Agora a pouco Lula reagiu ironizando: "Se todo o mal que o meu governo puder causar é os meus adversários tentarem aprovar mais políticas sociais, ótimo" e concluiu lembrando que para cada gasto proposto é necessário o proponente indicar de onde sairá o dinheiro.
quarta-feira, 3 de março de 2010
A mídia como partido político - parte IV
É inacreditável o caradurismo do PSDB/DEM e a mídia partidarizada. Dias atrás taxavam o programa bolsa família de engodo, estelionato eleitoral, bolsa esmola etc., e esta semana este mesmo consorcio direitista, aprovou no senado um incremento no programa com duplo objetivo eleitoreiro: Ficar bem na fita com os beneficiados e o eleitorado em geral que aprova o programa, ao mesmo tempo em que criam embaraços orçamentários e políticos para o governo com o benefício que eles em privado, desdenham (bolsa esmola). Daí vem as Tv's e os jornalões repercutindo a palhaçada. Mas o povo não é bôbo...
Agora a pouco Lula reagiu ironizando: "Se todo o mal que o meu governo puder causar é os meus adversários tentarem aprovar mais políticas sociais, ótimo" e concluiu lembrando que para cada gasto proposto é necessário o proponente indicar de onde sairá o dinheiro.
Agora a pouco Lula reagiu ironizando: "Se todo o mal que o meu governo puder causar é os meus adversários tentarem aprovar mais políticas sociais, ótimo" e concluiu lembrando que para cada gasto proposto é necessário o proponente indicar de onde sairá o dinheiro.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Microfone que captura som de átomos e moléculas

Um super microfone, apelidado de microouvido laser, está sendo desenvolvido por cientistas britânicos para escutar sons tão distantes como os feitos por células ou a reação de um microorganismo a uma droga.
Eles afirmam que essas pinças são capazes de medir e manipular forças de piconewtons, ou um milionésimo da força que um grão de sal exerce contra a superfície de uma mesa, por exemplo.
O funcionamento do poderoso microfone baseia-se em uma ...(continua)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Celular que tem Tv, mp3, camera fotográfica e é mudo, só aqui.
Certa vez numa mesa de bar há uns três anos, onde todos falavam sobre a recente inclusão de 25 milhões de seres no mercado consumidor, eu brinquei dizendo que finalmente o automóvel estava ao alcance de todos mas pelo colapso das vias e o sistema como um todo, a gente não podia ir mais a lugar nenhum e que, ironia maior só mesmo a indecência da telefonia celular que, a despeito de o Brasil ser um dos maiores mercados mundiais para os fabricantes de aparelhos e onde curiosamnete todos parecem ter pelo menos um, incluindo -pasme- crianças, não se pode falar, pois temos a tarifa mais cara do planeta (levando-se em conta a paridade do poder de compra). É isso mesmo; Temos a tarifa mais cara do mundo!
Hoje me lembrei de que a conversa continua atualíssima ao ver no Valor Econômico matéria bem ilustrativa sobre esse absurdo. Para se ter uma idéia, o custo por um pacote de 25 chamadas e 30 torpedos aqui é estimado em US$ 42 por mês, comparado a US$ 1 em Hong Kong, US$ 9,8 na Suíça e US$ 14,6 no México. A Telefonia fixa nativa também não deixa por menos uma vez que uma assinatura básica não sai por menos de US$ 13,4 enquanto que a média internacional é US$ 7,00.
E ainda tem gente que não usa email, com as desculpas mais bizarras (para não enfrentar a tecnofobia)... e enquanto isso as telefônicas vão engordando os cofres com as escorchantes tarifas.
Hoje me lembrei de que a conversa continua atualíssima ao ver no Valor Econômico matéria bem ilustrativa sobre esse absurdo. Para se ter uma idéia, o custo por um pacote de 25 chamadas e 30 torpedos aqui é estimado em US$ 42 por mês, comparado a US$ 1 em Hong Kong, US$ 9,8 na Suíça e US$ 14,6 no México. A Telefonia fixa nativa também não deixa por menos uma vez que uma assinatura básica não sai por menos de US$ 13,4 enquanto que a média internacional é US$ 7,00.
E ainda tem gente que não usa email, com as desculpas mais bizarras (para não enfrentar a tecnofobia)... e enquanto isso as telefônicas vão engordando os cofres com as escorchantes tarifas.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O declínio da democracia no mundo
Da Deutsche Welle
"Pela quarta vez consecutiva, o declínio da liberdade superou as conquistas feitas em 2009". Essa foi a declaração inicial de um relatório publicado pela organização norte-americana de direitos humanos Freedom House no mês passado.
A pesquisa intitulada "Liberdade no Mundo 2010: Erosão Global da Liberdade" constatou declínio democrático em 40 países na África, América Latina, Oriente Médio e nos países da antiga União Soviética.
Medida através de indicadores que incluem liberdades civis e políticas, liberdade de imprensa e Estado de direito, cinco países foram incluídos na lista dos "não livres" e o número de democracias eleitorais caiu para o menor nível desde 1995 ...(continua)
"Pela quarta vez consecutiva, o declínio da liberdade superou as conquistas feitas em 2009". Essa foi a declaração inicial de um relatório publicado pela organização norte-americana de direitos humanos Freedom House no mês passado.
A pesquisa intitulada "Liberdade no Mundo 2010: Erosão Global da Liberdade" constatou declínio democrático em 40 países na África, América Latina, Oriente Médio e nos países da antiga União Soviética.
Medida através de indicadores que incluem liberdades civis e políticas, liberdade de imprensa e Estado de direito, cinco países foram incluídos na lista dos "não livres" e o número de democracias eleitorais caiu para o menor nível desde 1995 ...(continua)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O Português Brasileiro entre as línguas do Século XXI
Saiu no The Guardian da Inglaterra edição de hoje, matéria curiosa sobre a língua portuguesa com o título “A Bigger Splash”. Trata-se de uma referência a um encarte do Jornal com as “línguas do século 21” e hoje foi a vez do “Brazillian Portuguese”
O texto é ótimo porquanto capta com precisão, algumas singularidades da nossa língua e é bastante elogioso a estas particularidades como a suavização das consoantes, que dão um toque sincopado de perene sensualidade, tornando o português brasileiro uma língua sedutora, nas palavras do autor. Outro aspecto elogiado é o desprendimento com que o português brasileiro incorpora as expressões de outras línguas, deixando de lado a pronuncia correta a fim de amaciar as consoantes entoando: “Hora do Rush” como “hora do hush” que combina mais... e vai por aí numa cascata de elogios ao português brasileiro.
Gasta um tanto falando dos mistérios da utilização dos sufixos “ïnho” e “ão” e seus múltiplos significados numa conversa que varia, desde grande e pequeno até outras derivações como informalidade, doçura, carinho, irrelevância, feiúra, intimidade, maravilha...
Diz a matéria: “Para um verdadeiro brasileiro será difícil de dizer uma frase sem incorporar um inho ou-um-ão, o que significa que as conversas tendem a ser cheias de paixão, exagero, humor e cor. O país é uma terra de extremos, de muitas formas (em termos de geografia e de riqueza, por exemplo) - e na língua encoraja os seus habitantes a falar em extremos “
Mais a frente diz que o Brasil deu ao mundo a bossa nova; um canto sensual e estilo musical que só poderia ter sido inventado em uma língua charmosa como português que descreve como ouvir o "Sean Connery falando italiano".
Para ler o artigo original na edição de hoje do The Guardian, clique aqui.
Engraçado, enquanto muitos de nós se esforça tentando pronunciar as expressões idiomáticas da língua inglesa corretamente, os próprios donos da língua reconhecem e louvam as virtudes da harmonização dessa pronuncia “incorreta” pelo amaciamento charmoso da consoantes. Vá entender!
O texto é ótimo porquanto capta com precisão, algumas singularidades da nossa língua e é bastante elogioso a estas particularidades como a suavização das consoantes, que dão um toque sincopado de perene sensualidade, tornando o português brasileiro uma língua sedutora, nas palavras do autor. Outro aspecto elogiado é o desprendimento com que o português brasileiro incorpora as expressões de outras línguas, deixando de lado a pronuncia correta a fim de amaciar as consoantes entoando: “Hora do Rush” como “hora do hush” que combina mais... e vai por aí numa cascata de elogios ao português brasileiro.
Gasta um tanto falando dos mistérios da utilização dos sufixos “ïnho” e “ão” e seus múltiplos significados numa conversa que varia, desde grande e pequeno até outras derivações como informalidade, doçura, carinho, irrelevância, feiúra, intimidade, maravilha...
Diz a matéria: “Para um verdadeiro brasileiro será difícil de dizer uma frase sem incorporar um inho ou-um-ão, o que significa que as conversas tendem a ser cheias de paixão, exagero, humor e cor. O país é uma terra de extremos, de muitas formas (em termos de geografia e de riqueza, por exemplo) - e na língua encoraja os seus habitantes a falar em extremos “
Mais a frente diz que o Brasil deu ao mundo a bossa nova; um canto sensual e estilo musical que só poderia ter sido inventado em uma língua charmosa como português que descreve como ouvir o "Sean Connery falando italiano".
Para ler o artigo original na edição de hoje do The Guardian, clique aqui.
Engraçado, enquanto muitos de nós se esforça tentando pronunciar as expressões idiomáticas da língua inglesa corretamente, os próprios donos da língua reconhecem e louvam as virtudes da harmonização dessa pronuncia “incorreta” pelo amaciamento charmoso da consoantes. Vá entender!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Kassab fecha albergues e lota ruas
Dias atrás comentei com um amigo que tive a impressão de ver mais moradores de rua na região dos jardins do que nunca e que no centro (onde moro) também estavam aumentando...
Agora de manhã vejo a explicação no Estadão: O ilustre prefeito Kassab, está fechando os albergues numa tentativa de torná-los um pouco mais invisíveis empurrando-os para a periferia. Claro que isso não funciona e é de um desconhecimento de causa assustador. Fico pensando que deve haver alguma explicação para além do velho higienismo. Não é possível que o prefeito seja tão estúpido assim, pois além das mazelas das enchentes e da coleta de lixo falha, porque diabos ele iria ainda lotar as ruas de mendigos? Deve haver alguma explicação, ou não!?
Matéria completa do Estadão aqui: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100204/not_imp506065,0.php
Agora de manhã vejo a explicação no Estadão: O ilustre prefeito Kassab, está fechando os albergues numa tentativa de torná-los um pouco mais invisíveis empurrando-os para a periferia. Claro que isso não funciona e é de um desconhecimento de causa assustador. Fico pensando que deve haver alguma explicação para além do velho higienismo. Não é possível que o prefeito seja tão estúpido assim, pois além das mazelas das enchentes e da coleta de lixo falha, porque diabos ele iria ainda lotar as ruas de mendigos? Deve haver alguma explicação, ou não!?
Matéria completa do Estadão aqui: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100204/not_imp506065,0.php
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Chico Sciense
Hoje é o aniversário da morte de Chico Science que nasceu Francisco de Assis França, um caboclo genial que foi um dos criadores do movimento musical Manguebeat, -também grafado como manguebit ou mangue beat-, que surgiu no Brasil na década de 90 em Recife misturando ritmos regionais com rock, hip hop, maracatu e música eletrônica causando reviravolta no panorama musical com sua Nação Zumbí. Deixou apenas dois discos: Da Lama ao Caos e Afrociberdelia, antes de morrer num trágico acidente de carro em 1997. Abaixo uma belo vídeo como homenágem ao caboclo chico science.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Quarta na Cooperifa...
Do blog da Indra
Quarta-feira eu tive um contato imediato do terceiro grau. Não foi com ETs, ou com entidades que baixaram em minha pessoa. Foi um contato mais direcionado ao coração, capaz de abrir uma cachoeira de sensações. Quarta-feira eu tive um contato imediato do terceiro grau com a arte da periferia, poesia, cordel, contos, emails, cartas, música, tudo. O grande poeta Miró da Muribeca, que tenho o orgulho de conhecer, veio participar de um show com o Manu Maltez no Sesc Pinheiros e, como era de se esperar, após o compromisso, ficar uns dias curtindo São Paulo, olhando as pessoas e fazendo arte nesta cidade de 39 milhões de sacos de cimento (como disse Rai, né Míró!). Hospedado na minha casa, temos nos divertido muito nesses dias.. Como ia dizendo, quarta-feira ele foi convidado do Sarau Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), um dos movimentos culturais mais importantes da periferia de São Paulo, que há sete anos reúne um grande número de pessoas da comunidade para a leitura de poemas e literatura. Não existem regras para participar. É só chegar, botar o nome na lista e esperar para recitar um poema, ler um texto, comentar uma partida de futebol, surpreender o povo. Espera ai, disse que não existem regras, mas há uma sim: fazer silêncio (menos para o cachorro de rua que fica nas imediações, latindo para tudo o que passava frente à casa). Na quarta-feira do contato imediato, foram 50 pessoas, todas talentossíssimas. Eu nunca tinha visto uma coisa parecida. Concebido por Sergio Vaz, a Cooperifa é um oasis no meio de uma São-Paulo-lado-B azotada por problemas de transporte, educação, saúde. É como se a literatura dizesse "estou aqui para salvar vocês" e para dizer que nesse mundo nada é mais prazeroso que uma, duas ou muitas boas doses de arte! A Cooperifa fica na rua Bartolomeu dos Santos 797, Jd. Guarujá, Piraporinha, indo pela Marginal até a Ponte João Dias, Av. Guido Caloi. O telefone, 5091-7403. Essa quarta tem mais, esperando que o Caboclo Maroara (alter ego do Miró) desca em todos nós!
Dica importante: quem vai nos saraus, não pode deixar de pedir o "Escondidinho", ou carne seca e macaxeira. É um verdadeiro MUST!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Os rivais do google
Muito se tem falado sobre o predomínio do Google, seu crescimento constante e apetite insaciável para adquirir as novidades da rede, mas essa semana saiu boa matéria na computerworld perguntando até quando o Google continuará “sobrando” na rede e listando os principais rivais para 2010 traçando um panorama curioso. Para quem gosta de tecnologia e internet o artigo é bem atrativo, pois analisa a conjuntura tecnológica atual e deixa antever o que vem por aí.
Confira os 10 rivais mais fortes do Google:
A rivalidade da Google com empresas de tecnologia deve aumentar em 2010. Ela tem o site mais acessado da internet e uma máquina de fazer dinheiro. No quarto trimestre de 2009, sua receita totalizou 6,67 bilhões de dólares. Com grandes reservas de caixa, a empresa tem dinheiro para comprar iniciativas inovadoras para continuar dominando a Web. Aqui está uma lista de ...(continua)
Confira os 10 rivais mais fortes do Google:
A rivalidade da Google com empresas de tecnologia deve aumentar em 2010. Ela tem o site mais acessado da internet e uma máquina de fazer dinheiro. No quarto trimestre de 2009, sua receita totalizou 6,67 bilhões de dólares. Com grandes reservas de caixa, a empresa tem dinheiro para comprar iniciativas inovadoras para continuar dominando a Web. Aqui está uma lista de ...(continua)
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Manu Maltez & Miró no Sesc Pinheiros
Manu Maltez, gravurista, músico e compositor, é um artista plástico prolífico de grande expressão figurativa que estará se apresentando no SESC Pinheiros na próxima quinta feira, 28 de janeiro onde serão apresentadas músicas do seu primeiro disco "As Neves do Kilimanjaro" e, do recém lançado "Esse Cavalo Morto no Jardim" e outras inéditas. O evento contará com a participação de Miró da Muribeca, Thaís Nicodemo, Marcelino Freire, Fabio Barros, Micaela Marcondes, Rafael Barreto, Abid Santiago e Rafael Y Castro.
Eu estarei lá e acho que será ótima oportunidade para conhecer a intervenção de desenhos e textos "Fauna das Escadas" recém concluída pelo Manu nas escadarias do Sesc, matar a saudade do Miró e rever os amigos.
Manu Maltez-Rasif
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
São Paulo é nº1 do mundo no ranking Hub Culture 2010 Zeitgeist
As dez primeiras cidades do ranking são:

1- São Paulo
2 - Berlim
3 - São Franciso
4 - Los Angeles
5 - Xangai
6 - Zurique
7 - Sydnei
8 - Nova Iorque
9 - Londres
10 - Hong Kong
Para ver a lista completa no site Hub Culture clique aqui.
Nota: Se alguém se aventurar a traduzir o porquê São Paulo foi eleita a cidade nº1 do mundo o blog agradece. Até lá, basicamente é o seguinte: Aconteceu de o Brasil ser a bola da vez em energia, esportes, ter moeda estável, otimismo etc., Enfim tornou-se um global player de peso e São Paulo é uma cidade vibrante e catalisadora onde tudo isso se concentra; Tem enorme população jovem, consumidora que, que vem provocando um boom no consumo e na vida noturna etc e etc... além da gastronomia...

1- São Paulo
2 - Berlim
3 - São Franciso
4 - Los Angeles
5 - Xangai
6 - Zurique
7 - Sydnei
8 - Nova Iorque
9 - Londres
10 - Hong Kong
Para ver a lista completa no site Hub Culture clique aqui.
Nota: Se alguém se aventurar a traduzir o porquê São Paulo foi eleita a cidade nº1 do mundo o blog agradece. Até lá, basicamente é o seguinte: Aconteceu de o Brasil ser a bola da vez em energia, esportes, ter moeda estável, otimismo etc., Enfim tornou-se um global player de peso e São Paulo é uma cidade vibrante e catalisadora onde tudo isso se concentra; Tem enorme população jovem, consumidora que, que vem provocando um boom no consumo e na vida noturna etc e etc... além da gastronomia...
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Serra do Roncador
Escrevi uma vez sobre a serra do roncador onde meu irmão Ralph iniciou com o amigo Ricardo, um negócio de ecoturismo, a Roncador Expedições baseado em dois Jipes, muito entusiasmo e conhecimenro da região. Agora o esforço rendeu uma matéria no Jornal Hoje que reproduzo a seguir:
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
IRBEM - Indicadores de Referência de Bem-Estar
Fiquei fora do ar nos últimos trinta dias e nem bem cheguei de um périplo por cidades medias, pequenas e lugarejos diversos e já me deparei com um destaque em um portal dizendo que 57% da população de São Paulo abandonaria a cidade se pudesse. Pasmado fiquei porque como sempre digo, São Paulo é a cidade mais "cool" do país e esse sonho idílico de viver em lugares pequenos me parece que é coisa de quem não aproveita o que de melhor a cidade oferece e nesse caso tanto faz viver aqui ou em cafundó que dá na mesma.
Apesar dos resultados devastadores para os gestores atuais, antigos e nós habitantes, ainda faço parte dos 43% que querem permanecer em Sampa.
Isso me lembrou que certa vez fui para uma casa de veraneio belíssima em Maramduba e tinha lá em uma parte da casa uma geladeira dos anos cinqüenta em bom estado e eu maravilhado derramei elogios quando então o meu amigo dono da casa disse assim: Sabe por que você gosta tanto da minha geladeira? PORQUE VOCÊ NÃO TEM UMA! e desatamos a rir... Acho que a maior parte das pessoas que sonham com o interior é porque nunca viveram lá.
Bem, então fui atrás da pesquisa completa e encontrei uma vastidão de ricos detalhes que mostram também outros aspectos (todos omitidos no artigo). A pesquisa é um trabalho inédito, no Brasil e no mundo, sobre algo que muitos consideram ser subjetivo: O bem-estar. Realizado pelo ONG Nossa São Paulo e lançado hoje; o IRBEM - Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município é muito interessante e vale à pena dar uma espiada.
Com base em itens referentes à qualidade de vida sugerida por quase 40 mil pessoas, os entrevistados fizeram um diagnóstico da relação que estabelecem com São Paulo. No geral, em uma escala de 1 a 10, os paulistanos deram, em média, a nota 4,8 para avaliar o grau de satisfação com a capital. Dos 174 temas sondados, apenas 39 tiveram "nota azul".
Para Oded Grajew, membro da secretaria executiva da entidade e um dos responsáveis pelo trabalho, o quadro é alarmante - e totalmente previsível. "A maioria dos nossos governantes é representante de seus financiadores de campanha, que normalmente são grupos ligados à especulação imobiliária, que fazem a cidade crescer sem organização...". Para ver a pesquisa sumarizada, clique aqui e completa, aqui.
Apesar dos resultados devastadores para os gestores atuais, antigos e nós habitantes, ainda faço parte dos 43% que querem permanecer em Sampa.
Isso me lembrou que certa vez fui para uma casa de veraneio belíssima em Maramduba e tinha lá em uma parte da casa uma geladeira dos anos cinqüenta em bom estado e eu maravilhado derramei elogios quando então o meu amigo dono da casa disse assim: Sabe por que você gosta tanto da minha geladeira? PORQUE VOCÊ NÃO TEM UMA! e desatamos a rir... Acho que a maior parte das pessoas que sonham com o interior é porque nunca viveram lá.
Bem, então fui atrás da pesquisa completa e encontrei uma vastidão de ricos detalhes que mostram também outros aspectos (todos omitidos no artigo). A pesquisa é um trabalho inédito, no Brasil e no mundo, sobre algo que muitos consideram ser subjetivo: O bem-estar. Realizado pelo ONG Nossa São Paulo e lançado hoje; o IRBEM - Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município é muito interessante e vale à pena dar uma espiada.
Com base em itens referentes à qualidade de vida sugerida por quase 40 mil pessoas, os entrevistados fizeram um diagnóstico da relação que estabelecem com São Paulo. No geral, em uma escala de 1 a 10, os paulistanos deram, em média, a nota 4,8 para avaliar o grau de satisfação com a capital. Dos 174 temas sondados, apenas 39 tiveram "nota azul".
Para Oded Grajew, membro da secretaria executiva da entidade e um dos responsáveis pelo trabalho, o quadro é alarmante - e totalmente previsível. "A maioria dos nossos governantes é representante de seus financiadores de campanha, que normalmente são grupos ligados à especulação imobiliária, que fazem a cidade crescer sem organização...". Para ver a pesquisa sumarizada, clique aqui e completa, aqui.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Mapa Energético
Muito se fala em energias alternativas, bicombustíveis, carros elétricos etc., mas parece que pelos constantes rearranjos na matriz energética mundial, os combustíveis fósseis continuarão a reinar por muitos anos, pelo menos é o que dá para concluir a partir dos investimentos e estratégias das nações consumidoras e produtoras incluindo aí o Brasil. Abaixo reproduzo matéria interessante do Asia Times traduzida e publicada pela agência Carta Maior.
Rússia, China e Irã redesenham o mapa energético
M. K. Bhadrakumar - Asia Times
Gasoduto conectando norte do Irã e Turcomenistão assinala a constituição de um novo padrão de cooperação energética em plano regional que dispensa negócios com "as grandes do petróleo". A Rússia tradicionalmente dá o primeiro passo; China e Irã seguem a trilha já aberta. Rússia, Irã e Turcomenistão são donos, respectivamente, da primeira, segunda e terceira maiores reservas mundiais de gás. E a China, nesse século, será consumidora por excelência. Todo esse arranjo regional terá profundas consequências sobre a estratégia global dos EUA ...(continua)
Rússia, China e Irã redesenham o mapa energético
M. K. Bhadrakumar - Asia Times
Gasoduto conectando norte do Irã e Turcomenistão assinala a constituição de um novo padrão de cooperação energética em plano regional que dispensa negócios com "as grandes do petróleo". A Rússia tradicionalmente dá o primeiro passo; China e Irã seguem a trilha já aberta. Rússia, Irã e Turcomenistão são donos, respectivamente, da primeira, segunda e terceira maiores reservas mundiais de gás. E a China, nesse século, será consumidora por excelência. Todo esse arranjo regional terá profundas consequências sobre a estratégia global dos EUA ...(continua)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Os morros dos ricos e os dos pobres
Luciano Martins Costa em 4/1/2010-observatorio da imprensa
Comentário para o programa radiofônico do OI, 4/1/2010
Os jornais abrem o ano com a tradicional contagem dos mortos por causa de morros que deslizam e casas que desabam com as fortes chuvas do início do verão.
Mas há uma diferença flagrante de morro para morro: há os morros dos pobres e os morros dos ricos.
Em algumas dessas geografias, a culpa pela tragédia, na visão da imprensa, é sempre das vítimas, que insistem em ocupar ilegalmente áreas de encostas e outras topografias sujeitas a desmoronamentos e enchentes.
No máximo, autoridades que toleram tais invasões compartilham a condenação da imprensa.
Em outras geografias, a culpa é simplesmente da natureza.
Ou seja, a imprensa parece ver uma enorme diferença entre morros com barracos e morros com construções mais sofisticadas.
Ou será que as mansões de celebridades erguidas em áreas de proteção da Ilha Grande e outros locais do litoral brasileiro não deveriam também estar sujeitas ao crivo da imprensa, tanto quanto os amontoados de casas e barracos que sobem as encostas em lugares menos charmosos?
É muito provável que, em alguns dos casos, as autoridades encarregadas tenham falhado ou se omitido.
Também é muito provável que, em outros casos, essas mesmas autoridades tenham sido simplesmente subornadas.
Até esta segunda-feira, os jornais ainda escondiam, por exemplo, que em junho de 2009 o governador do Rio liberou as regras para construções em áreas de preservação ambiental em Angra e outras regiões do Estado.
O decreto, de no. 41.921, é conhecido como “lei Luciano Huck”, porque teria sido feito para beneficiar o apresentador da talevisão.
Quando busca as causas das tragédias que se repetem regularmente, nesta época do ano, a imprensa costuma escorregar pelos chavões das chuvas recordes e da inadequação das construções.
Mas nunca se aprofunda na investigação dos processos de ocupação de áreas de risco ou de áreas de proteção ambiental por propriedades privadas.
Praias fechadas por condomínios ou casas particulares são parte dessas irregularidades.
Quando os morros deslizam, revela-se não apenas a precariedade das construções.
Revelam-se também o descaso das autoridades e a omissão da imprensa ...(continua)
Comentário para o programa radiofônico do OI, 4/1/2010
Os jornais abrem o ano com a tradicional contagem dos mortos por causa de morros que deslizam e casas que desabam com as fortes chuvas do início do verão.
Mas há uma diferença flagrante de morro para morro: há os morros dos pobres e os morros dos ricos.
Em algumas dessas geografias, a culpa pela tragédia, na visão da imprensa, é sempre das vítimas, que insistem em ocupar ilegalmente áreas de encostas e outras topografias sujeitas a desmoronamentos e enchentes.
No máximo, autoridades que toleram tais invasões compartilham a condenação da imprensa.
Em outras geografias, a culpa é simplesmente da natureza.
Ou seja, a imprensa parece ver uma enorme diferença entre morros com barracos e morros com construções mais sofisticadas.
Ou será que as mansões de celebridades erguidas em áreas de proteção da Ilha Grande e outros locais do litoral brasileiro não deveriam também estar sujeitas ao crivo da imprensa, tanto quanto os amontoados de casas e barracos que sobem as encostas em lugares menos charmosos?
É muito provável que, em alguns dos casos, as autoridades encarregadas tenham falhado ou se omitido.
Também é muito provável que, em outros casos, essas mesmas autoridades tenham sido simplesmente subornadas.
Até esta segunda-feira, os jornais ainda escondiam, por exemplo, que em junho de 2009 o governador do Rio liberou as regras para construções em áreas de preservação ambiental em Angra e outras regiões do Estado.
O decreto, de no. 41.921, é conhecido como “lei Luciano Huck”, porque teria sido feito para beneficiar o apresentador da talevisão.
Quando busca as causas das tragédias que se repetem regularmente, nesta época do ano, a imprensa costuma escorregar pelos chavões das chuvas recordes e da inadequação das construções.
Mas nunca se aprofunda na investigação dos processos de ocupação de áreas de risco ou de áreas de proteção ambiental por propriedades privadas.
Praias fechadas por condomínios ou casas particulares são parte dessas irregularidades.
Quando os morros deslizam, revela-se não apenas a precariedade das construções.
Revelam-se também o descaso das autoridades e a omissão da imprensa ...(continua)
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Fatos marcantes da década
Listei abaixo alguns acontecimentos que acho que marcaram a década e então pensei nos fatos pessoalmente marcantes e os três primeiros também emcabeçam minha lista pessoal -e impublicável-, que tem icrivelmente muitos ítens felizes!
- O onze de setembro
- Tsunami na Ásia
– Eleição de Lula presidente do Brasil
- A implantação do Euro/comunidade europeia
- A invasão do Iraque
- Atentados da Al Qaeda em Madri
- O Furacão Katrina
- Terremoto na China
- A crise Econômica
- A eleição de Obama presidente dos EUA
- O onze de setembro
- Tsunami na Ásia
– Eleição de Lula presidente do Brasil
- A implantação do Euro/comunidade europeia
- A invasão do Iraque
- Atentados da Al Qaeda em Madri
- O Furacão Katrina
- Terremoto na China
- A crise Econômica
- A eleição de Obama presidente dos EUA
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Bye, bye... Ca'd'Oro
A transformação da cidade de Sâo Paulo é uma coisa absurda.
Às vezes conversando com meu pai que viveu em São Paulo na década de cinquenta, fico com a impressão de que tudo que sobrou daquela época foi o Gato que Ri no arouche.
Claro que não é bem assim, mas somente nos útimos 29 anos testemunhei muitas mudanças, umas ruins outras boas, mas no que diz respeito a região central certamente mais decadência do que qualquer outra coisa.
Agora leio no Estadão que o Ca'd'Oro fechou as portas.
Aquele Hotel emblemático que foi o primeiro cinco estrelas da cidade ...(leia mais no OESP)
Quem muito bem analisou este fenômeno foi o premiado arquiteto Paulo mendes da Rocha em entrevista memorável concedida à Carta Capital: "uma cidade degenerada"
Às vezes conversando com meu pai que viveu em São Paulo na década de cinquenta, fico com a impressão de que tudo que sobrou daquela época foi o Gato que Ri no arouche.
Claro que não é bem assim, mas somente nos útimos 29 anos testemunhei muitas mudanças, umas ruins outras boas, mas no que diz respeito a região central certamente mais decadência do que qualquer outra coisa.
Agora leio no Estadão que o Ca'd'Oro fechou as portas.
Aquele Hotel emblemático que foi o primeiro cinco estrelas da cidade ...(leia mais no OESP)
Quem muito bem analisou este fenômeno foi o premiado arquiteto Paulo mendes da Rocha em entrevista memorável concedida à Carta Capital: "uma cidade degenerada"
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