terça-feira, 5 de dezembro de 2023

O FUTURO NÃO É MAIS COMO ERA ANTIGAMENTE... ♫ ♪ ♬ 🎼

Será que quando o Renato Russo escreveu esta frase ele já antevia os tempos atuais, ou a aceleração da fase mais tecnológica da humanidade já se fazia sentir? Foi mais ou menos nessa época que apareceram o Cd´s, Dvd´s, e os vinis começaram a agonizar... e pouco tempo depois surgiria a internet.

Semana passada em Brasília, eu dormi com fome e com raiva após sair de um Show no estádio Mané Garrincha porque eu não consegui encontrar nada aberto.... Nem bar, boteco, bodega, quiosque, churrasquinho de gato, restaurante... NADA e então me senti meio idiota, ultrapassado, tiozão e faminto!?.


Injuriado, perguntei a um motorista-Uber onde poderia comer qualquer coisa e ele me disse que a única coisa aberta naquela hora seria o Restaurante Coco-Bambu -que aliás pertence a um apoiador da plataforma boçalnarista diga-se-, numa região nobre lá nos quintos dos infernos. 

Revoltado eu disse; não é possível que não exista alguma birosca nessa cidade grande e capital do país e ele disse que esse tipo de comércio aberto àquela hora, só existia no mundo real na periferia, onde tem uns pagodes e tal que seria nas cidades satélites, mas como eu não iria viajar 30 km, só para comer um misto quente, voltei para o hotel resignado a mastigar uma barra de cereal e dormir, mas chegando lá, notei que havia dezenas de pessoas de todo lugar do norte e centro-oeste do país igualmente recém saídos do Show e com o mesmo problema ali no saguão do hotel, mas todos após ouvir a recepcionista, simples e naturalmente sacavam seus celulares e rapidamente as mais variadas comidas se materializavam, trazidas por escravos modernos também chamados "empreendedores", ofegantes e exaustos em suas bicicletas financiadas.

Eu sempre fui contra esses aplicativos porque acho uma maldade aqueles milhares de ciclistas entregando comida que eles mesmos jamais comerão bla, bla, bla... 

Ao mesmo tempo em que estava faminto, eu também não queria apenas comer  solitariamente num quarto de hotel, comida de caixinha e talheres de plástico. Eu queria sentar e comer e tomar uma cerveja numa mesa compartilhando aqueles momentos do show, comer, celebrar..., mas isso é coisa de gente antiga, como eu viria a descobrir nos minutos seguintes vendo as novas gerações comendo naturalmente, enquanto apertam mil botões e olhos fixos nas telas onde a vida agora acontece...

Também, como moro no centro de São Paulo há muitos anos e no mesmo prédio que moro tem uma adega 24hs, na esquina tem um bar/restaurante igualmente 24 horas, além de outras dezenas de lanchonetes 24hs, num raio de 500 metros, eu sempre pude boicotar alegremente esses aplicativos, e acabei esquecendo de que, nem sempre todas as ocasiões da vida se dão em ambiente controlado como quando viajamos, por exemplo...

Foi então que ali naquela hora, senti na pele o quanto a minha recusa etariana (e inconsciente?) em admitir o “futuro” e as inovações tecnológicas é uma coisa estúpida, infrutífera e irracional!  A resistência ao novo e à velocidade que as mudanças estão trazendo, simplesmente nos atropela, e pensar que podemos contornar essa avalanche é o auto-engano mais comum, imbecil e caro para muitos da minha geração e virtualmente para mim mesmo que nem sou tão tecnofóbico assim, mas vez por outra, sou atrasado na interpretação da realidade e na adesão às novidades que muitas vezes nem são tão novidades mais (risos!). A sorte é que convivo com muitas pessoas da geração digital  e tenho ocasionalmente chances de observar o modus vivendi deles. Não fosse por isso, eu estaria ainda pior, ou como diria minha sobrinha correndo nas savanas atrás de um Cervo.

Essa resistência às velozes mudanças tecnológicas segundo pesquisa datafolha, atinge especialmente os nascidos antes de 1980 e então lembrei que no início do século XX quando começaram a surgir os automóveis em grande escala, os charreteiros, partiram para cima dos carros e foi o maior quebra pau em vários lugares mundo a fora, inclusive na estação da luz, que era a porta de chegada e saída de São Paulo. Ironicamente algumas décadas mais tarde quando apareceu o Uber foi a mesma coisa com os taxistas quando aconteceram novas escaramuças e antes, quando surgiu a Tevê, diziam que aquela caixinha ridícula, nunca desbancaria o rádio que a todos encantava. Quando apareceu o WhatsApp as empresas de telefonia se insurgiram contra, numa tentativa de manter o monopólio, salvar o telefone fixo, mas de nada adiantou também.
Como se sabe o futuro se impôs rápido e esmagadoramente em todos os casos.

Agora mesmo, em grandes cidades pelo mundo afora, os carros de aplicativos já não tem mais motoristas, a comida é entregue por drones, assim como sangue para transfusão, órgãos para transplante e, até um singelo pote de sorvete para a larica, cruza os céus até seu destino conforme comandos cibernéticos que os Apps determinam. Atualmente, um cirurgião cardíaco da universidade de Colúmbia-USA, já opera pacientes em um hospital moderno em São Paulo por meio de um aplicativo robótico 5G, ao mesmo tempo em que ainda há pessoas -como eu-, achando que podem resistir às inovações, quando na verdade seremos tão somente e prosaicamente atropeladas pelas inovações porque o futuro não é mais mesmo como era antigamente.

Simplesmente não dá mais para viajar, se divertir, embarcar no avião, sem o Qr code no celular, ver a previsão do tempo, tomar trem, ônibus, comprar passagem, ver o roteiro seguro na viagem, olhar o cardápio no bar ou restaurante etc e etc..., .  Não se consegue nem entrar num show ou marcar uma consulta médica sem um decente e onipresente celular. NADA!

Claro que as corporações ainda mantém um diminuto grupo de atendentes telefônicos para resolver a vida das pessoas tecnofóbicas, e/ou idosas e resistentes a compreender o futuro e a velocidade das inovações, mas cada dia está se tornando mais difícil com a implantação dos atendentes robotizados e em pouco tempo esse suporte telefônico desaparecerá de vez e aí de quem não tiver um sobrinho(a) ou neto(a) para socorrer.

Enfim, são tantas coisas que são lógicas e naturalmente incorporadas pelas gerações digitais e tão doloridas para a minha, (analógica), que a lista está ficando cada vez mais longa e quanto mais resistimos mais complicado fica.

Durante a pandemia por exemplo, me senti um fóssil vivo ao saber que eu era o único habitante do planeta que ainda não tinha um “dongle,”  e ainda não tenho, mas juro que vou me presentear com um Fire Stick neste natal. Acho que foi durante o confinamento que fiquei sabendo dos dispositivos “dongle” vendo uma live da Paula Lavigne conversando com Caetano veloso que é 20 anos mais velho que eu, mas é atualizadíssimo pelo jeito e comentando com amigos, fiquei com a sensação de que quase todos já tinham, menos eu.

Também ainda não assino muitas plataformas de streaming etc rs... Sou resistência e procuro outros caminhos, mas já começo a ser olhado como tiozão-teimoso pelas gerações digitais e, sei que em algum momento próximo será inevitável aderir, se quiser continuar vendo filmes que desejo ver, pois está virando um serviço básico como conta de luz, agua... Além disso -pasmem-, mas ainda não tenho Kindle e sim, ainda leio livros de papel.

Algum tempo atrás, um amigo querido que mora no interior veio me visitar e no dia de ir embora para o aeroporto de madrugada, levantei fiz um café e ele pediu para eu chamar um taxi e achei que ele estivesse brincando, mas não, era verdade mesmo. Preocupado, sugeri que o melhor a fazer àquela hora era chamar um carro de aplicativo porque eu não fazia ideia de onde poderia haver um taxi, ao que ele respondeu com certo orgulho que não tinha “esses aplicativos” e então tive que chamar e consequentemente pagar um Uber para ele emergencialmente, para evitar que perdesse o voo, sem falar que ele também não tinha o QR code de embarque no celular e tive que imprimir o dinossáurico cartão de embarque em papel para ele na noite anterior, porque ele tinha perdido o que o filho havia impresso e entregue a ele.

Na visita do ano seguinte, ele veio de carro e reclamou que ficou horas num congestionamento na zona oeste porque estavam recapeando as vias principais da região e ele também não tinha Apps de trânsito e se lascou todinho.
Da mesma forma, assim como ele, eu também não estava habilitado para o futuro na noite trágica e famélica em Brasília após o show do Paul MacCartney em que recusei baixar o Ifood e saí procurando um “lugar” até aprender que brigar com o futuro é uma burrice sem fim.

Assim, toda vez que algum humano for visto por aí falando que precisa ir ao banco ou perguntando como se chega em determinado endereço ou que condução ele deve pegar para ir para tal lugar... pode ter certeza de que se trata de um viajante temporal que veio da idade média, ou um resistente atemporal combatendo contra o futuro, tal a infinidade de aplicativos de navegação gratuitos e usados largamente que informam até a hora que o ônibus chegará ao ponto, etc.

Um outro vacilo do tipo resistência etária e estúpida às inovações foi não ter migrado os cartões e documentos para o Celular, pois recentemente, meu cartão foi clonado por uma maquininha onde fiz algum pagamento, e sacaram 500,00 da minha conta e só não rasparam tudo, porque tenho um limite de saque na madrugada.  Se eu não fosse tão lento e jurássico, e já estivesse usando a função NFC do Celular nada disso teria acontecido porque o acesso depende do face Id e toda vez que for usar ou pagar alguma coisa ele gera um novo número virtual que só vale para uma transação e assim fica impossível fraudar e desta forma também fica sendo desnecessário carregar carteira com cartões e documentos, etc.… porque está  tudo no aplicativo carteira.


Por algum tempo ainda haverá empresas fabricando coisas extemporâneas como o tal celular minimalista -que não serve pra nada-, para idosos/resistentes  e também para os tecnofóbicos, com aquela a conversa mole pra boi dormir de que os aplicativos estão enlouquecendo as pessoas, mas é só oportunismo  mercadológico e para faturar e vender um produto natimorto para os membros da resistência (ao futuro), assim como os devotos do radio que eram contra a tevê, que era associada a satanás, pois há ainda muito mercado para a tecnofobia que está em alta em alguns segmentos, como aquele povo que não entendeu até hoje que os mensageiros instantâneos (tipo o whatsApp), substituiu as antigas ligações telefônicas, e demoram uma vida inteira para responder e agora celebram o celular minimalista nas conversa de botequim, mas muitas vezes tem um aparelho de ultima geração no bolso para falar com o(a) amante. 

Claro que sempre teremos a opção do isolamento/alienação completa, mas é coisa radical e para poucos. Por ora, o certo é que viver com um pé na era digital e outro nas cavernas de Guadix, esta ficando cada dia mais difíci.

Como o poeta Belchior antecipou na canção “como nossos pais”, o novo sempre vem♬...  

Então, o fato do “futuro” ainda não ter chegado e/ou e nos atropelado onde quer que a gente viva, não significa que será possível driblá-lo por muito mais tempo. No máximo se poderá adiar o choque que sobrevirá inevitavelmente em situação e lugares inesperados, como ficar em engarrafamentos, levar multas, dormir com fome, não encontrar o ônibus certo, passagem aérea barata, ou então incomodar as novas gerações para resolver as coisas simples como , olhar o cardápio no bar, tirar documentos, passaporte, etc, porque agora "o futuro não é mais (tão lento) como era antigamente".


E.T:  depois que escrevi isso, já baixei o Ifood, o ViajaNet, ja ativei o NFC no Celular e adquiri um Fire Stick. Ufa!  Logo, logo eu chego no Kindle.



segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Milei e a erosão da democracia.

A única explicação para eleição do Milei, é o vício de origem da democracia que pressupõe que os partícipes são razoavelmente informados e compreendem minimamente a funcionalidade do sistema em que vivem.

Só que não

A extrema-direita sacou isso e vem apostando todas as fichas na desinformação como arma estratégica, porque percebeu que a maior parte das pessoas tem muita preguiça de se informar e baixíssima capacidade de escrutínio crítico sobre os conteúdos que acessa ou recebe.

Segundo o cientista político e professor de Estratégia, Economia, Ética e Políticas Públicas da McDonough School of Business da Universidade de Georgetown, Jason Brennan, a democracia não funciona mais adequadamente porque as pessoas passaram a construir suas opiniões na era da internet, baseadas em informações de baixa qualidade ou falsas.

Enquanto os progressistas batem cabeça para encontrar saídas, a direita não hesita e dissemina fake news e/ou artigos disfarçados de jornalismo sério, gratuito e ao mesmo tempo, trata de difamar o jornalismo profissional, instituições públicas e a política, como forma de solapar a democracia sub-repticiamente e instaurar o autoritarismo.

Milei, um desequilibrado que nunca administrou nem um carrinho de cachorro quente, diz que se aconselha com o espírito do seu cão de estimação falecido, enaltece a sangrenta ditadura argentina, é a favor da comercialização de orgãos, quer o fim da educação pública, da saúde pública, do Banco Central, da moeda nacional e que a Argentina rompa com o Mercosul.

Claro que nada disso é fácil de realizar (senão impossível) considerando que ele não tem maioria no Parlamento e na argentina não existe “centrão” para mercadejar apoios.

Enfim, a derrocada da democracia no mundo todo preocupa e não deixa de ser assustador o nível de alienação da realidade factual, a que os cidadãos se entregaram, na era pós-internet.

Embora abundem informações, tornou-se muito mais complexo e trabalhoso separar o joio do trigo e interpretar a realidade em separado do desejo e convicções religiosas e a extrema direita entendeu isso mais rápido do que os demais “players’ quando elegeu Trump e Bolsonaro.

 


segunda-feira, 9 de outubro de 2023

O Conflito Israelo-Palestino e a simplificação Mocinho x Bandido.

O evangelicalismo de conveniência e a asnice, correram às redes para jorrar ignorância, má fé e estupidez sobre o conflito israelo-palestino, com o expediente batido de intepretação des-contextualizada do velho testamento para justificar o terrorismo praticado pelos israelenses há décadas contra o povo palestino.

Não se trata de defender nenhum dos lados nesse horror, mas um mínimo de atenção aos fatos históricos, e senso do ridículo cairia bem.

O show de desconhecimento histórico e ranço religioso começou com o famoso pastor André Valadão da Igreja Batista da Lagoinha, citado pela imprensa em vários escândalos e bolsonarista de carteirinha, referindo-se ao Livro de Josué e a forçada interpretação sob medida e descontextualizada para afirmar que a terra onde os palestinos vivem há milhares de anos, pertencem ao “povo de Deus”, seja lá o que isso quer dizer e que deus seria esse.

Na sequência, outra radical, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), conhecida prócer do evangelicalismo nacional, se disse "em lágrimas", pediu paz e declarou: "Ó, Israel, como te amo!"

Bem, para quem não é muito familiarizado com a crença evangélica, pode a princípio parecer um contrassenso esse respaldo sem limites a uma religião e a um povo que sequer crê no ponto central do cristianismo, que é aceitar Jesus Cristo como seu messias, mas sigamos.

Segundo artigo da Anna Virginia Balloussier na folha de São Paulo, “a bem da verdade, por muitos séculos, protestantes —precursores do pentecostalismo que hoje domina essa parcela cristã no Brasil— não deram muita bola para Jerusalém. A cidade disputada por palestinos e israelenses tinha mais capital simbólico para judeus, católicos e muçulmanos, como lembrou o pastor Valdinei Ferreira, líder da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo.

O que mudou então? A partir do século 20, começaram a popularização das teologias que passaram a interpretar de modo convenientemente literal as profecias bíblicas que envolvem o Apocalipse e a volta de Jesus.

Fatos modernos, como a criação do Estado de Israel, em 1948, após o empenho nazista em exterminar a comunidade judaica, são lidos a partir dessa lente profética. Grupos evangélicos acreditam no retorno de Jesus à Terra para comandar o Juízo Final. E as profecias apontariam que o renascimento de Israel, ou seja, o Estado que surge após o Holocausto, seria contemporâneo a uma nova vinda do filho de Deus.

Claro que o projeto de salvação implicaria na conversão de judeus ao cristianismo, mas esses, não dão a mínima para o cristianismo, mas isso é só um detalhe.

O livro de Apocalipse fala ainda dos "144 mil selados de todas as tribos de Israel", que contemplariam os verdadeiros adoradores de Deus, com vaga garantida no céu. "Mas cremos que judeus podem ser salvos o tempo todo", diz o apóstolo Estevam Hernandes, fundador da Renascer em Cristo, igreja que adota artefatos judaicos como a mezuzá. Bastaria ceder neste caso, ao que cristãos entendem como verdadeiro Senhor.

A ênfase no simbolismo judaico não se restringe à Renascer. A Igreja Universal do Reino de Deus chegou a erguer sua própria réplica do Templo de Salomão, do filho de Davi, o maior rei de Israel, com Bate-Seba, conforme a narrativa bíblica. A inauguração, em 2014, contou com o bispo Edir Macedo em trajes típicos do rabinato: quipá, talit (o xale de orações) e uma farta barba branca, tal qual um profeta.

No mesmo ano, em entrevista à Federação Israelita do Rio de Janeiro, o pastor Silas Malafaia deu seu pitaco: "Para nós, o Deus de Israel é o nosso Deus. Não tem nenhuma absolutíssima diferença".

Nos últimos anos, a defesa evangélica a Israel ganhou contornos políticos mais salientes, com pressões para a mudança da embaixada dos países de Tel Aviv para Jerusalém. Em 2017, o então presidente dos EUA, Donald Trump, assim determinou, e o embaixador americano até hoje fica em Jerusalém, assim como o de um punhado de nações de menor expressão, como Guatemala e Honduras. Bolsonaro bem que tentou seguir os passos de Trump, mas o plano não foi adiante no Brasil.

Tamanho é o apelo de Israel entre evangélicos que pululam agências de viagem com pacotes específicos para esse turista cristão, da Caravana Selados com Espírito de Deus ao Cruzeiro Gospel.”

Outro artigo interessante sobre o tema é o do Prof. Da UNB Luis Felipe Miguel onde explica:

“É difícil simpatizar com o Hamas – um movimento de caráter fundamentalista, que afirma que “o Corão é a nossa constituição”.

E o terrorismo, fazendo vítimas civis indiscriminadamente, é sempre repugnante. O sofrimento que causa não pode ser ignorado.

Mas não é possível não tomar lado a favor dos palestinos, vítimas há décadas da agressão israelense.

Israel é um Estado terrorista. O que pratica contra o povo palestino tem nome: genocídio.

A fundação do Estado de Israel, em 1948, passou pela expulsão de 750 mil palestinos de suas terras – nas palavras do historiador Ilan Pappé, um israelense crítico de seu país, um processo de “limpeza étnica”, para retirar os indesejados de seus territórios.

Desde então, a história é de anexação de territórios e muita violência. A Faixa de Gaza é um grande campo de concentração – Israel mantém um severo bloqueio contra o território, impedindo o trânsito de pessoas e de produtos. Faltam suprimentos, falta energia elétrica, falta água. Ataques “preventivos” ou “retaliativos” contra civis são frequentes.

É fácil condenar a violência do Hamas. As imagens são mesmo chocantes.

Mas a causa é a violência do opressor – isto é, de Israel.

Os palestinos lutam desesperadamente para romper a pasmaceira da comunidade internacional e chamar a atenção sobre sua situação. (E talvez não custe lembrar que o Hamas era um grupo irrelevante até que Israel decidiu financiá-lo, com o objetivo de enfraquecer a esquerda laica e criar discórdia entre os palestinos.)

Quando a indignação é seletiva, como na imprensa que recrimina o terrorismo do Hamas mas não é capaz de definir o Estado de Israel com os adjetivos certos (terrorista, racista, genocida), parece que aos palestinos não cabe outra alternativa que aceitar passivamente tudo o que sofrem.

Na primeira metade do século passado, a condenação ao nazismo e a solidariedade com suas vítimas formavam um imperativo moral absoluto, com o qual não era possível tergiversar.

Hoje, o repúdio ao expansionismo de Israel e a defesa da liberdade, da dignidade e da autonomia da Palestina traçam uma linha divisória que separa quem de fato defende os direitos humanos de quem transaciona com eles.

Que a ofensiva palestina iniciada anteontem sacuda a consciência do mundo e contribua para frear a truculência israelense – único caminho possível para a construção da paz.”

Apesar do esforço da mídia ocidental “cristã” padecer do viés pró- Israel, tornou-se impossível, esconder que o terrorismo de estado praticado contra o povo palestino e que transformou a faixa de Gaza, no maior campo de concentração a céu aberto do mundo.

Nos últimos anos, Israel bombardeou instalações de tratamento de água, centrais elétricas, hospitais e escolas de Gaza, fechou as suas fronteiras e portos, proibiu a operação de um aeroporto e destruiu pelo menos um terço das terras agrícolas dos  palestinos desde 2000, quando autorizou assentamentos israelenses ilegais em territórios Palestinos.

O ataque terrorista do Hamás é apenas uma centelha de reação ao terrorismo israelense, que é legitimado e escamoteado por muitos interesses diversificados, e que  parecem aceitáveis-edulcorados pela afinidade cultural. Afinal de contas, a civilização israelense é "coisa nossa", moderna, pop, contemporânea, limpinha e cheirosa e oposta à barbárie árabe-muçulmana medieval e cozida na religiosidade opressora, dos direitos individuais, das mulheres etc, etc.

Fato é que enquanto não houver negociação e instituição de dois estados com reconhecimento internacional, o morticínio de lado a lado nunca terá fim.



quarta-feira, 7 de junho de 2023

Os sons...

De uns tempos pra cá, quando vou para o litoral ou para o interior, ou até mesmo em casa, as vezes evito ligar aparelhos sonoros. Gosto de ouvir o som do ambiente, o canto dos pássaros, o farfalhar das folhas ao vento, as ondas do mar, o barulhinho da chuva, os passantes, ou o silêncio... e fico ligeiramente irritado quando alguém já chega colocando “música” em todo lugar e a todo instante e já partindo do pressuposto -enganoso-, de que todas as pessoas gostam das mesmas coisas sempre, como por exemplo, ouvir o Alceu Valença o tempo todo... e olha que gosto muito do Alceu.

Tenho pensado porque logo eu que adoro música tenho me aproximado tanto do silêncio e do som ambiente, mas isso foi um processo lento e natural que foi acontecendo... e fico me perguntado se é porque estou envelhecendo, mas não vejo isso acontecendo com os amigos da mesma idade que seguem barulhentos como eu também sempre fui!? Ah, então porque será? Não sei!

Agora fiquei sabendo que uma equipe de estudiosos e adeptos do som ambiental, estão construindo grandes megafones para ouvir os sons da natureza, em lugares para descanso, cura e contemplação e que é um movimento crescente esta apreciação do som ambiente e então descobri hoje que não estou tão só assim, o que me trouxe um certo conforto.

Esses megafones estão sendo colocados estrategicamente nas florestas europeias para que, quando um caminhante estiver no centro, o som da floresta os envolva com o tipo de som surround natural de 360 ​​graus ao qual nossos sistemas de entretenimento doméstico só podem aspirar segundo os engenheiros e especialistas envolvidos no projeto. Os megafones sem eletricidade são gratuitos para todos os amantes da natureza e permanecerão nas florestas, teoricamente, até que a madeira seja recuperada pela natureza.

Aqui na contramão, as praias estão cada vez mais poluídas pelas músicas-lixo que jorram das milhares de caixinhas de som que empesteiam o ambiente, onde quer que você vá.

Embora eu goste muito do som ambiente de onde quer que eu esteja quase sempre, as vezes há momentos em que gosto de ouvir musica e fico ruidoso também, em ocasiões mais festivas digamos, ou então no dia a dia em casa mesmo na barulhenta Sampa, muitas vezes ligo o som e fico ouvindo musica em volume alto e tal, mas não é o tempo todo e a noite gosto de ouvir a voz da Narayana Borges no telejornal da meia noite para embalar o sono. 

No litoral, as vezes coloco Mauro Senise, John Cotrane, Ricardo Silveira, etc, como fundo musical para leitura ou conversas, mas ainda sim não muito alto para não competir com o canto das saíras no Flamboyant ao lado da janela, nem com o som das ondas quebrando...

Por outro lado, também tem hora que só um Ministry mesmo para colocar as coisas no lugar, mas de modo geral tenho preferido mesmo o som do ambiente.

Outro fenômeno que tenho observado são as alterações brutais no gosto musical de todos nós...  Parece que fomos todos mudando rápido a partir de certa altura da vida pós-internet e está cada dia mais difícil -se não impossível-, ouvir música conjuntamente pois o que parece agora divino para alguns, soa como um tormento para outros, de maneira que os megafones da natureza que descobri hoje, parecem cada vez mais atrativos. 

Para ver imagens de alguns deles instalados e funcionando, clique aqui.


 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Pobre soterrado é efeito colateral

De repente comecei a receber um monte de ligação pra saber se eu estava vivo... até de gente que eu nem lembrava rs... Enfim, muita falação sobre a chuva torrencial, mas não tem nehuma novidade, na real.

Todo ano é assim!  Nunca muda.

Triste essa história do capitalismo financeiro e o mercado imobiliário estocarem os terrenos com 100% de habitabilidade e deixar aos menos favorecidos somente encostas e áreas alagadiças. É preciso votar melhor! É preciso aperfeiçoar e fazer valer uma a lei de uso e ocupação de solos decente.

Todo ano tem essas chuvas torrenciais, deslizamentos, alagamentos todos ficam indignados, o Datena fica gritando, a mídia faz barulho, todos ficam assustados etc e tal ...e se solidarizam com os vizinhos e cada buraco vira notícia, e depois tudo se acalma, os mortos são esquecidos porque são pretos e/ou pobres e no Brasil nós temos o conceito de fatalidade também que ajuda pra caralho, né!?  E quando a fatalidade não cola, ainda tem o argumento divino que sempre funciona, basta jogar a conta nos ombros do altíssimo que tudo se ajeita.

Massss, o ano que vem acontece tudo igual novamente, porque não há investimento em infra- estrutura, e principalmente educação e os ricos/capital continuarão a grilagem e titulação das áreas úteis para a habitação dando sequência à histórica estocagem dos melhores terrenos pra especular no momento certo, sob as vistas grossas ou conivência do poder público desde sempre, e amparada por uma ideia equivocada, injusta e conveniente de propriedade privada, elaborada e pensada para substabelecer privilégios e manter os pobres a distancia pendurados nas encostas, nos brejos e sempre sujeitos a intempéries e a morte, inundados, soterrados e alagados.

As estradas nessa época serão erodidas etc..., mas sempre haverá uma empreiteira já pronta para ganhar a “licitação” e fazer um reparo vagabundo que irá desabar nas próximas chuva e para o ciclo eterno recomeçar e a roda do capitalismo de compadrio continuar a girar a favor dos mesmos de sempre.

Podemos aguardar, que o ano que vem terá a repetição ad nauseam e nova edição da lamentações e culpabilidades climáticas e divinas que sempre atingem a mesma classe social e em lugares imprestáveis para habitação.

Certa vez morei em São Sebastião e passei por três inundações dessas em um ano e meio. Lembro de ter ficado dias inteiros de balde e rodo na mão e rezando pra parar de chover e essa casa esse bairro por exemplo existe há 30 anos e todo ano fica debaixo d´água.  Depois de um ano e meio, vazei porque apesar das promessas, o sistema econômico-político não é pensado para favorecer os bairros que mais precisam.  Ele é arquitetado pela ganância e voltado para a acumulação e benefício dos mesmos sempre, sempre.

De vez em quando alguma casa de burguês também vai p/ vinagre, mas é raro e eles tem seguro.

...e ademais quando os bem postados sofrem algum revés, nunca ficam inundados segurando o Tevê na cabeça. Apenas perdem ou ganham mais ou menos bilhões a cada vicissitude da vida. O problema deles é do tipo que está acontecendo no imbróglio das Lojas Americanas; quem roubou quem (entre eles mesmos), e quem sairá da esperteza com mais ou menos bilhões.  E são essas pessoas que patrocinam políticos que fazem as leis que visam beneficia-los e nunca quem de fato precisa.

Quem morre soterrado e ou perde a TV e o liquidificador comprado em 24 pagamentos nas casas Bahia, -quando não a própria vida-, são os pobres e/ou pretos. Para eles, a sociedade destina uns três dias de notícias, comoções, lágrimas de crocodilo, algumas cestas básicas e sobrevoo de helicóptero de governador, promessas e já está bom demais.

O importante é que a máquina de moer gente da economia selvagem, não pare só por causa de algumas poucas vítimas da “fatalidade” ou os “desígnios de Deus.”

Moral da história; Pobre soterrado é só efeito colateral.

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Sobre o fim da terra plana e do pesadelo mundial.

 

Apesar do amor ter vencido o ódio, não deixa de ser assustador que quase metade da população tenha apoiado uma plataforma fascista, odienta, hipócrita acima de tudo e cultora da morte (eu não sou coveiro!), e da destruição de tudo: Instituições democráticas, povos nativos, meio ambiente, saúde, educação, lgbtqia+, pobres, pretos, e segue a lista...

Agora sem espírito revanchista, temos que reinstitucionalizar o país, recuperar a imagem e respeito internacionais, reinserir o Brasil de volta ao seu patamar no pacto das nações civilizadas e que respeitam a ciência, mas sem esquecer quem são os apoiadores e representantes do atraso e que circulam entre nós no dia a dia e permanecermos vigilantes porque eles sempre estarão prontos a emergir dos esgotos, toda vez que algum repulsivo ignorante lhes der voz.

Segundo alguns estudos 27% dos eleitores boçais se identificam com o próprio e esses são irrecuperáveis, não tem salvação porque são perversos em sua própria natureza e o restante dos apoiadores dessa plataforma- dos “meninos vestem azul e usam granada e as meninas vestem rosa e usam pistola”-, se dividem entre; interesseiros-oportunistas, obtusos empedernidos, ingênuos, alienados, ignóbeis e idiotas.

Seja como for, daqui para a frente não poderemos esquecer esta triste realidade e trabalhar duro para reduzir este contingente que quase atira o país de vez no abismo diante da incredulidade do mundo civilizado que assistiu os últimos quatro anos pasmados com a escatologia e vulgaridade dessa gente perversa e atrasada.

Desta vez deus/universo salvaram o Brasil da perversidade, mas foi por muito pouco. O Mundo acordou aliviado com a derrota do atraso, masagora nós sabemos que estamos rodeados de gente ruim.

Agora resta esperar que o Jair e seus comparsas que tem as mãos sujas de sangue, respondam na justiça pelas mortes de milhares de compatriotas que feneceram devido ao negacionismo científico e à Damarização/danação das políticas públicas de estado que deveriam pairar acima das ideologias, mas que foram debilitadas propositadamente.


terça-feira, 4 de outubro de 2022

...não é Corinthians x Palmeiras. É sobre o futuro!

Com a eleição de 27 senadores bolsonaristas, abre-se a possibilidade do país virar uma republica retrógrada e hipócrito-religiosa caso Boçalnaro se reeleja, porque depois de comprar a câmara com o orçamento secreto, o senado é que segurava um pouco ainda os desvarios boçais, mas se por acaso o Boçal se reeleger, o que espero que não aconteça, aí ele teria maioria total nas duas casas que sempre foi o sonho dele: Se tornar o “ditador eleito” que sejamos honestos, sonho que ele nunca escondeu.

Com maioria nas duas casas ele muito provavelmente conseguiria aprovar o impeachment de ministros do STF e também alterar a constituição para aumentar o número de ministros no STF para 15 e dominar o judiciário também, como aconteceu na Hungria, Rússia, Filipinas, Turquia, Polônia e Venezuela, cujo modelo que aliás, ele insiste em colar na esquerda quando na verdade é o seu modelo. Desse modo, assim, que conseguir maioria absoluta no STF e se livrar de vez do último freio constitucional, estaria com o caminho aberto para se entronizar como imperador do país.

Passo seguinte virá por gravidade que é se tornar ditador disfarçado de presidente como o Erdogan na Turquia que está presidente há quase 20 anos, só para ficar em um exemplo de país em que a câmara/senado e judiciário são controlados pelo executivo que sufoca a oposição e o contraditório. Aliás, não é à toa que Boçalnaro tem como ídolo os mandatários de Hungria, Polônia etc...

Uma vez esmagado todo o sistema de pesos e contrapesos que equilibram o sistema democrático, começam os desaparecimentos/assassinatos envenenamento de opositores e o completo silenciamento do contraditório e a instauração da ditadura disfarçada de democracia como acontece atualmente nesses países que o Boçal admira, já que nenhum presidente de pais avançado, civilizado e democrático lhe dá moral ou conversa.

Assim morrem as democracias nos tempos atuais segundo o estudioso Steven Levitsky; corroídas por dentro. Este é o plano macabro em curso no Brasil e o Boçal nunca escondeu isso inclusive dizendo que a ditadura militar de 1964 devia ter matado uns 30 mil e não apenas 600.

Ainda há tempo de salvar o Brasil desta catástrofe, derrotando este plano e elegendo Lula, que também não vai conseguir fazer grandes coisas com um congresso dominado por boçais e extremistas auto-proclamados evangélicos, mas poderia como contrapeso salvar a democracia e o Brasil, porque repentinamente muitas pessoas estão sem noção do que realmente está acontecendo e agem como se estivessem fanatizadas e se divertindo em um jogo de futebol tipo Corinthians x Palmeiras quando o que realmente está em jogo é a democracia e o futuro do Brasil.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

divagações

“Eu adoraria acreditar que quando eu morrer, eu vou viver outra vez. Que alguma parte pensante, sensível e memorável de mim continuará. Mas por mais que eu queira acreditar nisso, e apesar de antigas tradições culturais mundiais falarem sobre vida após a morte eu não sei de nada que possa sugerir que isso é mais do que simplesmente pensamento positivo. O mundo é tão primoroso, com tanto amor e profundidade moral que não há razão para nos enganarmos com histórias bonitas para as quais existem poucas evidências boas. Parece muito melhor para mim, em nossa vulnerabilidade olhar a morte nos olhos. E ser grato todos os dias pela breve, mas magnífica oportunidade que a vida nos dá.”

(Carl Sagan na Revista Parade, em março de 1996).

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Os astros e a sorte no amor

Agora a pouco depois do café, liguei o PC e já dei de cara com um artigo de um “especialista em astrologia” explicando que a fase de mercúrio retrógrado -seja lá o que isso signifique-, está chegando ao fim e acabará de vez neste domingo de eleição e isso deve encerrar o período de beligerância, ânimos exaltados, contendas e começará uma fase (retrogradação mercurial) diferente que favorecerá o amor e a mudança de comportamento geral incluindo entre outras coisas neste período de virada, mudanças no corte de cabelo, no emprego e por aí vai..., e eu fiquei pensando... Caraca mano!  Que louco isso porque mal comparando, em números redondos, em Marte cabem 3 mercúrios, na terra cabem 7 Martes, em Netuno cabem 60 terras, em júpiter cabem 1300 terras, no sol cabem 1000 Júpiteres e dez bilhões de sóis cabem na estrela Stephenson 2-18... que não é nada dentro da via láctea nossa galáxia e ainda tem mais 500 milhões de galáxias, buracos negros, quasares, aglomerados etc,etc... infinitamente só neste universo que tem aproximadamente 14 bilhões de anos luz, e que segue expandindo... e  tem gente por aí achando que tudo isso existe para nos ajudar a escolher um novo corte de cabelo, um novo presidente, mudar de emprego ou ter sorte no amor!? PQP, né!?

domingo, 31 de julho de 2022

Adeus, Miró da Muribeca!

Meu grande amigo Miró, com quem dividi muitos dos melhores momentos da minha vida, faleceu hoje em Recife onde nasceu e viveu a maior parte da sua vida. Ele já não estava bem de saúde há muito tempo e finalizou seu ciclo.

Espirituoso e genial, costurava com as palavras como ninguém, deixa uma literatura singular, muito rica, profunda, crítica, "marginal", espontânea e originalíssima registrada também em alguns documentários e filmes, realizados por Wilson Freire, que era também um quase pai que Miró nunca teve, mais peças encenadas em São Paulo e momentos memoráveis que iluminou a todos que puderam conviver com ele o/ou conhecer seu trabalho.
A biografia que estava bem adiantada pelo escritor e prof. de Literatura Wellington de Melo da Universidade Federal de Pernambuco, -que também era uma espécie de "tutor" do Miró no últimos anos-, não ficou pronta a tempo dele conhecer, mas creio que está quase no prelo.
Última vez que estivemos juntos foi em setembro de 2019 em sua apresentação na Biblioteca Mario de Andrade.
Miró se intitulava como “Alegrista” e é assim que ele gostaria de ser lembrado.

Em breve pretendo organizar com a colaboração de todos os amigos, conhecidos e fãs, um álbum cronológico de fotos aqui desde 1985 até agora.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Nomadismo

 ...foi então que lá pelo terceiro macieira, PQP, tive um estalo e comecei a lembrar dos diferentes lugares que morei: Jataí-Go (onde nasci), Rio Verde-GO, Goiânia-GO, Arujá-SP, Ferraz-SP, São Paulo; São Miguel, Penha,  Tatuapé, Vila Diva, CECAP (Guarulhos-SP),  Vila Mariana, Santana, Centro (copan), Vila Formosa, Bela Vista, Vila mariana, Centro (baixo augusta), Paraíso, Centro (Copan novamente), Higienópolis, Belo Horizonte-MG, São Paulo novamente; Pinheiros, Vila Madalena, Imirim, Aclimação, Santa Efigênia, Aclimação novamente, Richmond-CA (USA), Novato-CA (USA), San Rafael CA (USA), San Francisco CA (USA), Jataí-Go novamente, São Paulo de novo em Santa Efigênia (Luz), Saúde, Centro (prox Pça Roosevelt), Santa Cecília, Barra Funda, Mirandópolis, República, Caraguatatuba-SP, São Sebastião-SP, São Paulo novamente (república) e Vila Buarque.