhos  e ele ficou encantado com os bichinhos, mas como meu avô não queria a proliferação de animais em volta do curral ordenou que ele se livrasse deles, atirando-os  todos no rio imediatamente e ele contava que à medida que ele entre lágrimas atirava-os na correnteza, a cadela se jogava na água desesperadamente, nadava e os trazia de volta para a margem sucessivamente e ele então tinha que devolver os bichinhos para a correnteza leva-los, até que vencida pela exaustão  a cadela perdeu a ninhada por afogamento e ele aos prantos se dividia entre o cumprimento da ordem patriarcal e o sentimento de impotência, maldade e traição com sua Campina, mas cumpriu a missão. De outro modo seria um “mariquinhas” ou levaria uma surra...

Conheci meu avô e ele em nada se parecia com uma pessoa cruel. Atribuo a isso à uma época e uma cultura onde os animais não eram considerados seres importantes e ao pragmatismo da dura subsistência da vida no campo nos lá pelos anos 1930/40...

Agora durante as férias de fim de ano em visita ao meu irmão Herculano, encontrei na casa dele uma foto da minha infância onde está o Tifú que foi o único cãozinho da minha infância-adolescência e me lembrei que meu pai me encarregou de exterminar com um tiro na cabeça, quando estava irrecuperavelmente doente, mas só me deu uma bala e pelo nervosismo eu não consegui o tiro perfeito e como ele estava agonizando e sofrendo e eu não tinha mais munição, desesperado passei a picape-rural por cima dele várias vezes num descampado para acabar com aquele sofrimento e cumprir minha missão.

Mais de quatro décadas se passaram e eu nunca me recuperei daquele olhar do tifú para o cano do rifle enquanto eu fazia a mira, ao cair da noite num campo baldio com mata rala e daquela merda toda que se seguiu...

Certa vez ao falar dessa tragédia que me atormenta com meu terapeuta, ele foi ás lágrimas e tive quase um arrependimento daquela sessão, pois o terapeuta ficou com uma ideia errada do meu pai, que também era um homem bom, mas forjado na rudeza da vida rural e na violência que infelizmente repassou.

De lá pra cá muita coisa mudou na maneira de encarar os demais seres que dividem o planeta com a gente, mas há muito espaço para melhorar. Andando pelo interior neste mês, vi muito cachorro enjaulado, acorrentado, abandonado, escorraçado e pouco considerados...

sábado, 4 de janeiro de 2020

O Jatobá da minha vida


Nasci aqui nesse pedaço de cerrado e brinquei a infância toda e parte da adolescência nesse lugar que agora é um parque ecológico e antes era apenas nosso quintal. Minha mãe mora aqui ainda aqui na mesma casa e da vizinhança toda num raio de uns quinhentos metros restam apenas duas famílias daquela época.

Vive ainda nos seus últimos suspiros um ser que é parte da minha vida que é um pé de Jatobá que despontava imponente e frondoso em cuja sombra e galhos eu brincava e que era meu confidente e amigo fiel a quem eu considerava muito e atribuía propriedades anímicas, grande sabedoria e conhecimento desde que meu pai e meu avô contavam que quando nasceram ele já estava ali impassível e exuberante se destacando entre os angicos, maminhas-cadela, barbatimões e seus trinetos jatobás em crescimento lento, mas inexorável.

Hoje ele está velho e decadente sendo devorado por cupins, fungos, com poucos galhos, declinante e sufocado por outra arvores e como não há manutenção no parque, em breve deverá desaparecer rodeado que está de sua exitosa descendência.

Sempre que venho aqui dou uma olhada nele e vejo que ele nem era tão gigante como parecia na infância e receio que levará muitos segredos em breve; Eu adorava comer o fruto do jatobá que é bonito, saboroso, nutritivo mas que tem um cheiro insuportavelmente fedorento para a maior parte das pessoas. Sempre que meu pai sentia aquele cheiro na minha boca, me castigava vigorosamente e me reiterava a proibição de comer "aquilo" e eu no meu íntimo mesmo na meninice, achava ridículo e injusto... comigo e com o Jatobá.

Há um provérbio chinês que diz que “não se deve voltar ao lugar onde se foi feliz ou infeliz” e toda vez que desobedeço e volto aqui sou acossado por mil demônios recônditos que ficam a maior parte do ano desacordados.

Desconfio mesmo que os Jatobás se comunicam e têm parte nisso... Sinto que ele se ressente da minha traição, quando desapareci daqui numa madrugada de janeiro de 1978 sem me despedir e nunca mais voltei.

Ontem lhe pedi desculpas e tentei me justificar explicando sobre a idiotia e egoísmo da passagem para a vida adulta e outras ruindades que vamos adquirindo conforme vamos nos distanciando da infância, comparando com os pleógafos que vão aderindo à sua casca assim como as vicissitudes da vida blá, blá,blá... e que nunca o esqueci nem o substitui pelas sequoias, abetos, jequitibás, angelins de outras paragens..., e de repente, percebi que ele já não ouve mais direito, mas murmurou qualquer coisa sobre o passar do tempo, que não entendi bem..., voltou a cochilar e mais, não falou.


Fruto do Jatobá (imagem ilustrativa)

sábado, 21 de dezembro de 2019

Ah, o natal...!


Bernard Shaw, o brilhante dramaturgo e frasista irlandês, disse certa vez que o melhor lugar para passar o Natal era um longínquo país oriental no qual a data não fosse comemorada. Concordo com ele e vou além porque fico raivoso com o povaréu me abalroando e  movendo-se bovinamente nas ruas, supermercados e shoppings estupidamente sem nem ao menos saber porque e transformando tarefas simples como ato de entrar num supermercado para apanhar nossa cerveja de cada dia num verdadeiro inferno. O Trânsito então nem se fala. Aquelas luzinhas chinesas cafonas até mais não poder, o chato do papai noel e a famigerada árvore de natal... Uma coisa sem sentido algum!? E o que dizer da histeria geral e comercial? Afff! 
Bem, em princípio não tenho nada contra festas, mas tenho tudo contra a babaquice e a HISTERIA geral por causa do Natal e ano novo e seu zero-significado.  O mais enervante de tudo é  aquele contaminante estado de anti-climax de que vai acontecer algo grandiloquente e o desespero para comprar lixo e comidas horrorosas como chester, tender, peru, etc. Hoje mesmo, fui comprar um barbeador e peguei um fila de uns dez metros no caixa com aquela musiquinha intragável de fundo e todo mundo com o carrinho lotado de espumante vagabundo, panetone ordinário, uma alegria postiça contrabandeada sabe-se lá de onde e os inexpugnáveis rojões que já começam a estourar anunciando que "grande momento" se aproxima (danem-se os animais de estimação).
Segundo um estudo ("Scroogenomics- Why You Shouldn't Buy Presents for the Holidays") da famosa escola de administração da Universidade da Pensilvânia, Para quem os recebe, nossos presentes valem apenas 53% ou seja 47% gasto com presentes são dinheiro jogado no lixo. O Psicalista Contardo Calligaris analisando o estudo, levanta questões interessantes:


... Por que oferecemos presentes de natal? Resposta óbvia: para produzir a maior satisfação possível no presenteado, para fazê-lo feliz. Talvez, mas vamos devagar. Por exemplo, é bem possível que a troca natalina de presentes seja sobre tudo um gigantesco "potlatch", como dizem os antropólogos, ou seja, uma maneira de torrarmos festivamente nossos recursos (dinheiro, bens e tempo) só para manifestar nossa riqueza (grande ou pequena) aos outros, ao céu e a nós mesmos. Além disso, cada um presenteia amigos e inimigos por razões que pouco têm a ver com a intenção de fazer o outro feliz. Há presentes pedagógicos e paternalistas (ofereço um vale-livros ao primo que não gosta de ler e uma camiseta P ao maridão que virou um boto), assim como há presentes que servem só para cumprir o protocolo ou para intimidar os presenteados (no estilo: "Este, meu caro, você nunca vai poder retribuir".)

... Quando alguém que amo (e que me ama) me oferece um presente, não espero receber aquele objeto que quero e procuro há tempo -claro, vou gostar de receber isso, e vai ser uma festa, mas, cá entre nós, esse tipo de coisa posso encontrar e comprar sozinho. De quem me ama, espero muito mais: espero receber algo que, até então, literalmente, eu não sabia que eu queria.
O verdadeiro presente é aquele que me revela meu próprio desejo.
 ...(continua
Publicado originalmente no Diário da Manhã em 24/12/2011 e de lá pra cá só piorou

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Curiosidade pela vida


Sempre achei esquisito pessoas que gostam de dirigir, não se interessarem por saber o básico do básico, sobre o funcionamento do motor e transmissão que faz o seu objeto do desejo –automóvel-, se mover,  que é uma ideia simples, fascinante e pode ser explicada e compreendida em menos de dez minutos, mas à cada tentativa, há desinteresse e tédio em 98,7% das vezes. Me pergunto o porquê dessa não curiosidade pelas coisas?  Como pode alguém cruzar uma ponte magistral e sequer se perguntar como aquilo pôde ser erigido!?  Como pode alguém pretender questionar decisões do STF sem ter noção de direito constitucional ou discutir política sem ler nada sobre o tema, ou mesmo criticar um jogador por não fazer gol se a função dele não é essa!? A meu ver a falta de curiosidade tem nos conduzido a um contagiante barateamento mental que nivela tudo por baixo e onde a pasmaceira triunfa.
Para mim a curiosidade pela vida em toda sua amplitude e um mínimo de conhecimento sobre o que nos cerca é o combustível da existência. Não vejo sentido nem graça em viver gastando o tempo somente com distrações frívolas ou pouco interesse pelas coisas que nos rodeiam sejam físicas ou intangíveis!?  Longe de mim achar que entendo de alguma coisa mais que os outros, mas seguramente sou curioso e estava pensando em voltar a estudar alguma coisa nova tipo geologia..., mas me sentido velho demais quando hoje topei com esta entrevista inspiradora de um cara com 96 anos que continua estudando.




quarta-feira, 27 de novembro de 2019

O Mundo imaginário dos mínions e beatificação da boçalidade


A internet esta ferramenta fantástica, também tem um lado ruim que é a proliferação de notícias falsas e boatos. Tento explicar aos adoradores de fake news, que da mesma maneira que procuramos o médico para saúde, o engenheiro espacial para explicar eventos atmosféricos, um alfaiate para cortar um terno e um agrônomo para tratar das plantas, temos que recorrer ao Jornalismo profissional para nos informar.

De outro modo, ficamos todos sujeitos às fake News já que todo mundo pode escrever notícias, confeccionar um banner ou editar um vídeo no youtube etc, difamando ou exaltando o time ou político de estimação e veicular nas redes sem nenhuma conexão com a verdade factual.

Infelizmente a verdade factual não importa mais neste momento ridículo que estamos vivendo no Brasil. Importa somente se a “notícia” nos agrada ou não, ou seja, vivemos agora o tempo da ambiguidade e da auto-verdade, que é um termo técnico para designar narrativas descoladas da realidade.

Coisa de uns dois meses atrás fui adicionado a um grupo WhatsApp da turma de 1980 da Escola Agrotécnica Federal de Goiás onde fiz o 2º grau em regime de internato. Tipo uma prisão rs... Era uma escola fazenda onde estudávamos teoria de manhã, aulas práticas a tarde e ocasionalmente, reforço à noite. Só podíamos sair do alojamento sábado à tarde e tínhamos que estar de volta no Domingo até as 22:00hs.

Decorridos 39 anos alguém começou a localizar os membros da nossa turma que eram 120 inicialmente e 83 foram localizados, alguns morreram, outros não foram encontrados e está rolando o maior tricô como direito a fotos e lembranças variadas e diabruras do tempo de internato e já tem alguns professores também incluídos no grupo e vai até rolar um grande encontro ainda neste mês ou no próximo.

Naquela época as Escolas Técnicas Federais com internato, eram super procuradas porque o ensino era bom, com laboratórios e mais alimentação e hospedagem gratuitos e eram o sonho das famílias rs... Tinha até cursinho e Vestibulinho para entrar.

Em um grupo tão grande como o nosso e com gente de todo o Brasil, de todas as origens, cor, raça, rico, pobre, milionário, remediado, preto, branco desdentado e de idades variadas  e nesta altura da vida, era de se esperar uma mínima pluralidade mental..., mas -pasmem-, a despeito de tudo isso, não há nenhum sinal de disso atá agora.

O que era para ser um espaço de congraçamento foi se transformando num palanque rastaquera do ideário mais reacionário possível, um verdadeiro palco de fake news, com vídeos e informações falsas jorrando aos borbotões. É aterrador constatar esse lado maluco da internet entre pessoas escolarizadas.
Pior que isso é a   assustadora unanimidade e distanciamento do pensamento crítico com automático alinhamento de ideias que me faz sentir um estranho e passam o dia inteiro com um discurso uníssono sobre o "mito' e dizendo que os jornais e tevês mentem o tempo todo, mas eles têm notícias de fonte limpa e despejam o dia todo centenas de fake news sobre todos os assuntos e gostos. Tem desde aquelas fakes com aparência de seriedade e mais elaboradas para os mais exigentes até as mais idiotas possíveis com erros infantis e absurdos ou descoladas da mínima ligação com a concretude.

Atacam tudo e todos daqui e de fora que não aderem à cartilha boçal. É como se fosse um grupo de mídia antagônica à realidade. Um fábrica de falsidades. Para cada fato real noticiado, imediatamente aparecem os contra-ataques boçalnaristas em pelo menos cinco versões falsas para; O bolsominion ilustrado, o néscio-ingênuo, o imbecil rematado, o supostamente letrado e o paranoico-terraplanista, de tal forma que ninguém fique de fora da “auto-verdade” que segundo eles, a grande imprensa e os jornais tradicionais teimam em esconder ou distorcer, porque para eles o Brasil não para de melhorar velozmente desde que o boçal se elegeu e tem até os dados estatísticos nessas “notícias” de sites apócrifos ou banners sem identificação, procedência ou fonte Crível.

O quadro é desolador.

Não há sinal de questionamento ou debate. Só adesão, unanimidade, absolutismo cego e aplausos de torcida.
O ódio aos 9 dedos e a prisão em 2º instância é como o oxigênio para todo bolsomínion que também aposta todas as suas fichas no herói Sergio Moro.

Não saí do Grupo ainda porque tenho uma memória afetiva/nostálgica desse tempo  e com alguns membros queridos do grupo, mas  aquilo que era para ser  união e reencontro para relembrar os tempos de internato virou um palco por onde escorrem mentiras e ilusões do boçalnarismo o tempo todo. Tenho claro carinho por essa época e por muitas pessoas do grupo, mas agora virou mais um laboratório para me ajudar a entender o que diabos está acontecendo com o Brasil?  Antes eu achava que essa ideia de "conspiração" tinha a ver com pouca instrução alienação, falta de senso crítico etc.…, mas não é tão simples assim visto que até professores que ali estão, propagam essas difamações e notícias sem fontes críveis e boatos e calunias  contra qualquer figura pública que questione o Mito, como Caetano Veloso etc....

De onde será que vem essa ideia de que o mito e o entorno são “iluminados” e destinados pelo divino para salvar o Brasil do descaminho e da corrupção, e que a mídia tradicional e a ciência são apenas petralhas que mentem e batalham contra o país, meodeusdoceo !?????

Agora, suprema ironia, é pensar que a mídia gorda que estimulou esse estado de coisas, acreditando que iria emplacar um candidato centrista, é agora taxada pelos boçalnaristas de serem inimigas da “verdade”, comunistas e por aí vai... Quem diria!?
O País atualmente virou um hospício para alguns e a suíça para os mínions em seu mundo imaginário, mesmo com o dólar passando de R$ 4,00 a gasolina caminhando pra R$ 6,00 e o botijão de gás a R$ 93,00. O mais engraçado é que os bolsomíniosn tem uma explicação (risível) pra tudo, porque a política deixou de ser a ciência da organização, direção e administração de estados ou nações voltadas para o bem coletivo, e passou a ser uma paixão nacional, uma nova religião com pessoas se comportando como torcedores de futebol e a razão foi para a lata do lixo, tanto que hoje somos 200 bilhões de Constitucionalistas e Cientistas políticos enquanto o país marcha para o abismo como se pode constatar se informando por jornais e revistas especializadas como Financial Time, Estadão, The Guardian, Folha de São Paulo etc... porque Mínion que se preza, diz que é tudo mentira e se informa por fake news, lives do mito e nos telejornais do bispo boçalnarista e similares.

Obs: Não precisam perder tempo me xingando de petralha, porque não sou comunista, nem petista, nem leninista, nem marxista, nem nenhum outro desses rótulos. Só não sou cego, obscurantista e nem adepto de teorias conspiratórias. Acredito que política não é religião nem torcida de futebol, mas uma arte e uma ciência complexa destinada à gestão de estados e nações de maneira equitativa e democrática atendendo a TODOS e que deve estar sendo sempre fisicalizada por todos.


Heróis e mitos só nos livros e gibís

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Era uma vez, um país pouco dado à leitura, que foi tragado por fantasmas.


Dentre 76 países pesquisados, pelo PISA international , o Brasil ocupa o vergonhoso 59 º lugar no índice de leitura e segundo o Market Research World, 44% dos brasileiros nunca lê e 30% nunca adquiriu um livro, o que por si só já explica muita coisa, pois como dizia Ray Bradbury “Não é preciso queimar livros para destruir uma nação. Basta que as pessoas não os leiam!”

Nos últimos quatro dias o presidente Bolsonaro falou e fez tantos absurdos que qualquer pessoa minimamente instruída está em choque, como se pôde ver pela resposta do diretor do INPE diante das estúpidas interpelações do obtuso chefe do executivo.

Diante de tanta ignorância pergunta-se o que levou tantas pessoas a se identificarem com o projeto de asnice em contraposição ao conhecimento? O que as levaram a eleger um grupo de pessoas desqualificadas, atrasadas e ineptas para a direção do país? Provavelmente uma meia dúzia de motivos igualmente insanos, mas parece que mais uma vez o mantra do combate a corrupção funcionou como carro chefe da alienação. O Fantasma que assombra a Brasil de tempos em tempos.

A despeito da “corrupção” ser vendida como responsável pela totalidade das mazelas nacionais, ela representa apenas 2,3% do PIB, mas esse dado é muito bem escondido e, como quase ninguém quer ler e se informar em fontes críveis, o que disserem que é, ganha imediatamente status de verdade. Isso por si só fortalece a tática de promover a indignação popular com o “velho fantasma da corrupção” quando convém e a proliferação das fake news e conseqüentes “viradas de mesa”, golpes... etc.

Como indagou o sociólogo Jessé de Souza “Como se Imbecilizou o povo a ponto de levá-lo a pensar que o problema do país é a corrupção política? Como se retira o poder de reflexão do povo inteiro a esse ponto? O alfa e o ômega da história brasileira é criminalizar a soberania popular e os pobres e ter o Estado para os ricos, roubar com isenções fiscais, não pagar imposto. Trata-se de uma conjuntura bastante difícil para o país, que vê dominado por um sistema racista de uma elite cínica, que manipula a classe média com uma falsa narrativa anticorrupção e, na verdade, usa o Estado em benefício de uma minoria desde sempre.

O fato é que a corrupção tem sido usada desde sempre para mobilizar as massas e os alienados com propósitos eleitoreiros e retomada do poder, porque de fato a posição do Brasil no ranking da percepção da corrupção mundial nunca alterou muito significativamente, na linha do tempo, ou seja, independente do governo, partido ou ideologia, a corrupção permanece mais ou menos no mesmo patamar, porque as causas e seu enraizamento na cultura, são muito mais complexos e difíceis de lidar e erradicar do que sugerem os discursos demagógicos caça-votos.

Porém, sempre que necessário, esse mote é utilizado com sucesso pela direita para desviar os sentidos daquilo que realmente importa, que é a redução das desigualdades com desenvolvimento econômico tentadas por governos populares.

Em 1954 criaram o “mar de lama” para designar a corrupção do governo Getúlio Vargas. Jânio Quadros também recorreu à corrupção quando fez sua meteórica carreira, tendo como símbolo uma vassoura, com a qual iria varrer a corrupção. Em 1964 o golpe teve como um dos motores o combate a “corrupção e aos esquerdistas, subversivos e comunistas”. Depois tivemos Fernando Collor que se elegeu como caçador de marajás, demonizando o governo anterior (Sarney) que seria o mais corrupto da galáxia segundo ele.
Enfim é uma narrativa que tem sido vitoriosa apesar de ser um engodo. Esta retórica funciona bem porque existe uma massa de ignorantes muito grande que desconhece a história e trata a política como loteria e/ou entretenimento e, como disse Edmund Burke, “Um povo que não conhece a própria história está condenado a repeti-la.”

A retórica utilizada com sucesso para provocar indignação e atingir e derrubar governos populares que tentaram tirar o país do calabouço da subserviência e ser mero produtor de matérias primas para as nações desenvolvidas, desta vez jogou o país nas mãos de um “desgraçado” e seu séquito de idiotas que estão destruindo tudo o que encontram pela frente, tal e qual os talibãs destruíram estátuas milenares (patrimônio da humanidade), porque não entendiam do que se tratava e se sentiam ameaçados pela simbologia em sua imensa burrice.

Este infeliz, seus cúmplices e apoiadores são os talibãs tupiniquins de agora. Por rancor e ignorância estão desmontando a estrutura educacional e cultural que levou décadas para ser construídos e destruindo todo o estado de bem estar social implementado a partir da constituição de 1988.
Estimulando toda sorte de desgraças, incentivaram o desmatamento e o garimpo na Amazônia, extinguiram conselhos civis e brandindo o fantasma do esquerdismo, seguem corroendo tudo que não compreendem ou julgam desimportante na maquina governamental. Até medidas protetivas erigidas em governos conservadores anteriores ao PT estão sendo trucidadas.

Recentemente o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), divulgou uma pesquisa mostrando que os brasileiros confiam mais em líderes religiosos do que em cientistas. Até 2015 data da última pesquisa a ciência gozava de melhor reputação e a religião mantinha a sua. A construção de uma imagem negativa da ciência, foi incentivada pela ascensão de representantes da extrema-direita, conforme se vê nos constantes embates obscurantistas deste governo, com Jesus na goiabeira, etc.

Pode ser que até consigam algum fôlego econômico com o dinheiro da tunga da previdência e outras por vir, mas o Brasil levará anos para reconstruir e se recuperar desse obscurantismo em que mergulhou por escolha própria, mas nunca antes um governo foi tão capacho, destrutivo e ignorante quanto esse. Todo dia agora é dia de vergonha e ignomínia. O mundo está boquiaberto diante do que está acontecendo e pasmo ao ver o Brasil se distanciar da ciência e do conhecimento e se perfilar ao lado de Paquistão, Arábia Saudita e votar semelhantemente aos Duterte, Arif Alvi, Erdogan da vida.

O mais curioso deste momento, porém, é a subversão dos métodos informativos e estratégia de marketing que consegue o impensável, como transformar mentiras em verdades e direcionar de uma maneira assombrosa, seus seguidores a bovinamente acreditarem em tudo que propagam. Durante a eleição nocautearam os adversários ao transformarem a verdade factual em algo obsoleto!

Repentinamente a verdade passou a ser aquilo que é propagado não mais pelo jornalismo tradicional, mas pelo whatsApp e outras redes. Assim não importa mais o quão absurdo, fantasioso ou estapafúrdia seja a mensagem, ela cola! Conseguiram difamar as universidades, a classe artística, os conselhos, INPE, INEP, ENEM, IBAMA, ANCINE e tudo o mais que se interponha em seu caminho de burrice ou sirva ao seu propósito de criar factóides. Todo o falsiê veiculado no whatsApp se tornou verdade no país do pouco apreço pela leitura e desenvolvimento do senso crítico.

Deste ponto de vista os estrategistas de marketing inovaram, saíram na frente em mobilizar diariamente seu público ainda que ludibriando-os, mantendo mais ou menos o mesmo índice de apoio e lograram êxito em conseguir que até os pobres sacrificassem a própria aposentadoria, o que convenhamos, foi um grande feito só comparável à venda do Partido dos Trabalhadores como o mais corrupto da história, apesar deste ocupar o modesto 9º lugar no ranking. Bem atrás do PP (partido do atual presidente antes de sua eleição), que ocupa o 3 º lugar na lista dos mais corruptos.

É a nova era chegando onde a verdade como conhecemos não vale mais. Agora o que conta é a mensagem que for melhor embalada e vendida para cada público específico. (vide o sucesso da mamadeira de piroca e similares).

Assim, a questão que se coloca acima de tudo agora é; Como enfrentar essa manipulação da linguagem e propagação de “(in)verdades” ? Sem esta resposta, vamos continuar perdendo a floresta, o ar, os corações e a vida... pois, todo regime autoritário se preocupa muito com a linguagem e a comunicação de sua mensagem. E os autoritários não ficam apenas focados em só desmoralizar a divergência: costumam também submeter a língua a uma torção que reinventa o sentido das palavras e fatos.

Quando adolescente li Admirável mundo novo com estupor, fascínio e medo, mas nunca imaginei que a ficção que se passa no ano de 2540, fosse flertar tão rápido com a realidade
Como esquecer o duplipensar:
Ignorância é Força;
Guerra é Paz;
Liberdade é Escravidão

terça-feira, 10 de setembro de 2019

o problema


 "O nosso problema é que uma minoria que ganha 500 mil por mês conseguiu convencer os grupos que ganham 50 mil por mês de que o problema do país, são as pessoas que ganham mil reais por mês". (Prof. Ladislau Dowbor).
...e algum gaiato completou dizendo que convenceram também os que ganham mil a pensarem como os que ganham 50 mil rs!

e eu humildemente lembraria que Marx lá atrás sobre a consciência de classe já ensinava que a consciência dominante será a da classe dominante economicamente pois a classe que domina a superestrutura econômica, política e midiático-ideológica, faz com que a dominação que ela exerce, não seja percebida como tal pelos dominados que passam a assumir como seu, o discurso dominante de que a desigualdade social seria algo natural... e eterniza uma espécie de falsa consciência de classe que é o que estamos vendo agora como por exemplo recentemente vimos pobres e remediados, adotando posições suicidas de apoiar “reformas boçalnaristas” contra si próprios e reverberando o discurso de quem ganha 500 mil.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Desalento


Uma Amiga me perguntou esta semana porque quase não estava falando de política ultimamente e eu na hora não sabia porquê exatamente. Os dias foram passando e fui percebendo que falar sobre o boçalnaro tem me causado estupor...
O boçalnarismo faz tempo não se situa mais no campo da política nem da mínima racionalidade. Tornou-se uma seita! Um bando de fanáticos que se julgam perseguidos pelo mundo todo, mas tem um “enviado” dos céus que é o “mito” que consegue ser mais estúpido que eles.

O boçalnarismo virou uma nova religião e com cegos-fanáticos é impossível dialogar.

É preciso desenvolver novas forma de combate porque o fanatismo religioso está com a caneta presidencial na mão e é perigoso justamente pela capacidade de cooptação.

A aparente entropia boçalnarista é paradoxal porque é reversível

Ficar estupefato e dando combate e/ou trela para eles nas redes não é produtivo porque são obtusos fanáticos e eventualmente cegos pelo ódio emburrecedor. A saída, suspeito, será tocar a vida apesar deles. Eles não suportam ver ninguém bem, harmonizado, equilibrado, solidário e positivo. Isso é kriptonita para o fanatismo religioso boçalnarista que se alimenta apenas do rancor, da destruição revanchista e do ódio.
Não é fechar os olhos nem deixar escapar oportunidades de virar, mas precisamos descansar um pouco e sempre lembrar que o objetivo não é a guerra, mas a vitória.

Poesia, alegria, amor e muito riso neles e deles porque é até inevitável

sábado, 17 de agosto de 2019

Os Onze


“Toffoli descreveu um cenário sombrio”, escrevem os autores Felipe Recondo e Luiz Weber, ambos jornalistas. “Lembrou que o então comandante do Exército, general (Eduardo) Villas Bôas, tinha 300 mil homens armados que majoritariamente apoiavam a candidatura de Jair Bolsonaro.”
O relato do livro é outro tijolinho em um enredo que um dia a História com letra maiúscula contará sobre o Brasil e eleição de 2018. Sobram pistas de que as Forças Armadas deram um “golpe branco” pró-Bolsonaro, emparedaram o STF para impedir a soltura e a candidatura de Lula, algo até hoje a desanimar muito lulista quanto à libertação dele, e não aceitavam a volta do PT ao poder."
https://veja.abril.com.br/politica/livro-os-onze-devassa-a-intimidade-do-stf/?fbclid=IwAR0obobfKM7B02EgGlmT4umg9tU5ReqzNQlNi1A93FO7AlflyqSaoSZw1sg

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Religiões

Ah, as religiões... Que fofas, né!?

Deve-se respeitar quem precisa delas, ponto.
Agora é necessário cerrar fileiras contra toda e qualquer iniciativa delas se imiscuírem no estado. Quaisquer delas apesar de somente dois grupos terem essa pretensão constantemente por aqui.
O Laicismo é um dos pilares principais do estado secular e da democracia.
Devemos defender a democracia e seus valores urgentemente das tentativas de seqüestro do estado pela religião. Já faz tempo que assistimos as tentativas de captura do estado por grupos religiosos que agora estão mais assanhados do que nunca, encorajados pela hipocrisia boçalnarista e seus fanáticos. Basta!



terça-feira, 11 de setembro de 2018

Por que é impossível debater com eleitor de Bolsonaro

Os apoiadores do candidato Bolsonaro podem ser facilmente observáveis em três grupos; os oportunistas que querem cavalgar num candidato mentecapto para implantar seu programa e satisfazer seus apetites financeiros, os delirantes que votam com raiva/ódio contra um partido ou contra o difuso ”tudo isso que está aí”, contra as forças populares progressistas e o terceiro e ultimo grupo que é mais perturbador que são os fãs, que vêem seu reflexo trevoso na silhueta de bolsonada e querem replicar e multiplicar as idéias pré-idade média. Esse grupo tem dificuldade de ler um parágrafo e extrair seu sentido, tal a dificuldade de realizar sinapses basais e encadear raciocínios lógicos.
É compreensível que as pessoas que se identificam mais com a direita, candidatos conservadores e de centro, votem em Alkmin, Amoedo, Henrique Meireles, Álvaro dias e Marina, pois faz parte do jogo e é perfeitamente inteligível, democrático, tornando possível o debate de idéias porque, elas são postulações situadas na esfera da civilidade, mas com boslsominions isso não é possível porque escapam da lógica argumentativa e permanecem prisioneiros no campo das emoções primevas e portanto, privados do uso da faculdade da razão que os permitiria raciocinar, apreender, compreender, analisar, ponderar, julgar e entender o mundo para separar a fantasia da realidade. Deliram até hoje sobre comunismo, socialismo, nazismo... sem ter a menor ideia do que estão falando (clichês) tamanha a ignorância sobre os temas.
O que é assustador agora, é que apareçeram subitamente esses seres humanos se identificando com a ausência completa de civilidade propagada pela candidatura das trevas representada por Bolsonaro que prega a misoginia, a violência e toda sorte de absurdos como armar a população, além de ser claramente incapaz de articular uma única idéia a respeito de qualquer assunto que não seja estapafúrdia, debiloide e infantil na forma e conteúdo.
E esse eleitor do bolsonada, vota com ódio ou se identifica com a alma escura desse candidato o que é perturbador sob todos os aspectos observáveis da condição humana. Ele nem mesmo fica mais constrangido em se expor ou mudar de opinião quando confrontado com o discurso diarréico de bolsonada, porque ele se identifica com ele e perdeu a vergonha de se mostrar, agora que encontrou vários outros como ele.
Bem, esse candidato para além das trevas, é uma auto-imagem de muitos brasileiros: machistas, misóginos, homofóbicos, subletrados, racistas, sádicos e obtusos. Estes eleitores sempre tiveram dentro de si um bolsonarozinho escondidinho lá no fundo à espreita, esperando uma oportunidade para emergir e agora acreditam que chegou o grande momento e não serão idéias, argumentos lógicos satisfatórios, fatos, conhecimento, capacitação, ciências etc, que vão seduzir esse eleitor a mudar. Isso exigiria um outro patamar de civilidade e compreensão de ser e estar no mundo que eles não têm. O que esse eleitor quer é dar vazão à sua ignorância represada e que agora tem um expoente. Ele vota também com muita raiva daquilo que não entende ou odeia e quer extirpar tudo que desafia seu pensamento binário; partidos, pessoas e idéias progressistas (demonizadas na TV) e a dinâmica do mundo com a qual ele não consegue lidar por variadas limitações.
O que eles desejam bem lá no fundo de suas almas escurecidas é eleger um amplificador de seus próprios preconceitos e limites. Encontraram em bolsonada um porta voz de sua visão de mundo. È isso que explica a empatia com o candidato em questão. Desta forma, almejam –inconscientemente talvez?-, se enxergarem no espelho, apenas e nada mais...
Alguém já disse que o dito cujo, não representa nada, além desse reflexo e por isso mesmo é inútil, argumentar com seus eleitores. Ele é o espelho da miséria mental e da ignorância humana em seu estado bruto e tem muita gente gostando de se ver refletido sem ter que sentir vergonha do que são e pensam.
Perturbador.
É hilário que em pleno século 21 tenhamos que debater entre luz e trevas. Parece que estamos 400 anos atrasados em relação à galera de Voltaire.
Alguém acorde Rousseau, Hume, Kant porque estamos voltando para a fase pré “Sapere Aude”

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A Era do Cinismo

Esta semana a Folha manchetou: "Lula perde apoio entre intelectuais de esquerda no país". Lendo a matéria porem, constata-se que se tratava apenas da psicanalista Maria Rita Kehl e ainda assim ela ressalvava que sua “decepção” se dava no âmbito do personagem Lula e não em relação ao líder político. Ora, o comportamento da grande mídia em geral, há tempos confirma e remete a critica feita há mais de trinta anos por Peter Sloterdijk no seu clássico Crítica da Razão Cínica, onde sugeria que o jornalismo estava se tornando um terreno mais fértil para a legitimação pública de 'ideias' do que os canais -propaganda- instituídos para tanto.

Atualmente no Brasil, está escancarada a opção da maior parte do jornalismo da chamada grande mídia, em fazer parte de um amplo processo de propaganda de interesses particulares e governamentais, desvinculando cinicamente de vez, daquilo que um dia convencionou-se chamar no jornalismo, de interesse público.

Nestes dias em que a mídia gorda e cínica dedica-se a massacrar Lula em tempo integral, vejo algumas pessoas declarando-se desiludidas com Lula, como se ele algum dia tivesse se disposto a ser santo a ponto de levitar, projetando nele seus desejos idealizados, que ele nunca se dispôs a realizar, uma vez que  Lula sempre foi um líder pragmático tão somente, daqueles que 
-como diz o sovado chavão-,  sabem que para fazer omelete é preciso quebrar os ovos.

Quem procura um santo, deve procurar em outro lugar, não na política, muito menos na política brasileira. Os que se dizem santos, na política, vão pouco a pouco derretendo como se tem visto. Os hipócritas são o que há de pior desde sempre como se sabe.

É claro que Lula deixou a ponta do rabo para fora e não dá para negar que ele manteve relações promíscuas com parte da elite, acreditando que seria “aceito”  na festa dos bacanas sem ser um deles. Não foi. Não seria e não será nunca, como se vê nas manifestações explícitas de ódio de classe e perseguição midiática e judicial.
Não conseguem admitir a obviedade indiscutível de que ele, o Lula fez o que nunca fizeram nem se interessaram em fazer: O mais progressista e melhor governo desde Vargas, patrocinando a  maior inclusão social na história brasileira e ainda hoje é o político mais popular da atualidade.

Embora nada até agora tenha sido provado em termos de corrupção, apesar do massacre maciço e diário, (Desejamos que não seja afinal ele é investigado incessantemente há mais de trinta e cinco anos), não é tampouco, hora de chorar, por parte daqueles que descobriram tardiamente que Lula não levita e nem anda sobre as águas, pois a feroz perseguição judicial e midiática contra ele além de cínica e preconceituosa, é um gravíssimo atentado às liberdades e ao estado do direito, que pode atingir a qualquer um de nós, como aconteceu recentemente com o blogueiro Eduardo Guimarães. O pouco caso e a lassidão da justiça com corruptos notórios e comprovados em face do monumental esforço em torno das questiúnculas Lulistas, ilustram bem a desfaçatez e novamente o cinismo com a moral e ética que faz desses conceitos, um reles eufemismo para guerra política.

Não obstante a todo o circo do golpe e seus desdobramentos e a procura desesperada por algum ‘pelo em ovo’, é possível que encontrem finalmente o santo graal ou pedalinho... etc, que tanto procuram, através de Leo Pinheiro, o homem da OAS, já que ele se encontra sob extrema pressão para ganhar a liberdade, considerando que ele já teve anteriormente sua delação recusada, por se negar a acusar Lula, então é possível que agora acuse ou acrescente o tal “fato novo” exigido pela vara de Curitiba, que permita finalmente o consórcio do golpe a prender Lula e impedi-lo "legalmente" de disputar a eleição, que é o supremo desejo da direita hidrófoba que, segura de sua impunidade esgrime sua hipocrisia favorita: cadeia para todos os corruptos.(*rs!)

A conferir !?

Ademais, malfeitorias à esquerda e direita a parte, é preciso lutar agora aguerridamente por alguma isonomia, alguma justiça em tudo que se vê no Brasil da casa grande, para fazer frente ao ódio e à criminalização de encomenda, planejada e dirigida somente a Lula/PT, pois a luta não é moral, nem nunca foi. É de classes! Ponto. Ética e moral nesse processo nunca interessou aos hipócritas a não ser como pretexto e munição. Os sorrisos e afagos do julgador Moro em Aécio, Temer e quejandos, falam mais que um bilhão de palavras.

Como disse o poeta Miró, "Deus é grande, mas o diabo tem um metro e oitenta!"


segunda-feira, 13 de março de 2017

Lugares

 ...vai daí que lá pelo terceiro macieira, tive um estalo e comecei a lembrar dos diferentes lugares que morei: Jataí-Go, Rio Verde-GO, Goiânia-GO, Arujá-SP, Ferraz-SP, São Paulo; São Miguel, Penha,  Tatuapé, Vila Diva, CECAP (Guarulhos-SP),  Vila Mariana, Santana, Centro (copan), Vila Diva, Santana novamente, Bela Vista, Vila mariana, Centro (baixo augusta), Paraíso, Centro (Copan novamente), Jataí-Go, Copan (de novo novamente), Higienópolis, Belo Horizonte-MG, Pinheiros, Vila Madalena, Imirim, Aclimação, Santa Efigênia, Aclimação novamente, Richmond-CA (USA), Novato-CA (USA), San Rafael CA (USA), San Francisco CA (USA), Santa Efigênia (Luz), Saúde, Centro (prox Pça Roosevelt), Santa Cecília, Barra Funda, Caraguatatuba e agora República...

Vish!