segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A "pacificação" do Rio
Para não dizer que todos se calaram, o Fernado de Barros e Silva escreveu na Folha de ao Paulo:
A SORTE DOS POBRES
Fernando de Barros e Siva
"Esse silêncio seria inadmissível se os mortos fossem moradores ricos de Ipanema, mas, como é gente pobre, vale tudo".
A professora da Vila Cruzeiro se refere ao silêncio das autoridades e dos órgãos públicos do Rio a respeito da identificação e do paradeiro dos que morreram (supostamente) em confronto com a polícia na megaoperação contra o tráfico.
São, segundo a PM, 37 cadáveres desde o último dia 21, na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. Para a Secretaria de Segurança Pública, porém, morreram 18 pessoas, uma delas ainda não (ou nunca mais) identificada. A secretaria só reconhece os mortos a partir do dia 25 e afirma que nem o IML tem dados sobre as vítimas entre os dias 21 e 24. Quem precisa de Kafka diante de um Estado como esse?
As jornalistas Laura Capriglione e Marlene Bergamo explicam, na reportagem "Onde estão os mortos?", na Folha de ontem, que a contabilidade de araque serve, na prática, para evitar a menção à morte de pessoas inocentes. Como a estudante de 14 anos, morta dentro de casa, na frente do computador, por um tiro nas costas.
O IML, além disso, não dá nenhuma informação sobre as circunstâncias das mortes a partir do dia 25. Houve execuções? Sabemos apenas, pela relação do jornal, que 15 das 18 vítimas eram negros ou pardos. Todos eram homens e só três tinham mais de 30 anos.
O corpo do mais novo, de 17 anos, ficou exposto a céu aberto por dois dias, ao lado de um campinho. Já havia sido dilacerado por porcos quando foi recolhido por familiares e levado ao IML. Nem a polícia nem o serviço funerário se prestaram à tarefa. Kafka? Ora, ora...
No clima que se criou, esses episódios não devem figurar nem como nota de rodapé nos relatos da "batalha do Alemão". Mas eles nos ensinam, muito mais que a narrativa apoteótica da guerra, sobre o que ainda há de descompromisso, arbitrariedade e humilhação na relação do Estado com os pobres.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Natal
Com a inauguração da árvore de natal do Ibirapuera, está instaurada oficialmente a temporada mais mentecapta do ano. O festival de sandices não tem fim e apesar de gostar do mês de Dezembro e das pessoas nascidas neste mês, tenho um trilhão de motivos para desejar seu fim; Para além do besteirol natalino e dos incautoS que apreciam esta festa brega, tem o insuportável ”amigo secreto” que é quando alguém jura que nunca mais entra na tal brincadeira, que vai romper com o consumismo e o caralho... Conversa fiada porque a essência do natal é o consumo, ora bolas. Então tem sempre pelo menos uma troca de presentes de amigo secreto cuja participação é irrecusável. Para piorar tem a cena clássica de alguém que quer transformar o ritual de troca de presentes em algo descontraído, o que só piora a cafonice com aqueles palpites sobre quem foi que fulaninho tirou... Afff!E como diz um amigo, “...toda família que se preza tem pelo menos uma tia velha que, no auge da festa de Natal, cai em prantos, anuncia que morrerá em breve e estraga a ceia. A frase é um clássico: Eu quero dizer pra vocês que esse é meu último Natal; ano que vem eu não estou mais aqui ... No ano seguinte lá está ela, vivinha da silva, anunciando a morte próxima e preparada para, no fundo, enterrar a família inteira”
Lojas, shoppings e supermercados se transformam em filiais do inferno, com aquelas musiquetas deprimentes, crianças birrentas, Papai Noel com cara de que se pudesse evaporava e os casais decadentes trocando juras de amor prometendo a si mesmos um novo recomeço que não ultrapassa o réveillon (risos!)
Ir ao bar e/ou restaurante nosso de cada dia, nem pensar, pois é altíssimo o risco de dar de cara com uma festa do pessoal de alguma empresa com bebuns de primeira viagem que na segunda taça, já começam a chamar Jesus de Genésio, enquanto uma recatada funcionária surpreende a todos com a ameaça de um strip-tease, e os chorões te abraçam e fazem declarações de eterna amizade inundando tudo com uma chuva de saliva... agh!
E têm ainda as Renas os indefectíveis pinheiros artificiais ou naturais-decepados e aquelas bolas horrorosas sem falar da tal ceia que é uma mistureba de sabores como se comer bem fosse comer tudo que existe num mesmo dia e hora. Credo! Acho eu aliás, que no natal come-se a pior refeição do ano. E o que dizer do trânsito? Sem comentários.
À Jesus -que ninguém lembra, mas nasceu nesse dia-, peço que afaste de mim esse cálice!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Jabuti 2010
Tudo que lí a respeito tinha um clima Fla x Flu. Uma guerra de versões, visões e interesses apaixonados... Agora o Diplô apresenta duas opiniões diferentes com relação ao ocorrido: O curador do premio e um escritor com coragem de criticar ambos os lados
Do Le Monde Diplomatique Brasil
O Jabuti e a validade das premiações literárias
O Prêmio Jabuti 2010 gerou polêmica, foi criticado, elogiado e entrou para os Trending Topics do Twitter. À convite do Le Monde Diplomatique Brasil, duas figuras importantes no cenário literário do Brasil discutiram a questão: José Luiz Goldfarb, curador do prêmio, e o escritor Marcelo Mirisola
Nunca um Prêmio Jabuti havia sido tão comentado. A repercussão do resultado final gerou uma discussão que vai muito além do prêmio em si, pois abarca questões e dúvidas sobre a legitimidade de prêmios literários em geral. Há quem defenda o modelo do Jabuti, vendo nele um importante instrumento para melhorar a literatura brasileira, mas há também quem considere os prêmios como frutos do interesse das grandes editoras. À convite do Le Monde Diplomatique Brasil, duas figuras importantes no cenário literário do Brasil... (continua)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O Índice de ódio, aversão e intolerância à diversidade
Há algo de podre que teima em não desaparecer na cultura social e política brasileira que é o preconceito contra os pobres, homossexuais, ateus, negros e dependentes químicos, estes últimos quando associados à pobreza, porque se for celebridade, tudo bem. Muito embora o racismo, homofobia, uso de drogas etc, não seja exclusividade de São Paulo, é aqui onde a mídia comercial disfarçadamente fomenta esse ódio.Como bem disse Sonia Amorim, “É desta cidade, berço e domínio político-administrativo do tucanato, da fina flor da socialdemocracia, que se irradiou para o Brasil todo a imunda campanha eleitoral semeando o separatismo, a divisão, o ódio entre regiões, estados e cidadãos, instigando o preconceito e a intolerância” Afinal, não dá para separar as recentes manifestações de ódio e violência a esses grupos desde a internet até o ataque homofóbico na Avenida Paulista, da campanha suja desencadeada pelo candidato da elite e seus apoiadores na eleição presidencial.
A fundação Perseu Abramo publicou um estudo que esmiúça esta realidade assustadora mostrando o percentual de ódio (isso mesmo; ódio) destinado aos diversos grupos sociais mais rejeitados e surpreendentemente, encabeçando a lista estão os ateus, brindados com 42% de ódio e antipatia. Estarrecedor!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
BALADA LITERÁRIA 2010

Dia 18 começa a Balada Literária que vai até 21/11 com a curadoria de Marcelino Freire que vai juntar diversos artistas da palavra abrangendo desde escritores e poetas badalados até a crua poesia de "rua cama mesa e banho" como diz o poeta pernanbucano Miró, grande amigo que, aliás, se apresentará no dia 18/11 quando será exibido o curta de Wilson freire: "São Paulo é Fogo"
A programação completa pode ser vista clicando aqui.
MIRÓ DIA 18 nOV 2010 ás 20:30
CENTRO CULTURAL b_arco
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426 - Pinheiros.
www.obarco.com.br
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Ressaca
"A maioria das pessoas, gosta de acreditar que a obra de Marx é o mesmo que os campos de concentração de Stalin." Nestas situações reajo mercurialmente ou afundo no tédio.
Fui!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O que está em jogo
Embora os números não mintam e sejam amplamente favoráveis ao governo do PT nesses oito anos, o que se vê até agora da parte da direita raivosa é uma estratégia de difamação e disseminação de boatos apenas, para cobrir a falta de argumentos ancorados em realidades estatísticas. Um vale tudo! Ontem recebi um panfleto de campanha do ex-PSDB e DEM que traz a assinatura de Serra abaixo da frase “Jesus é a verdade e a justiça” Nenhuma palavra até agora sobre política cambial, monetária, fiscal, reforma previdenciária, tributária, realizações, desindustrialização, política externa, etc... Pelo jeito vencerá as eleições o candidato que se mostrar menos abortista, mais ou menos crente em Deus e por aí afora... Parece até que a eleição é para presidência da CNBB.
Basicamente nesse retorno extemporâneo à idade média -vindo de fétidos porões-, discute-se apenas boatos/factóides inflados e repercutidos entre veículos da mídia comercial em favor do seu candidato mercadista José Serra, e só. É deprimente ver a eleição presidencial sendo decidida em termos tão medievais pra dizer o mínimo. Um vale tudo para apear o PT do poder a qualquer preço, mas como disse o insuspeito Sergio Lírio, essa eleição já tem um vencedor: O Obscurantismo!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
A República Fundamentalista Cristã do Brasil
Vladimir Safatle
FUNDADA EM 31 de outubro de 2010 após a expulsão dos infiéis do poder, a República Fundamentalista Cristã do Brasil apareceu em substituição à República Federativa do Brasil. Dela, ela herdou quase tudo, acrescentando uma importante novidade institucional: um poder moderador, pairando acima dos outros Três Poderes e composto pela ala conservadora do catolicismo em aliança com certos setores protestantes. Os mesmos setores que, nos EUA, deram suporte canino a George W. Bush. A função deste poder moderador consiste em vigiar o debate político e social, impedindo que pautas de modernização social já efetivadas em todos os países desenvolvidos cheguem ao Brasil ...(continua)
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Cérebro masculino "desliga" na hora de discutir a relação

A universidade do Sul da Califórnia descobriu que a configuração do cérebro dos homens é antiaudição de abobrinha. Em momentos de estresse, as atividades e interações entre as regiões do cérebro ocorrem de maneira diferente em homens e mulheres.
E nem precisava de estudo científico para isso. A DR vem a ser uma das coisas mais chatas e improdutivas que existem nesse mundo. Muito cedo desenvolvi a aptidão do teletranporte-mental como única forma de suportar uma DR. O mais curioso neste assunto é que discutir a relação tem como único resultado, o desalento. Nada, além disso e ainda assim tem quem insista. Meu irmão costuma dizer que quando uma relação precisa ser discutida é porque já era (risos!) isso porque segundo ele, quando a relação está ok, existem pelos menos outras 100 coisas melhores pra se fazer. Ainda assim tem muita gente que não sabe viver sem aporrinhar. Pelas graças do universo acho que me livrei dessa praga há alguns anos, mas digo que nunca podemos descuidar de manter o mecanismo do teletransporte azeitado, just in case.
Para ler a matéria na Galileu, clique aqui.
domingo, 3 de outubro de 2010
A onda verde
A despeito da legitimidade, o voto em Marina (que possui um altíssimo e pétreo indice de rejeição que anulava a possibilidade de se eleger presidente), foi bonito. Fala sério; Foi comovente só faltou uma rosa na mão e uma frasco do óleo trifásico natura na outra. A onda verde caracterizada pelo o voto romântico e crédulo que o mundo pode e deve ser “cor de rosa” e predominantemente cristão, tem um quê de juvenilidade que seduz a muitos, especialmente os que denomino carinhosamente de “puristas jesuíticos.” Anseiam pela castidade na política e não hesitam em abraçar novas bandeiras salvacionistas esquecendo-se que a solidez democrática pressupõe partidos fortes... Bem como eu ia dizendo, a despeito da gracinha desse voto tão puro e singelo, o que resultou mesmo, do ponto de vista prático, no mundo frio da realidade foi apenas a passagem do candidato da mídia comercial para o segundo turno, com a ajuda desse voto celestial -e providêncial-, mantendo a escrita da "divisão da esquerda" Agora é gramar mais um mês para ver se a gente não dá um passo atrás nos modestos ganhos dos últimos oito anos.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Chegou a Hora
Apesar da mídia oligárquica e golpista, pelo último tracking vox populi, parece que há chance de liquidar a fatura no 1º turno mas devemos concentrar os esforços neste último momento. Acho muito importante não fazer chacota, ironizar nem hostilizar os eleitores da Marina porque além da legitimidade e retidão da Marina, precisamos batalhar esses votos para liquidar o adversário comum. É Importante não perder de vista que o candidato/projeto a ser derrotado é o da midia comercial.Só não vê as tranformações pelas quais o Brasil passou, quem não quer: Com Lula o Brasil cresceu e gerou milhares de empregos formais nos últimos oito anos, e nunca tantos cidadãos consumiram tanto e adquiriram dignidade humana, através do resgate da cidadania via políticas públicas de inclusão social e distribuição de renda. Nunca tantos cidadãos, antes condenados ao subemprego ou preteridos por raça, classe etc, estudaram e prosperaram tanto, e nunca tantos cidadãos, antes condenados a viver abaixo da linha de pobreza, hoje possuem o básico para a conquista de sua autonomia. Por isso e também por não acreditar no purismo jesuítico de outras postulações, reitero meu voto no PT, partido que acompanho desde 1982, para enterrar de vez retorno da república Leblom-Morumbí.
Neste Domingo, pense nisso na hora de votar
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Quanto mais religioso, mais pobre tende a ser um país, segundo pesquisa
"A religião não apenas não gera valor como sequestra bens, dinheiro e mentes que deixam de ser empregados em atividades econômicas e de desenvolvimento" (Daniel Sottomaior)O instituto Gallup conduziu uma pesquisa em 114 países que mostra que quanto mais religiosos são os habitantes de um país, mais pobre ele tende a ser.
Tudo indica que a pobreza facilita a expansão da religiosidade de modo geral, pois ajuda seus adeptos a lidarem com a pobreza, sofrimento, etc. Alem disso, justifica a posição social, oferece esperança, satisfação emocional e soluções mágicas para enfrentar as dificuldades.
A religiosidade oferta ainda um bem intângível que vem a ser um pacote de compensações para as insuficiências desta vida num outro plano.
A adesão e cultivo da religião é tanto maior na proporção da menor renda percapita e instrução o que não significa que não existam exceções (Eu não sou exceção pois acho que o mundo estaria bem melhor se não houvesse a religiosidade que está aí)
Para ver a pesquisa no site do Gallup clique aqui.
domingo, 19 de setembro de 2010
LEONARDO BOFF
LEONARDO BOFF
Teólogo
Para mim, o significado maior desta eleição é consolidar a ruptura que Lula e o PT instauraram na história política brasileira. Derrotaram as elites econômico-financeiras e seu braço ideológico, a grande imprensa comercial. Notoriamente, elas sempre mantiveram o povo à margem da cidadania, feito, na dura linguagem de nosso maior historiador mulato, Capistrano de Abreu, "capado e recapado, sangrado e ressangrado". Elas estiveram montadas no poder por quase 500 anos. Organizaram o Estado de tal forma que seus privilégios ficassem sempre salvaguardados. São 20 mil famílias que controlam 46% de toda a riqueza nacional, sendo que 1% delas possui 44% de todas as terras.Até a vitória de um filho da pobreza, Lula, a casa-grande e a senzala constituíam os gonzos que sustentavam o mundo social das elites. A casa-grande não permitia que a senzala descobrisse que a riqueza das elites fôra construída com seu trabalho ...(continua)
sábado, 18 de setembro de 2010
Nova música do U2; North Star
Para ver a letra clique aqui
Jimi Hendrix
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Brasil terá fábrica nacional de carros elétricos
A produção inicial será de 100 mil veículos, totalmente movidos por baterias elétricas, com tecnologia japonesa e europeia. Eike estimou que, há espaço no mercado brasileiro para uma nova fábrica de veículos ...(continua)
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Eleições
Renato Janine Ribeiro
ESPECIAL PARA A FOLHA
""Cortem-lhe a cabeça!", disse a rainha. "Mas sem processo?", perguntou Alice. "Primeiro a condenação e depois o processo", explicou a rainha. "No meu país é o contrário", retrucou Alice. "Aqui, não", concluiu a rainha." Lembro dessa cena de "Alice no País das Maravilhas" quando leio o inflacionado debate sobre algo que é erradíssimo -a violação do sigilo fiscal de cinco nomes do PSDB, de centenas de outras pessoas na agência Mauá da Receita e de centenas de milhares de declarações de renda vendidas na rua 25 de Março (em SP).
Mas a exploração política do caso é exagerada. Aquele que retirou a declaração de Veronica Serra não é respeitado nem pelos jornalistas. Nada nele demonstra estilo petista, embora tenha aderido ao PT logo após a vitória de Lula -adesão que, pelo visto, não levou a nada.
Mas os jornalistas creem numa única afirmação dele: o episódio visaria a prejudicar José Serra (PSDB). Por que essa seleção do que merece crédito? Ainda mais levando em conta que, se alguém pode ser prejudicado, é Dilma Rousseff (PT).
Na verdade, afora o fato de que declarações de renda são vendidas na rua há anos, o que me preocupa de imediato são duas coisas.
A primeira é que a imprensa abriu mão de cobrir, a sério, as eleições. O Paraná, por exemplo, vive um pleito complexo, mas os jornais apenas repetem descrições, sem explicar como uma sociedade rica tem uma política pobre.
Esse é um exemplo entre muitos. A cobertura eleitoral é função dos institutos de pesquisa, dos escândalos e, bem pouco, do trabalho dos repórteres. Isso augura mal para o futuro de uma profissão que um dia quis exercer.
O outro ponto: sem provas da ligação do detestável delito com a candidatura Dilma, o candidato que está atrás nas pesquisas quer anular na Justiça os votos dela.
Se for jogo de cena para levar ao segundo turno, não é bonito, mas vá lá. Se for uma tentativa de anular 60% dos votos válidos e empossar um presidente votado por 25% dos eleitores, será um golpe fatal na nossa democracia.
Melhor seria a oposição e a imprensa que a apoia aceitarem que nas eleições se perde e se ganha, que elas não são uma guerra em que se mata o inimigo, mas uma competição em que o povo escolhe o preferido para cada cargo.
E o povo não merece que se destrua a democracia, que a discussão política se reduza a uma crônica policial ou que os vários lados fiquem de birra um com o outro.
Teremos, todos nós, que construir este país, pelo resto de nossas vidas. Melhor evitar paixões e atos que tornem, depois, difícil a colaboração, pelo menos entre quem gosta do Brasil.
RENATO JANINE RIBEIRO é professor titular de ética e filosofia política do Departamento de Filosofia da USP. Foi diretor de Avaliação da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do Ministério da Educação.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Cientistas brasileiros resolveram um enigma científico
DO INOVAÇÃO TECNOLÓGICAAlimentar casas e fábricas com eletricidade coletada diretamente do ar pode ser possível: cientistas brasileiros resolveram um enigma científico que durava séculos sobre como a umidade na atmosfera torna-se eletricamente carregada, abrindo caminho para seu aproveitamento. Imagine dispositivos capazes de capturar a eletricidade do ar e usá-la para abastecer residências ou recarregar veículos elétricos.
O professor Fernando Galembeck, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apresentou suas descobertas históricas hoje (25) durante a reunião da American Chemical Society (ACS), em Boston, nos Estados Unidos ...(continua)

