Dias atrás comentei com um amigo que tive a impressão de ver mais moradores de rua na região dos jardins do que nunca e que no centro (onde moro) também estavam aumentando...
Agora de manhã vejo a explicação no Estadão: O ilustre prefeito Kassab, está fechando os albergues numa tentativa de torná-los um pouco mais invisíveis empurrando-os para a periferia. Claro que isso não funciona e é de um desconhecimento de causa assustador. Fico pensando que deve haver alguma explicação para além do velho higienismo. Não é possível que o prefeito seja tão estúpido assim, pois além das mazelas das enchentes e da coleta de lixo falha, porque diabos ele iria ainda lotar as ruas de mendigos? Deve haver alguma explicação, ou não!?
Matéria completa do Estadão aqui: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100204/not_imp506065,0.php
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Chico Sciense
Hoje é o aniversário da morte de Chico Science que nasceu Francisco de Assis França, um caboclo genial que foi um dos criadores do movimento musical Manguebeat, -também grafado como manguebit ou mangue beat-, que surgiu no Brasil na década de 90 em Recife misturando ritmos regionais com rock, hip hop, maracatu e música eletrônica causando reviravolta no panorama musical com sua Nação Zumbí. Deixou apenas dois discos: Da Lama ao Caos e Afrociberdelia, antes de morrer num trágico acidente de carro em 1997. Abaixo uma belo vídeo como homenágem ao caboclo chico science.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Quarta na Cooperifa...
Do blog da Indra
Quarta-feira eu tive um contato imediato do terceiro grau. Não foi com ETs, ou com entidades que baixaram em minha pessoa. Foi um contato mais direcionado ao coração, capaz de abrir uma cachoeira de sensações. Quarta-feira eu tive um contato imediato do terceiro grau com a arte da periferia, poesia, cordel, contos, emails, cartas, música, tudo. O grande poeta Miró da Muribeca, que tenho o orgulho de conhecer, veio participar de um show com o Manu Maltez no Sesc Pinheiros e, como era de se esperar, após o compromisso, ficar uns dias curtindo São Paulo, olhando as pessoas e fazendo arte nesta cidade de 39 milhões de sacos de cimento (como disse Rai, né Míró!). Hospedado na minha casa, temos nos divertido muito nesses dias.. Como ia dizendo, quarta-feira ele foi convidado do Sarau Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), um dos movimentos culturais mais importantes da periferia de São Paulo, que há sete anos reúne um grande número de pessoas da comunidade para a leitura de poemas e literatura. Não existem regras para participar. É só chegar, botar o nome na lista e esperar para recitar um poema, ler um texto, comentar uma partida de futebol, surpreender o povo. Espera ai, disse que não existem regras, mas há uma sim: fazer silêncio (menos para o cachorro de rua que fica nas imediações, latindo para tudo o que passava frente à casa). Na quarta-feira do contato imediato, foram 50 pessoas, todas talentossíssimas. Eu nunca tinha visto uma coisa parecida. Concebido por Sergio Vaz, a Cooperifa é um oasis no meio de uma São-Paulo-lado-B azotada por problemas de transporte, educação, saúde. É como se a literatura dizesse "estou aqui para salvar vocês" e para dizer que nesse mundo nada é mais prazeroso que uma, duas ou muitas boas doses de arte! A Cooperifa fica na rua Bartolomeu dos Santos 797, Jd. Guarujá, Piraporinha, indo pela Marginal até a Ponte João Dias, Av. Guido Caloi. O telefone, 5091-7403. Essa quarta tem mais, esperando que o Caboclo Maroara (alter ego do Miró) desca em todos nós!
Dica importante: quem vai nos saraus, não pode deixar de pedir o "Escondidinho", ou carne seca e macaxeira. É um verdadeiro MUST!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Os rivais do google
Muito se tem falado sobre o predomínio do Google, seu crescimento constante e apetite insaciável para adquirir as novidades da rede, mas essa semana saiu boa matéria na computerworld perguntando até quando o Google continuará “sobrando” na rede e listando os principais rivais para 2010 traçando um panorama curioso. Para quem gosta de tecnologia e internet o artigo é bem atrativo, pois analisa a conjuntura tecnológica atual e deixa antever o que vem por aí.
Confira os 10 rivais mais fortes do Google:
A rivalidade da Google com empresas de tecnologia deve aumentar em 2010. Ela tem o site mais acessado da internet e uma máquina de fazer dinheiro. No quarto trimestre de 2009, sua receita totalizou 6,67 bilhões de dólares. Com grandes reservas de caixa, a empresa tem dinheiro para comprar iniciativas inovadoras para continuar dominando a Web. Aqui está uma lista de ...(continua)
Confira os 10 rivais mais fortes do Google:
A rivalidade da Google com empresas de tecnologia deve aumentar em 2010. Ela tem o site mais acessado da internet e uma máquina de fazer dinheiro. No quarto trimestre de 2009, sua receita totalizou 6,67 bilhões de dólares. Com grandes reservas de caixa, a empresa tem dinheiro para comprar iniciativas inovadoras para continuar dominando a Web. Aqui está uma lista de ...(continua)
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Manu Maltez & Miró no Sesc Pinheiros
Manu Maltez, gravurista, músico e compositor, é um artista plástico prolífico de grande expressão figurativa que estará se apresentando no SESC Pinheiros na próxima quinta feira, 28 de janeiro onde serão apresentadas músicas do seu primeiro disco "As Neves do Kilimanjaro" e, do recém lançado "Esse Cavalo Morto no Jardim" e outras inéditas. O evento contará com a participação de Miró da Muribeca, Thaís Nicodemo, Marcelino Freire, Fabio Barros, Micaela Marcondes, Rafael Barreto, Abid Santiago e Rafael Y Castro.
Eu estarei lá e acho que será ótima oportunidade para conhecer a intervenção de desenhos e textos "Fauna das Escadas" recém concluída pelo Manu nas escadarias do Sesc, matar a saudade do Miró e rever os amigos.
Manu Maltez-Rasif
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
São Paulo é nº1 do mundo no ranking Hub Culture 2010 Zeitgeist
As dez primeiras cidades do ranking são:

1- São Paulo
2 - Berlim
3 - São Franciso
4 - Los Angeles
5 - Xangai
6 - Zurique
7 - Sydnei
8 - Nova Iorque
9 - Londres
10 - Hong Kong
Para ver a lista completa no site Hub Culture clique aqui.
Nota: Se alguém se aventurar a traduzir o porquê São Paulo foi eleita a cidade nº1 do mundo o blog agradece. Até lá, basicamente é o seguinte: Aconteceu de o Brasil ser a bola da vez em energia, esportes, ter moeda estável, otimismo etc., Enfim tornou-se um global player de peso e São Paulo é uma cidade vibrante e catalisadora onde tudo isso se concentra; Tem enorme população jovem, consumidora que, que vem provocando um boom no consumo e na vida noturna etc e etc... além da gastronomia...

1- São Paulo
2 - Berlim
3 - São Franciso
4 - Los Angeles
5 - Xangai
6 - Zurique
7 - Sydnei
8 - Nova Iorque
9 - Londres
10 - Hong Kong
Para ver a lista completa no site Hub Culture clique aqui.
Nota: Se alguém se aventurar a traduzir o porquê São Paulo foi eleita a cidade nº1 do mundo o blog agradece. Até lá, basicamente é o seguinte: Aconteceu de o Brasil ser a bola da vez em energia, esportes, ter moeda estável, otimismo etc., Enfim tornou-se um global player de peso e São Paulo é uma cidade vibrante e catalisadora onde tudo isso se concentra; Tem enorme população jovem, consumidora que, que vem provocando um boom no consumo e na vida noturna etc e etc... além da gastronomia...
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Serra do Roncador
Escrevi uma vez sobre a serra do roncador onde meu irmão Ralph iniciou com o amigo Ricardo, um negócio de ecoturismo, a Roncador Expedições baseado em dois Jipes, muito entusiasmo e conhecimenro da região. Agora o esforço rendeu uma matéria no Jornal Hoje que reproduzo a seguir:
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
IRBEM - Indicadores de Referência de Bem-Estar
Fiquei fora do ar nos últimos trinta dias e nem bem cheguei de um périplo por cidades medias, pequenas e lugarejos diversos e já me deparei com um destaque em um portal dizendo que 57% da população de São Paulo abandonaria a cidade se pudesse. Pasmado fiquei porque como sempre digo, São Paulo é a cidade mais "cool" do país e esse sonho idílico de viver em lugares pequenos me parece que é coisa de quem não aproveita o que de melhor a cidade oferece e nesse caso tanto faz viver aqui ou em cafundó que dá na mesma.
Apesar dos resultados devastadores para os gestores atuais, antigos e nós habitantes, ainda faço parte dos 43% que querem permanecer em Sampa.
Isso me lembrou que certa vez fui para uma casa de veraneio belíssima em Maramduba e tinha lá em uma parte da casa uma geladeira dos anos cinqüenta em bom estado e eu maravilhado derramei elogios quando então o meu amigo dono da casa disse assim: Sabe por que você gosta tanto da minha geladeira? PORQUE VOCÊ NÃO TEM UMA! e desatamos a rir... Acho que a maior parte das pessoas que sonham com o interior é porque nunca viveram lá.
Bem, então fui atrás da pesquisa completa e encontrei uma vastidão de ricos detalhes que mostram também outros aspectos (todos omitidos no artigo). A pesquisa é um trabalho inédito, no Brasil e no mundo, sobre algo que muitos consideram ser subjetivo: O bem-estar. Realizado pelo ONG Nossa São Paulo e lançado hoje; o IRBEM - Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município é muito interessante e vale à pena dar uma espiada.
Com base em itens referentes à qualidade de vida sugerida por quase 40 mil pessoas, os entrevistados fizeram um diagnóstico da relação que estabelecem com São Paulo. No geral, em uma escala de 1 a 10, os paulistanos deram, em média, a nota 4,8 para avaliar o grau de satisfação com a capital. Dos 174 temas sondados, apenas 39 tiveram "nota azul".
Para Oded Grajew, membro da secretaria executiva da entidade e um dos responsáveis pelo trabalho, o quadro é alarmante - e totalmente previsível. "A maioria dos nossos governantes é representante de seus financiadores de campanha, que normalmente são grupos ligados à especulação imobiliária, que fazem a cidade crescer sem organização...". Para ver a pesquisa sumarizada, clique aqui e completa, aqui.
Apesar dos resultados devastadores para os gestores atuais, antigos e nós habitantes, ainda faço parte dos 43% que querem permanecer em Sampa.
Isso me lembrou que certa vez fui para uma casa de veraneio belíssima em Maramduba e tinha lá em uma parte da casa uma geladeira dos anos cinqüenta em bom estado e eu maravilhado derramei elogios quando então o meu amigo dono da casa disse assim: Sabe por que você gosta tanto da minha geladeira? PORQUE VOCÊ NÃO TEM UMA! e desatamos a rir... Acho que a maior parte das pessoas que sonham com o interior é porque nunca viveram lá.
Bem, então fui atrás da pesquisa completa e encontrei uma vastidão de ricos detalhes que mostram também outros aspectos (todos omitidos no artigo). A pesquisa é um trabalho inédito, no Brasil e no mundo, sobre algo que muitos consideram ser subjetivo: O bem-estar. Realizado pelo ONG Nossa São Paulo e lançado hoje; o IRBEM - Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município é muito interessante e vale à pena dar uma espiada.
Com base em itens referentes à qualidade de vida sugerida por quase 40 mil pessoas, os entrevistados fizeram um diagnóstico da relação que estabelecem com São Paulo. No geral, em uma escala de 1 a 10, os paulistanos deram, em média, a nota 4,8 para avaliar o grau de satisfação com a capital. Dos 174 temas sondados, apenas 39 tiveram "nota azul".
Para Oded Grajew, membro da secretaria executiva da entidade e um dos responsáveis pelo trabalho, o quadro é alarmante - e totalmente previsível. "A maioria dos nossos governantes é representante de seus financiadores de campanha, que normalmente são grupos ligados à especulação imobiliária, que fazem a cidade crescer sem organização...". Para ver a pesquisa sumarizada, clique aqui e completa, aqui.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Mapa Energético
Muito se fala em energias alternativas, bicombustíveis, carros elétricos etc., mas parece que pelos constantes rearranjos na matriz energética mundial, os combustíveis fósseis continuarão a reinar por muitos anos, pelo menos é o que dá para concluir a partir dos investimentos e estratégias das nações consumidoras e produtoras incluindo aí o Brasil. Abaixo reproduzo matéria interessante do Asia Times traduzida e publicada pela agência Carta Maior.
Rússia, China e Irã redesenham o mapa energético
M. K. Bhadrakumar - Asia Times
Gasoduto conectando norte do Irã e Turcomenistão assinala a constituição de um novo padrão de cooperação energética em plano regional que dispensa negócios com "as grandes do petróleo". A Rússia tradicionalmente dá o primeiro passo; China e Irã seguem a trilha já aberta. Rússia, Irã e Turcomenistão são donos, respectivamente, da primeira, segunda e terceira maiores reservas mundiais de gás. E a China, nesse século, será consumidora por excelência. Todo esse arranjo regional terá profundas consequências sobre a estratégia global dos EUA ...(continua)
Rússia, China e Irã redesenham o mapa energético
M. K. Bhadrakumar - Asia Times
Gasoduto conectando norte do Irã e Turcomenistão assinala a constituição de um novo padrão de cooperação energética em plano regional que dispensa negócios com "as grandes do petróleo". A Rússia tradicionalmente dá o primeiro passo; China e Irã seguem a trilha já aberta. Rússia, Irã e Turcomenistão são donos, respectivamente, da primeira, segunda e terceira maiores reservas mundiais de gás. E a China, nesse século, será consumidora por excelência. Todo esse arranjo regional terá profundas consequências sobre a estratégia global dos EUA ...(continua)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Os morros dos ricos e os dos pobres
Luciano Martins Costa em 4/1/2010-observatorio da imprensa
Comentário para o programa radiofônico do OI, 4/1/2010
Os jornais abrem o ano com a tradicional contagem dos mortos por causa de morros que deslizam e casas que desabam com as fortes chuvas do início do verão.
Mas há uma diferença flagrante de morro para morro: há os morros dos pobres e os morros dos ricos.
Em algumas dessas geografias, a culpa pela tragédia, na visão da imprensa, é sempre das vítimas, que insistem em ocupar ilegalmente áreas de encostas e outras topografias sujeitas a desmoronamentos e enchentes.
No máximo, autoridades que toleram tais invasões compartilham a condenação da imprensa.
Em outras geografias, a culpa é simplesmente da natureza.
Ou seja, a imprensa parece ver uma enorme diferença entre morros com barracos e morros com construções mais sofisticadas.
Ou será que as mansões de celebridades erguidas em áreas de proteção da Ilha Grande e outros locais do litoral brasileiro não deveriam também estar sujeitas ao crivo da imprensa, tanto quanto os amontoados de casas e barracos que sobem as encostas em lugares menos charmosos?
É muito provável que, em alguns dos casos, as autoridades encarregadas tenham falhado ou se omitido.
Também é muito provável que, em outros casos, essas mesmas autoridades tenham sido simplesmente subornadas.
Até esta segunda-feira, os jornais ainda escondiam, por exemplo, que em junho de 2009 o governador do Rio liberou as regras para construções em áreas de preservação ambiental em Angra e outras regiões do Estado.
O decreto, de no. 41.921, é conhecido como “lei Luciano Huck”, porque teria sido feito para beneficiar o apresentador da talevisão.
Quando busca as causas das tragédias que se repetem regularmente, nesta época do ano, a imprensa costuma escorregar pelos chavões das chuvas recordes e da inadequação das construções.
Mas nunca se aprofunda na investigação dos processos de ocupação de áreas de risco ou de áreas de proteção ambiental por propriedades privadas.
Praias fechadas por condomínios ou casas particulares são parte dessas irregularidades.
Quando os morros deslizam, revela-se não apenas a precariedade das construções.
Revelam-se também o descaso das autoridades e a omissão da imprensa ...(continua)
Comentário para o programa radiofônico do OI, 4/1/2010
Os jornais abrem o ano com a tradicional contagem dos mortos por causa de morros que deslizam e casas que desabam com as fortes chuvas do início do verão.
Mas há uma diferença flagrante de morro para morro: há os morros dos pobres e os morros dos ricos.
Em algumas dessas geografias, a culpa pela tragédia, na visão da imprensa, é sempre das vítimas, que insistem em ocupar ilegalmente áreas de encostas e outras topografias sujeitas a desmoronamentos e enchentes.
No máximo, autoridades que toleram tais invasões compartilham a condenação da imprensa.
Em outras geografias, a culpa é simplesmente da natureza.
Ou seja, a imprensa parece ver uma enorme diferença entre morros com barracos e morros com construções mais sofisticadas.
Ou será que as mansões de celebridades erguidas em áreas de proteção da Ilha Grande e outros locais do litoral brasileiro não deveriam também estar sujeitas ao crivo da imprensa, tanto quanto os amontoados de casas e barracos que sobem as encostas em lugares menos charmosos?
É muito provável que, em alguns dos casos, as autoridades encarregadas tenham falhado ou se omitido.
Também é muito provável que, em outros casos, essas mesmas autoridades tenham sido simplesmente subornadas.
Até esta segunda-feira, os jornais ainda escondiam, por exemplo, que em junho de 2009 o governador do Rio liberou as regras para construções em áreas de preservação ambiental em Angra e outras regiões do Estado.
O decreto, de no. 41.921, é conhecido como “lei Luciano Huck”, porque teria sido feito para beneficiar o apresentador da talevisão.
Quando busca as causas das tragédias que se repetem regularmente, nesta época do ano, a imprensa costuma escorregar pelos chavões das chuvas recordes e da inadequação das construções.
Mas nunca se aprofunda na investigação dos processos de ocupação de áreas de risco ou de áreas de proteção ambiental por propriedades privadas.
Praias fechadas por condomínios ou casas particulares são parte dessas irregularidades.
Quando os morros deslizam, revela-se não apenas a precariedade das construções.
Revelam-se também o descaso das autoridades e a omissão da imprensa ...(continua)
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Fatos marcantes da década
Listei abaixo alguns acontecimentos que acho que marcaram a década e então pensei nos fatos pessoalmente marcantes e os três primeiros também emcabeçam minha lista pessoal -e impublicável-, que tem icrivelmente muitos ítens felizes!
- O onze de setembro
- Tsunami na Ásia
– Eleição de Lula presidente do Brasil
- A implantação do Euro/comunidade europeia
- A invasão do Iraque
- Atentados da Al Qaeda em Madri
- O Furacão Katrina
- Terremoto na China
- A crise Econômica
- A eleição de Obama presidente dos EUA
- O onze de setembro
- Tsunami na Ásia
– Eleição de Lula presidente do Brasil
- A implantação do Euro/comunidade europeia
- A invasão do Iraque
- Atentados da Al Qaeda em Madri
- O Furacão Katrina
- Terremoto na China
- A crise Econômica
- A eleição de Obama presidente dos EUA
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Bye, bye... Ca'd'Oro
A transformação da cidade de Sâo Paulo é uma coisa absurda.
Às vezes conversando com meu pai que viveu em São Paulo na década de cinquenta, fico com a impressão de que tudo que sobrou daquela época foi o Gato que Ri no arouche.
Claro que não é bem assim, mas somente nos útimos 29 anos testemunhei muitas mudanças, umas ruins outras boas, mas no que diz respeito a região central certamente mais decadência do que qualquer outra coisa.
Agora leio no Estadão que o Ca'd'Oro fechou as portas.
Aquele Hotel emblemático que foi o primeiro cinco estrelas da cidade ...(leia mais no OESP)
Quem muito bem analisou este fenômeno foi o premiado arquiteto Paulo mendes da Rocha em entrevista memorável concedida à Carta Capital: "uma cidade degenerada"
Às vezes conversando com meu pai que viveu em São Paulo na década de cinquenta, fico com a impressão de que tudo que sobrou daquela época foi o Gato que Ri no arouche.
Claro que não é bem assim, mas somente nos útimos 29 anos testemunhei muitas mudanças, umas ruins outras boas, mas no que diz respeito a região central certamente mais decadência do que qualquer outra coisa.
Agora leio no Estadão que o Ca'd'Oro fechou as portas.
Aquele Hotel emblemático que foi o primeiro cinco estrelas da cidade ...(leia mais no OESP)
Quem muito bem analisou este fenômeno foi o premiado arquiteto Paulo mendes da Rocha em entrevista memorável concedida à Carta Capital: "uma cidade degenerada"
domingo, 20 de dezembro de 2009
...uma pausa, um descanso na loucura.
Fim de ano, tempo de reencontrar as origens. Sempre que possível venho à cidade onde nasci, Jataí-Go ver minha família e conseqüentemente, conferir a linha do tempo impressa no rosto daquelas pessoas que não vejo regularmente e imagino que elas fazem o mesmo comigo. Estranha é a sensação anual de voltar á casa onde nasci e revisitar fantasmas, ou melhor, ser visitado por eles. Tempo de ser açoitado por estilhaços de lembranças que explodem a todo instante nas gavetas da memória. Afinal deixei este lugar em Dezembro de 1980 rumo a São Paulo sem saber o que iria acontecer.Então chegando aqui, sinto falta de amigos e estava agora a pouco percebendo o quão difícil é manter alguma relação por toda vida, porque mudamos o tempo todo e só muito raramente os caminhos se sobrepõem ou mesmo permanecem paralelos -o que já é o máximo-. Entretanto, me considero um felizardo porque tenho ao menos uma irmandade que não se perdeu, que é meu primo Tininho que vem a ser a minha mais remota ligação com minhas origens no sentido mais amplo. Somos muito parecidos e diferentes ao mesmo tempo e sempre que nos encontramos é como se tivéssemos almoçado juntos ontem e não são necessárias muitas palavras para a comunhão.
Crescemos juntos no mesmo quarteirão e nunca perdemos as afinidades, carinho, respeito admiração mútua, lealdade e tudo o mais que dá sentido e consistência a uma relação. Grande fotógrafo, um cara sensível e com uma imensa curiosidade pela vida, documentarista meticuloso, mateiro dos bons e amante do cerrado, ontem me farejou e passou aqui em casa (sim porque até hoje minha mãe mantém numa casa espaçosa os quartos de todos os (sete) filhos com guarda roupa e alguns pertences básicos como se todos ainda estivéssemos aqui- mas isso é um tópico para outra hora) e me pegou para irmos passar o dia na serra do caiapó procurar uma águia cinzenta para fotografar. E lá ficamos o dia todo fotografando e observando pássaros. Falo nisso porque quando chegamos na serra ele já tinha tudo no carro. Ninguém falou no assunto, mas eu sabia que ele já tinha pensado em tudo assim como eu também faria. E lá estavam: minhas comidas goianas favoritas, duas cadeiras confortáveis, binóculos, repelentes cerveja, sucos água etc... numa mini geladeira e até uma super telefone celular que funciona no meio do mato e ficamos ali há 100 kilômetros de tudo, debaixo dos pés de pequis e jatobás no aparado da serra fotografando a chuva os pássaros, a paisagem bucólica, os desenhos aleatórios e caprichosos que a natureza imprime na argila e espiando o catálogo de pássaros comparando, identificando, rindo enquanto ele explicava que ali, (700 metros de altitude) outrora fora o mar no período pré-cambriano sessenta milhões de anos atrás bla,bla,bla... Só nós dois o dia todo escarafunchando a serra, percebendo os cheiros do cerrado e conversando sobre tudo e nada e vez por outra rememorando a infância... avaliando o presente, e... por assim dizer degustando a vida e apostando pra que lado as “mangas” de chuva iam desabar... e porque não, praguejando contra o capitalismo que não deixou uma única peroba-rosa em pé tão comuns por ali anos atrás.
Enfim um dia feliz que fez lembrar Guimarães Rosa que dizia mais ou menos assim: "Qualquer felicidade, qualquer tipo de amor vale a pena, pois é uma pausa, um tiquinho de saúde, um descanso na loucura!"
Algumas fotos de ontem podem ser vistas clicando aqui.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Hipocrisia: Garotas do Civita pode? Do Maroni não pode. Oh, dúvida cruel!
"...Se o fato de sair mulheres nuas na capa da sua revista Playboy ou nos conteúdos, sendo algumas delas, inclusive, garotas de programa que conheço e freqüentam o Bahamas Club, lhe pergunto, isso transforma você em um cafetão ou proxeneta? Como o seu repórter se referiu a minha pessoa. Ou o fato de você colocar fotos de mulheres nuas importadas de playboys estrangeiras ao rigor da lei de 1940, você e sua editora seriam enquadrados no artigo 234 do código penal" ...(continua)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Acadêmicos amestrados
Se um marciano aterrissasse hoje no Brasil e se informasse pela Rede Globo e pelos três jornalões, seria difícil que nosso extra-terrestre escapasse da conclusão de que o maior filósofo brasileiro se chama Roberto Romano; que nosso grande cientista político é Bolívar Lamounier; que Marco Antonio Villa é o cume da historiografia nacional; que nossa maior antropóloga é Yvonne Maggie, e que o maior especialista em relações raciais é Demétrio Magnoli. Trata-se de outro monólogo que a mídia nos impõe com graus inauditos de desfaçatez: a mitologia do especialista convocado para validar as posições da própria mídia. Curiosamente, são sempre os mesmos.
Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa ...(continua)
Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa ...(continua)
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Praça Roosevelt
A propósito do triste acontecimento que foi o assalto no espaço Parlapatões onde foi baleado o dramaturgo Mario Bortolloto eu encontrei Ótimos textos no Blog do Rodolfo García Vásques sobre a Roosevelt e sobre uma matéria da FSP que sugere que a Praça não é um espaço de cultura e sim de botequeiros como se devesse existir fronteiras intransponíveis a partir de uma categorização instituida pelo jornal. O fato inconteste é que a região da Roosevelt foi sim revitalizada pela presença do teatro e tornou-se um opção no abandonado centro. Só o descaso da administração municipal e a intolerância de alguns, desejam substituir a alegria das calçadas pelos tiroteios e a volta da degradação.
Do Blog De olhos sempre abertos - vivendo o espanto.
..."Os moradores da Praça que nos odeiam devem estar felizes:
Agora não ouvem mais as gargalhadas dos artistas, mas os tiros que nos ameaçam."
"Eu mandei o e-mail abaixo para um morador da praça que está processando todos os teatros e bares da praça por balbúrdia e desordem. O e-mail foi mandado no último dia 30 de novembro às 13h55. Triste antecipação, trágica antecipação:Devido ao processo do Ministério Público aberto pelo sr. XXX, todos os bares e os teatros que tinham mesas na calçada da Praça foram orientados pela Prefeitura a retirar as mesmas para poder atender as exigências do Ministério Público. Todos os bares (nós, La Barca, Doca) atenderam o pedido da Prefeitura. Faz duas semanas que a Praça não vê mesas em suas calçadas (...continua)
"O repórter me procurou com uma tese já clara na sua cabeça: "A Praça já não é mais do teatro, mas da balada." Ele mesmo me disse isso no início da entrevista. Achei estranho o tema, pois não havia uma confirmação estatística, era apenas uma sensação, uma percepção do jornalista de que..."
"...Nunca, na Folha de São Paulo, se disse que na Vila Madalena existiam botequeiros!!! Nunca!!! Lá, na cool Vila Madalena, bairro onde moram muitos jornalistas endinheirados inclusive, as pessoas (entre os quais esses jornalistas) são chamados de "frequentadoras dos bares da Vila Madalena". Isso ocorre em qualquer caderno da ...(continua)
Do Blog De olhos sempre abertos - vivendo o espanto.
..."Os moradores da Praça que nos odeiam devem estar felizes:
Agora não ouvem mais as gargalhadas dos artistas, mas os tiros que nos ameaçam."
"Eu mandei o e-mail abaixo para um morador da praça que está processando todos os teatros e bares da praça por balbúrdia e desordem. O e-mail foi mandado no último dia 30 de novembro às 13h55. Triste antecipação, trágica antecipação:Devido ao processo do Ministério Público aberto pelo sr. XXX, todos os bares e os teatros que tinham mesas na calçada da Praça foram orientados pela Prefeitura a retirar as mesmas para poder atender as exigências do Ministério Público. Todos os bares (nós, La Barca, Doca) atenderam o pedido da Prefeitura. Faz duas semanas que a Praça não vê mesas em suas calçadas (...continua)
"O repórter me procurou com uma tese já clara na sua cabeça: "A Praça já não é mais do teatro, mas da balada." Ele mesmo me disse isso no início da entrevista. Achei estranho o tema, pois não havia uma confirmação estatística, era apenas uma sensação, uma percepção do jornalista de que..."
"...Nunca, na Folha de São Paulo, se disse que na Vila Madalena existiam botequeiros!!! Nunca!!! Lá, na cool Vila Madalena, bairro onde moram muitos jornalistas endinheirados inclusive, as pessoas (entre os quais esses jornalistas) são chamados de "frequentadoras dos bares da Vila Madalena". Isso ocorre em qualquer caderno da ...(continua)
domingo, 6 de dezembro de 2009
Uma vez Flamengo...
Campeão? Hexa?
Antes disso, um time que ousou desafiar o improvável.
Pet desafiou a idade. Aos 37 anos.
Angelim desafiou a medicina, ante a ameaça da amputação da perna
Adriano desafiou o vil metal ao escolher o seu lugar
Andrade desafiou a descrença de muitos experts
O time desafiou os prognósticos
E a torcida desafiou a razão
Parabéns Flamengo.
Um time além das obviedades.
Por Weden no Blog do Nassif
Antes disso, um time que ousou desafiar o improvável.
Pet desafiou a idade. Aos 37 anos.
Angelim desafiou a medicina, ante a ameaça da amputação da perna
Adriano desafiou o vil metal ao escolher o seu lugar
Andrade desafiou a descrença de muitos experts
O time desafiou os prognósticos
E a torcida desafiou a razão
Parabéns Flamengo.
Um time além das obviedades.
Por Weden no Blog do Nassif
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Natal
Bernard Shaw, o brilhante dramaturgo e frasista irlandês, disse certa vez que o melhor lugar para passar o Natal era um longínquo país oriental no qual a data não fosse comemorada. Concordo com ele e vou além porque fico raivoso em ver o povo bovinamente movendo-se nas ruas e shoppings estupidamente sem nem ao menos saber porque e transformando tarefas simples como ato de entrar num supermercado para apanhar nossa cerveja de cada dia num verdadeiro inferno. O Trânsito então nem se fala. E o que dizer das luzinhas chinesas, o chato do papai noel e a famigerada árvore de natal. Uma coisa sem sentido algum para mim e a histeria comercial? Afff!
Segundo um estudo ("Scroogenomics - Why You Shouldn't Buy Presents for the Holidays") da famosa escola de administração da Universidade da Pensilvânia, Para quem os recebe, nossos presentes valem apenas 53% ou seja 47% gasto com presentes são dinheiro jogado no lixo. O Psicalista Contardo Calligaris analisando o estudo, levanta questões interessantes:
... Por que oferecemos presentes de natal? Resposta óbvia: para produzir a maior satisfação possível no presenteado, para fazê-lo feliz. Talvez, mas vamos devagar. Por exemplo, é bem possível que a troca natalina de presentes seja sobre tudo um gigantesco "potlatch", como dizem os antropólogos, ou seja, uma maneira de torrarmos festivamente nossos recursos (dinheiro, bens e tempo) só para manifestar nossa riqueza (grande ou pequena) aos outros, ao céu e a nós mesmos. Além disso, cada um presenteia amigos e inimigos por razões que pouco têm a ver com a intenção de fazer o outro feliz. Há presentes pedagógicos e paternalistas (ofereço um vale-livros ao primo que não gosta de ler e uma camiseta P ao maridão que virou um boto), assim como há presentes que servem só para cumprir o protocolo ou para intimidar os presenteados (no estilo: "Este, meu caro, você nunca vai poder retribuir".)
... Quando alguém que amo (e que me ama) me oferece um presente, não espero receber aquele objeto que quero e procuro há tempo -claro, vou gostar de receber isso, e vai ser uma festa, mas, cá entre nós, esse tipo de coisa posso encontrar e comprar sozinho. De quem me ama, espero muito mais: espero receber algo que, até então, literalmente, eu não sabia que eu queria.
O verdadeiro presente é aquele que me revela meu próprio desejo. ...(continua)
Segundo um estudo ("Scroogenomics - Why You Shouldn't Buy Presents for the Holidays") da famosa escola de administração da Universidade da Pensilvânia, Para quem os recebe, nossos presentes valem apenas 53% ou seja 47% gasto com presentes são dinheiro jogado no lixo. O Psicalista Contardo Calligaris analisando o estudo, levanta questões interessantes:
... Por que oferecemos presentes de natal? Resposta óbvia: para produzir a maior satisfação possível no presenteado, para fazê-lo feliz. Talvez, mas vamos devagar. Por exemplo, é bem possível que a troca natalina de presentes seja sobre tudo um gigantesco "potlatch", como dizem os antropólogos, ou seja, uma maneira de torrarmos festivamente nossos recursos (dinheiro, bens e tempo) só para manifestar nossa riqueza (grande ou pequena) aos outros, ao céu e a nós mesmos. Além disso, cada um presenteia amigos e inimigos por razões que pouco têm a ver com a intenção de fazer o outro feliz. Há presentes pedagógicos e paternalistas (ofereço um vale-livros ao primo que não gosta de ler e uma camiseta P ao maridão que virou um boto), assim como há presentes que servem só para cumprir o protocolo ou para intimidar os presenteados (no estilo: "Este, meu caro, você nunca vai poder retribuir".)
... Quando alguém que amo (e que me ama) me oferece um presente, não espero receber aquele objeto que quero e procuro há tempo -claro, vou gostar de receber isso, e vai ser uma festa, mas, cá entre nós, esse tipo de coisa posso encontrar e comprar sozinho. De quem me ama, espero muito mais: espero receber algo que, até então, literalmente, eu não sabia que eu queria.
O verdadeiro presente é aquele que me revela meu próprio desejo. ...(continua)
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