quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

No ritmo atual Brasil levará 30 anos para ficar rico

Da Folha de São Paulo

Mantido o atual ritmo de crescimento da economia, o Brasil levará 30 anos para atingir um patamar de renda por habitante de países hoje listados entre os ricos. Não se trata de riqueza nos padrões da Suécia ou dos Estados Unidos: esse é o tempo necessário para alcançar a renda atual da Eslováquia, a menor entre as economias consideradas avançadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Um eslovaco tem renda média anual de US$ 18 mil, enquanto o brasileiro deverá ficar nos US$ 11 mil em 2013. Com a economia do país (ou seja, o Produto Interno Bruto) crescendo a 2,5%, e a população a 0,9%, a renda nacional por habitante terá expansão estimada de 1,6% neste ano. Nessa velocidade, será necessário um século inteiro para atingir uma renda de US$ 55 mil, semelhante à dos americanos e suecos hoje. Esses dois países ricos representam dois modelos diferentes de organização da economia e do gasto público, ambos influentes no Brasil. Os EUA têm carga tributária relativamente baixa _na casa de 25% da renda do país, contra 35% no Brasil_ e gasta relativamente pouco com proteção social _9% do PIB, contra quase 13% no Brasil. Já a Suécia é referência mundial em programas de previdência, assistência e amparo ao trabalhador, que somam gastos de 22% do PIB e exigem uma carga tributária de 50%. Desde a Constituição de 1988, o Brasil se inclina mais para a linha sueca de elevação das despesas sociais e dos impostos, o que ajudou a reduzir a miséria e a desigualdade. Em contrapartida, o crescimento econômico ficou mais lento. É claro que só uma renda elevada não basta para que um país seja desenvolvido. Graças ao petróleo, o Qatar tem renda per capita de US$ 105 mil, só inferior aos US$ 110 mil de Luxemburgo, mas a escolaridade média de seus habitantes, de sete anos, é semelhante à do Brasil.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Um cara saltou do 8º andar agora!

Cheguei a pouco (depois de passar na banca em frente pra carregar o Celular) em casa esbaforido de uma noite sem dormir e ainda tive que ligar no SAC da Vivo (ligar no SAC da Vivo sempre me faz ter vontade de virar morador de rua), e me atirei no sofá por alguns instantes e estava pensando em como se sentem os moradores de rua cagando e andando pra Vivo, Net, Mastercard e congêneres, quando escutei um grito; Nããããoooo !!! e ouvi um estrondo parecendo batida de automóvel. Corri até á janela e vi uma mulher desesperada na janela do 8º andar no prédio em frente olhando pra baixo e o teto da banca de jornal destruído e curiosos já se aglomerando. Claro que também fui lá e vi que o F.D.P caiu bem no lugar onde eu fico esperando o troco quando compro o jornal ou recarrego o Vivo e o dono da banca em estado de choque. Olhei para o sujeito e assim como os demais fiz a pergunta mais imbecil que alguém pode formular naquela situação; Cê tá bem? Ele não parecia muito bem, mas mesmo assim queria me responder ou xingar e tentava se levantar assim meio desajeitado e os mais próximos convenceram-no a ficar ali mesmo estatelado esperando o Samu. Ele parecia meio chateado e/ou decepcionado e algo tenso talvez. Intuí que ele estava mais chateado com o que o levou a saltar do que com a situação em si. Sei lá... Sempre penso em porque esses caras pulam sem o menor cuidado ou aviso em cima dos outros!?..., quer dizer... você está andando alegremente pela rua e um estúpido desses cai em cima de você!? Sacagem isso e é o tipo de situação onde são diminutas as chances de você pagar com a mesma moeda, entende? Em minutos chegaram os bombeiros, a PM, a força tática, etc... (Só faltaram os paraquedistas) e levaram o cara para o hospital. Indignado, tirei as seguintes lições: Melhor assinar o Jornal do que comprar na banca e cancelar o Vivo e não ter que colocar os malditos créditos em locais perigosos e me livrar da tentação de virar morador de rua que é um persecutório e recorrente sentimento, que aflora sempre que falo com o SAC da famigerada herdeira da Telesp

Publicado originalmente no Diário da Manhã 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cadê meu Analista !?

Visitar o passado é exercício pesado e pantanoso (risos).  Então sempre que retorno à casa paterna fico reflexivo, pois sempre há mdanças e também recordações num mix frenético-comparativo.
Num raio de uns quinhentos metros da casa dos meus pais  em Jataí-Go sobrou uma única família dos meus tempos. 
Onde eu armava arapucas e caçava tatús tem agora um prédio vistoso de  doze andares. Alias, a última coisa que eu faria se vivesse aqui seria me engaiolar num edifício, mas como dizia Freud “somos o que nos falta”.  O povo aqui agora só pensa em ir ao shopping. Sim esta desgraça dos tempos modernos já chegou aqui e é o “must”  comer na praça de alimentação (agh!) um subway, mc Donald´s, girafas etc, ou ficar em casa e pedir um “Delivery” tudo tudinho  muito chic como se vê nas novelas e filmes. De outro lado, eu também segundo o axioma atribuído ao velho Freud, procuro uma galinhada com pequi, uma coxinha sem pressa feita com massa de batata, a cachaça artesanal do  Zé-Rodrigues acompanhada de um naco de linguiça de porco caipira, porque para os padrões vigentes eu sou antigo e brega, ou no máximo, excêntrico. Isso sem falar das minhas refeições que minha mãe já sabe que precisa ter  milho refogado com cebolinha, gueroba, quibebe, cortado de abobrinha com jiló e arroz com suã, senão eu dou chilique e faço inflamado discurso anti-modernidade (risos) com ofensas aos traidores do modo goiano de comer. Fotos da comilança de hoje, aqui
Perguntei por que precisam de quatro carros aqui em casa e as explicações são variadas, mas o fato é que quase todo mundo tem uma picape (quase do tamanho de um ônibus) pra ir à padaria ou ao banco que fica bem pertinho.
Como acontece em quase todas as cidades do Brasil se você não tiver um carrão e uma TV de 60 polegadas (mesmo que a sala tenha só 2m x 2m), você é um pobre lazarento, Então agora também aqui já temos congestionamentos, estacionamentos e Casas Bahia...
Da música breganeja eu nem falo nada porque é uma metástase nacional.
Mas os demônios que me assombram quando volto aqui são relativos à infância/adolescência, período especialmente sensível onde  -para o bem e para o mal-,  é forjada e definida a nossa  existência...
Tem ainda os espíritos dos Jatobás em cuja sombra eu brincava, fazia confissões e mais tarde descobriria a sexualidade algo dolorida, na época. Eles continuam frondosos todos aqui em frente de casa numa área milagrosamente salva e transformada agora num parque e testemunhando a passagem do tempo. Alguns anos atrás quando meu pai ainda conversava, ele me contou que quando era criança esses Jatobás eram do mesmo tamanho e alguns ficavam nas terras do meu avô e ele (meu pai) tinha um cavalo que se chamava moquinha que sempre empacava debaixo de um deles rsrsrs... bla,bla,bla...
Não sei precisar o quanto vivem esses jatobás, mas eles são talvez, minha mais umbilical ligação com o passado e testemunhas da infância e adolescência marcadas por todo tipo de horror e terrorismo físico e psíquico, infringidos pela doentia repressão religiosa e parental nos anos 60 e 70 e que moldaram a relação de  amor e ódio com o lugar e as pessoas por aqui e é  por isso que eu exclamo; Cadê meu Analista?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Análise acurada sobre as manifestações em junho de 2013



"Os manifestantes, simbolicamente, malgrado eles próprios e malgrado suas afirmações explícitas contra a política, realizaram um evento político!
O estopim das manifestações paulistanas foi o aumento da tarifa do transporte público e a ação contestatória da esquerda com o Movimento Passe Livre (MPL), cuja existência data de 2005 e é composto por militantes de partidos de esquerda. Em sua reivindicação específica, o movimento foi vitorioso sob dois aspectos. Conseguiu a redução da tarifa e definiu a questão do transporte público no plano dos direitos dos cidadãos, e portanto afirmou o núcleo da prática democrática, qual seja, a criação e defesa de direitos por intermédio da explicitação (e não do ocultamento) dos conflitos sociais e políticos. 
Políticas (públicas?) definidas e orientadas pelos imperativos dos interesses privados, as montadoras de veículos, empreiteiras da construção civil e empresas de transporte coletivo dominam a cidade sem assumir nenhuma responsabilidade pública, impondo ao longo dos anos o que ficou conhecido como inferno urbano   ...leia mais

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pat Metheny no Ibirapuera

Vá lá que o Pat Metheny não seja um cara que se preocupa em agradar o público, mas também não precisava exagerar, porque ontem em apresentação no parque Ibirapuera ele ficou no palco com seu novo grupo Unit Band por quase duas horas e não tocou nem um mísero acorde de trabalhos anteriores que nos embalava nos anos 80/90...  Limitou-se à setlist de sua última turnê, sem fazer nenhuma concessão ao público ansioso para ouvir Last train home, American garage,  Airstream...   NADA!  Claro que ele continua virtuoso, criativo, denso e incrivelmente técnico, afinal é um dos poucos músicos que alcançaram a marca de 20 prêmios Grammy na carreira, porém não precisava ficar assim tão “autista” em relação aos fãs, penso eu. Sei lá!?  Pode ser só nostalgia mas senti falta do Lyle Mays na banda. Ele esbanjou técnica, ousadia e interplays na performance, mas chegou ao fim sem emocionar o público que foi embora  com aquela sensação de incompletude, sabe?  Algo como ir a um show do Roberto Carlos ou Ozzy Osbourne e não ouvir nenhuma música conhecida.
O repertório escolhido funciona maravilhosamente num anfiteatro onde toda a virtuose pode ser visualizada/acompanhada de perto mas, no parque com milhares de pessoas, o ambiente dispersivo não favoreceu e é alí que encaixaria bem uns “sons” mais sincopados-amigáveis...
Na saída, encontrei tantos amigos e músicos conhecidos que externaram a mesma sensação, ou seja, embora a apresentação tenha sido impecável, não emocionou!  E ficamos ali na marquise entre goles, conjecturando, que mal faria temperar o espetáculo com umas três músicas do inesquecível Pat Metheny Group !? 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Miró - Balada literária 2012


Dia 28 próximo começa a Balada Literária que vai até 02/12 com a curadoria de Marcelino Freire que  vai   juntar diversos artistas da palavra abrangendo desde escritores e poetas badalados até a crua poesia de "rua cama mesa e banho" como diz o poeta pernanbucano Miró, grande amigo que, aliás, se apresentará no dia 29/11.
A programação completa pode ser vista clicando aqui.

MIRÓ DIA 29 Nov. 2012 ás 21:00
CENTRO CULTURAL b_arco
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426 - Pinheiros.
www.obarco.com.br

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Paulo Moreira Leite

Sem domínio, sem fatos 


 Talvez seja a idade, quem sabe as lembranças ainda vivas de quem atravessou a adolescência e o início da idade adulta em plena ditadura. Mas não consigo conviver com a ideia de que cidadãos como José Genoíno e José Dirceu possam ser condenados por corrupção ativa sem que sejam oferecidas provas consistentes e claras. A Justiça é um direito de todos. Mas não estamos falando de personagens banais. Sei que os mandantes de atos considerados criminosos não assinam papéis, não falam ao telefone nem deixam impressão digital. Isso não me leva a acreditar que toda pessoa que não assina papel, não fala ao telefone nem deixa impressão digital seja chefe de uma quadrilha. Sei que existe a teoria do domínio do fato. Mas ela não é assim, um absoluto. Tanto que, recentemente, o célebre Taradão, apontado, por essa visão, como mandante do assassinato de irmá Dorothy, conseguiu sentença para sair da prisão. Contra Taradão havia confissões, testemunhas variadas, uma soma impressionante de indícios que não vi no mensalão. Mesmo assim, ele foi solto ...(continua)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Bens Posicionais

O economista e filósofo Eduardo Giannetti, autor de O Valor do Amanhã: Ensaio sobre a Natureza dos Juros e do best-seller Felicidade: Diálogos sobre o Bem-estar na Civilização (ambos Companhia das Letras), acredita que nós brasileiros "estamos vivendo uma corrida armamentista do consumo". Para Giannetti, nós brasileiros estamos dispostos a pagar preços estratosféricos por carros importados (luxuosos e nem tanto), pois eles nos conferem a ilusória ideia de status. São "bens posicionais", que hierarquizam a sociedade na antiga fórmula quanto mais caro, mais exclusivo; quanto mais exclusivo, mais status. "Primeiro é um tênis de marca, depois um carro importado, um iate, um jatinho, uma viagem a Marte. A corrida sempre se renova", diz. É o carro do ano, o look exclusivo da fashion week, o restaurante badalado, a deserta ilha paradisíaca e outras extravagâncias de gente chique. Para serem almejados, os objetos devem continuar um privilégio de poucos, fora do alcance dos plebeus. Nessa lógica, o diamante só brilha se refletir nos olhos dos outros ...(continua)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Como estará geopolíticamente o mundo em 2025...?

O historiador luis Felipe Alencastro analisa alguns trechos do relatório quinquenal do National Intelligence Council já divulgados sobre as perspectivas geopolíticas, pois o relatório definitivo será entregue em novembro ao próximo presidente dos Estados Unidos, mas os trechos antecipados são muito interessantes uma vez que projetam as tendências globais da política mundial. Vários institutos de estudos estratégicos, jornais e a blogosfera ja comentam o assunto.

"Como observou o jornal parisiense “Le Monde”, a principal análise do relatório consiste em projetar as tendências para 2030 num contexto pós-americano. Nesta perspectiva o relatório traça um o cenário otimista e outro pessimista. O primeiro prevê uma perda de influência gradual dos Estados Unidos, num mundo em que a cooperação internacional se acentuaria e as crises políticas e econômicas seriam resolvidas, pacificamente e em boa ordem, pelas negociações multilaterais. No segundo cenário ocorreria uma “desintegração”. O declínio americano, seguido pela ascensão das potências asiáticas, daria lugar a um mundo fragmentado, no qual as instituições internacionais perderiam sua influência, e os riscos de conflitos armados aumentariam, principalmente na Ásia e no Oriente Médio. Embora a notícia não tenha repercutido no Brasil, o país é citado em várias partes do novo relatório, nos textos preparatórios e nos comentários postados por especialistas. A reforma do Conselho de Segurança da ONU é comentada pelo jurista William Burke-White, que foi professor da Universidade de Princeton e conselheiro do Departamento de Estado. Para ele, o apoio explícito dos EUA à Índia e o incentivo, menos explícito, ao Brasil, para a entrada dos dois países como membros permanentes do Conselho Segurança (CS), não teve ainda maiores consequências. Mas a reforma do CS parece ser inevitável. Num outro texto, o mesmo autor escreve que o próximo CS contaria com o Brasil, China, Índia, Japão, Rússia, Estados Unidos, um ou mais países europeus, e um ou mais países africanos. A situação é mais complicada é a da Europa, onde a Inglaterra e a França já tem assento permanente no Conselho de Segurança (CS), e a Alemanha pleiteia o mesmo privilégio. Segundo Burke-White, quanto mais o tempo passa, mais as pretensões europeias parecem irrealistas. Parece improvável que ainda haja, em 2030, dois assentos concedidos aos países europeus no CS. Outros textos questionam o estatuto do Brasil, China, Índia e África do Sul como potências mundiais, dadas as contradições políticas e sociais existentes nestes países. A situação da China parece particularmente duvidosa. Dada às vulnerabilidades ligadas à sua evolução demográfica, à corrupção endêmica e à erosão da legitimidade do regime, a China pode conhecer sérios problemas num quadro de estagnação econômica. Neste caso, o cenário previsto é o de uma situação de hipernacionalismo, como no Japão e na Alemanha nos anos 1920-1930. As análises mais detalhadas só serão conhecidas na publicação do relatório definitivo, depois das eleições presidenciais americanas. No entanto, há um dado comum na maioria dos cenários esboçados até agora: a hiperpotência americana não se perpetuará ao longo dos próximos anos".

terça-feira, 1 de maio de 2012

Pirataria

“Atenção: Toda vez que você assiste a um filme pirata você pode estar empurrando para a miséria, dezenas de estrelas de hollywood que vivem em mansões de cinco picinas. Já há relatos de alguns casos em que cineastas tiveram que se mudar para mansões menores com apenas quatro picinas”


O que é Pirataria? 
Para o padre Marcelo e os evangélicos do "diante do trono"  que vendem zilhões de DVDs é pecado horroroso e quase sem possibilidade de remissão. Já para estudiosos do assunto e antropólogos do naipe de Adriana Facina, Roberto Damatta, o tema é um pouquinho mais complexo, pois envolve a cidadania no contexto do universo relacional e seus simbolismos ressignificados e mercantilizados ao sabor das conveniências.
Para bandas como o Metallica e cineastas como Esaad Younis, pirataria é a maior patifaria e para o Radiohead é apenas a democratização de bens culturais apropriados, reciclados e ressignificados pela indústria cultural, não estão nem aí!
Para o Governo americano, o pirata Julian Assange merece a pena de morte, mas para muitos entre os quais eu me incluo, o wikileaks prestou um grande favor a humanidade. E o que dizer do Partido Pirata, que já o terceiro  mais mais popular da Alemanha? Hummm num sei!? E os piratas Anonymous hackers ? Ah, esses são glamurosos diriam aquelas que se descabelam ao descobrir que a empregada também tem uma calçinha victoria secret (pirata). 

O fato é que o tema vai além das babozeiras como, DVD pirata estraga aparelho, estrelas de cinema vão passar fome, a qualidade não é boa etc e etc...
Não está claro o que a Nike, pensa sobre os tênis pirateados no Parí e vendidos por 8% do valor de um original, mas as famílias -que vivem com 3/4 de um salário mínimo- devem se sentir "ressignificadas" com a versão vendida no Brás, do simbólico tênis, que proporciona a eles, aquilo que Damatta trata como sendo o mais atávico dos sentimentos humanos: "O pertencer".

Imagino que a nike não se preocupe muito porque deve intuir que uma família que passa o mês com R$200,00 não vai poder ir ao Pátio Higienópolis comprar um tênis por R$650,00.
E as operadoras de TV a cabo que cobram aqui a 2ª tarifa mais cara do sistema solar? Após anos de guerrilha com as favelas que pirateavam o sinal, elas criaram planos acessíveis para estes diferenciados e por certo estão lucrando, ou não?
Apesar de todo o terrorismo a respeito da pirataria que diz que há criançinhas morrendo sufocadas com peçinhas que se desprendem de brinquedos pirateados, cineastas e estrelas passando necessidades em suas mansões com cinco picinas em Hollywood, bla, bla, bla..., não parece que a questão seja tão ...(continua)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Religiosidade


Intolerância religiosa


Sou ateu e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos.
A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde iremos são tão poucos que parecem extraterrestres.
Dono de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos.
Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos. Para atender esse desejo, o imaginário humano criou uma infinidade de deuses e paraísos celestiais.
Jamais faltaram, entretanto, mulheres e homens avessos à interferências mágicas em assuntos terrenos ... (continua)

terça-feira, 13 de março de 2012

"Enobrecimento" Urbano

GENTRIFICAÇÃO: Que palavra é essa!?
Neologismo que significa; Um conjunto de processos de transformação de espaço urbano, visando à valorização imobiliária pela remoção dos moradores de classes sociais menos favorecidas que estão ocupando áreas POTENCIALMENTE nobres. Isto acontece no mundo inteiro através da interferência ou omissão do estado.
Em São Paulo o enobrecimento de espaços urbanos ocorre o tempo todo seja por incêndios “acidentais” provocados em favelas nobres, ou a simples grilagem mesmo e até como no caso recente do Pinheirinho, com o estado, parcela do poder judiciário e interesses privados, envolvidos numa trama (contra moradores pobres) para favorecer o poder econômico.  
A despeito do adjetivo escolhido para designar o processo, o chavão mais usado na maioria desses casos de enobrecimento de áreas é o mantra da “revitalização” que é a parolagem destinada a maquiar a GENTRIFICAÇAO.
Revitalizar significa insuflar vida, mas não falta vida nesses lugares o que falta é o comparecimento do poder público com escolas, saneamento, quadras esportivas, segurança, emprego, etc...
O que está acontecendo aqui e agora no histórico bairro da Luz, é a mais descarada gentrificação (enobrecimento urbano), para dizer o mínimo, sob a alcunha do projeto Nova Luz.  
O entrosamento do poder público com o mercado imobiliário que é um forte financiador de partidos e políticos enxerga o potencial da região, onde está a Sala São Paulo, Pinacoteca, Universidade livre da Música Tom Jobim, Jardim da Luz, escola  municipal de balé, etc, etc..., mais a boa localização e infraestrutura.
Com a falta de áreas nobres para construir, só falta mesmo remover os habitantes, demolir e transformar a Luz numa quem sabe, Higienópolis com metrô e ótimos aparelhos culturais.  Mas infelizmente para os gentrificadores, na Santa Efigênia não vivem somente os indefesos despossuídos e há resistência sim, como o movimento “Apropriação da Luz” encabeçado pela Jornalista e fotógrafa Paula Ribas e que luta contra este processo como mostra reportagem da TV Brasil.
Um exemplo de como a Governança enxerga a Luz é a finalização da linha amarela: Desapropriaram uma enorme área prometendo, equipamentos urbanos, bulevar, galerias, centro esportivo etc., e no final fizeram uma cerquinha para separar uma tirinha onde construíram uma praçinha de puro concreto sem nenhum equipamento e cuja aridez, grades e calor não convidam ninguém o que também não faz diferença, pois é mais um estacionamento particular. A outra fatia do terreno está abandonada e é onde funciona um criadouro de mosquitos sob patrocínio do governo municipal e estadual. Revitalização é isso!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Contradições

Dia desses li que apesar de morrerem quase um milhão de pessoas todos os anos de malária, quase não há investimento em pesquisas médicas  na áreas seja para encontrar a vacina ou medicamentos para tratar a moléstia evitando as mortes, porque é uma doença tropical que é onde concentra-se a pobreza do planeta e assim os laboratórios não teriam como lucrar ou vender remédios. A lógica então aponta no sentido de pesquisar e produzir para quem pode pagar pelos produtos. 
Vi também um cientista britânico dizer que entre as 50 medidas mais eficazes para frear o desastre ambiental em curso no planeta, nenhuma depende de iniciativas individuais, como usar  bicicleta de bambu, não usar sacolinha de supermercado, tomar banhos rápidos, não comer carne, etc... (o que segundo ele tem impacto zero.) O Buraco seria mais embaixo e medidas de impacto mesmo, estão todas associados  á políticas públicas e mudanças de paradígmas como substituir plantações alagadas por sequeiros, conter vazamentos de gaz das minas de carvão, tratar o esgoto evitando o escape de metano, evitar uso de petróleo, etc...
Agora a OMS diz que o fogão a lenha é o fator ambiental responsável pelo maior número de mortes no mundo, ou seja, a hipocrisia de plantão prega que devemos fazer várias coisas para ajudar o planeta tais como, comprar as sacolinhas ecológicamente corretas (fabricadas com mão de obra escrava na china e vietnan) a venda em todos os supermercados para substituir as gratuitas de polietileno, enquanto os verdadeiros problemas são deixados de lado,  porém essas atitudes verdes, tem impacto positivo para quem as pratica, pois trás sensação de alívio e dever cumprido, ainda que o planeta continue indo à breca por conta da falta de disposição das nações de pactuarem sobre o que interessa.
"Cerca de 3 bilhões das pessoas mais pobres do mundo ainda cozinham e se defendem do frio por meio da queima de biomassa: madeira, carvão e até esterco de gado. A mesma fumaça que encarde as paredes e escurece o teto de suas casas, infelizmente, invade o aparelho respiratório dos moradores causando 2 milhões de óbitos por ano.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o fogão a lenha o fator ambiental responsável pelo maior número de mortes, no mundo inteiro. Morre mais gente como consequência desse tipo de poluição doméstica do que de ...(leia mais)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Robert Fisk

"... os eleitores estão percebendo, ainda que de forma um pouco tardia, que durante décadas se iludiram com uma democracia fraudulenta: votam civicamente em partidos políticos, que então entregam seus mandatos democráticos e o poder do povo aos bancos, aos seus negociadores derivados e às suas agências de classificação de risco, todos eles sustentados pela corja preguiçosa e desonesta dos  “especialistas” dos "think tanks" e das principais universidades estadounidenses, que mantêm a ficção de que esta é uma crise da globalização, e não um massivo engano financeiro...”   (...continua)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Resposta sobre bóson de Higgs pode chegar antes do fim de 2011

Do estadão



Os físicos do centro já afirmaram que estão concentrados na busca por esta "partícula divina", o último elemento que falta no modelo padrão da física de partículas. Este modelo explica o comportamento e as interações das partículas fundamentais que constituem a matéria ordinária (que representaria apenas 4% de todo o Universo), "da qual somos feitos e da qual é feito o mundo que nos cerca", explicou o ...(continua)